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Série Zoologia
ELIAS, R, & IENO, E. La asociación de Laeonereis acuta Treadwell, 1923 (Polychaeta, Nereididae) en la
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Série Zoologia
A revista IHERINGIA, Sér. Zool. é editada pelo Museu de Ciências Naturais, órgão da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, entidade de direito privado, instituída pela Lei Estadual nº 6.497, de 20.12.72, supervisionada pela Secretaria de Estado da Agricultura e destina-se à divulgação de trabalhos científicos originais, inéditos, mantendo seções destinadas a notas prévias, resenhas bibliográficas e notícias de interesse resultantes de pesquisa em Zoologia
Este número foi editado e impresso na gráfica Pallotti em setembro de 1993.
Tiragem 600 exemplares.
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1. Zoologia-Periódicos - Brasil.
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LA ASOCIACION DE LAEONEREIS ACUTA TREADWELL, 1923 (POLYCHAETA, NEREIDIDAE) EN LA BAHIA BLANCA, ARGENTINA !
Rodolfo Elias ? Elena Ieno?
ABSTRACT
THE ASSEMBLAGE OF LAEONEREIS ACUTA TREADWELL, 1923 (POLYCHAETA, NEREIDIDAE) IN THE BAHIA BLANCA, ARGENTINE. The structure, distribution and relationship with environmental factors were described for the Laeonereis acuta association in the Bahía Blanca. The 22 stations were sampled in spring. At each one, six 0.12 m? van Veen grabs were taken in tidal creeks at low tide. Cluster analyses were performed to summarized associations, with quali and quantitative index in Q and R mode. Into the inner bay, the characteristic species are L. acuta and Corophium sp., while in the outer are Neanthes sp. and Priapulus tuberculatospinosus Baird, 1866. Heleobia australis is a preferent species in the association, with major dominance into the inner bay than in the outer. The salinity and granulometric pattern agree with other studies carried out on this association. The faunistic composition of the association change along the geographical distribution from the brazilian to the Argentinean coast.
KEYWORDS. Argentina, Laeonereis acuta, Nereididae, Polychaeta. INTRODUCCION
Diversos estudios bentónicos realizados en la Bahía Blanca, permitieron conocer diferentes aspectos de sus comunidades infaunales. Un primer relevamiento de la infauna bentónica de la Bahía Blanca describió la estructura espacial de las comunidades intermareales (ELIAS, 1985). Posteriormente, se efectuó un amplio estudio de las comunidades submareales, tanto en la bahía misma como en su zona externa (BREMEC, 1986, 1989, 1990), así como una comparación entre las mismas (ELIAS & BREMEC, 1986). Además de caracterizar las comunidades infaunales submareales, el estudio de la Bahía Blanca permitió relacionar la estructura cuantitativa del bentos con la existencia de enriquecimiento orgánico (ELIAS, 1992). Sin embargo, hasta el momento, no existen datos cuantitativos sobre la asociación de Laeonereis acuta Treadwell, 1923 (sensu ORENSANZ & GIANUCA, 1974) en la Bahía Blanca.
1. Contr. Cient. Dpto. Ciencias Marinas nº 84. 2. Departamento de Ciencias Marinas, Facultad de Ciencias Exactas y Naturales, Universidad Nacional de Mar del Plata. Dean Funes 3350 (7600) Mar del Plata. Argentina.
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4 ELIAS & IENO
L. acuta integra y domina numéricamente en asociaciones bentónicas de baja diversidad específica desarrolladas en ambientes mixohalinos someros, desde Santos, Brasil, hasta Golfo Nuevo, Argentina (ORENSANZ & GIANUCA, 1974). Varios autores lo consideran un importante recurso alimentario de vertebrados e invertebrados (ORENSANZ & ESTIVARIZ, 1971; MARCOVECCHIO et al., 1986).
Por tal motivo, se tiene por objetivo describir la estructura cuali-cuantitativa de esta asociación, su distribución espacial en la Bahía Blanca y su relación con los factores físico-químicos, asi como sefialar la variación cualitativa observada a lo largo de su distribución geográfica.
Area de estudio. La Bahía Blanca, ubicada entre 38° 40' - 39° 25'S y 61° 30' - 62º 40' O, es un ambiente somero con tres canales principales y una intrincada red de canales secundarios y de marea (fig. 1). El área cubierta por la bahía es de unos 2000 km?, de los cuales unos 1100 son intermareales. Estas áreas corresponden a planicies de marea fango- arenosas, y se hallan habitadas por la asociación Salicornia ambigua - Spartina spp. y/o Chasmagnathus granulata Dana, 1851 (ELIAS, 1985). Elambiente orientado en dirección NO-SE puede ser dividido en dos regiones: una interna, larga y angosta, desde la cabecera hasta el Puerto de Ingeniero White (estación D), de unos 14 km? y aguas mixohalinas; y otra externa, o bahía propiamente dicha, desde dicho puerto hasta mar abierto, de aguas euhalianas (FREJJE et al., 1981).
La profundidad media es baja (> 20 m) y el régimen de mareas es semidiurno, de amplitud mayor en la región interna (3,6 m) que en la externa (2,0 m). El principal aporte de agua dulce lo realiza el Arroyo Sauce Chico, con un volumen medio anual de 10 m?/ s, el cual descarga sus aguas en la cabecera de la región interna. Debido a ello, la salinidad se incrementa exponencialmente hasta el puerto de Ing. White desde 15 a 35 por mil, mientras que, a partir de dicho puerto y en toda la región externa se mantiene entre 31 y 35 por mil. El rango anual de la temperatura superficial del agua varió entre 6y 22º C | (Arango com. pers.).
MATERIAL Y METODOS
Fueron muestreadas 22 estaciones (fig. 1), tomando en cada una de ellas 6 dragas tipo van Veen de 0,12 mº, dos en el centro de los canales de marea y dos sobre cada costado. Diez estaciones se muestrearon durante 1982 (A - J; unidades de muestreo 1 - 60) y 12 durante 1983 (K - V; unidades de muestreo 100 - 172), todas durante la primavera.
Las muestras fueron tamizadas abordo a través de trama de 2 mm y los organismos retenidos fueron conservados en formaldehido neutralizado al 5%. En cada estación se obtuvieron muestras de agua superficial para determinar la salinidad y la temperatura. De cada unidad de muestreo se obtuvo una submuestra para análisis granulométrico, el cual fue realizado por tamizado en seco para las partículas mayores de 0,063 mm. El fango (limo + arcilla) fue obtenido por diferencia entre peso inicial y peso despues del lavado.
El análisis faunístico se basó en matrices de similitud entre todos los posibles pares de unidades de muestreo (modo Q) y entre especies (modo R). Los índices utilizados fueron MORISITA (1959) y SORENSEN (1948) en el primer caso y DICE (1945) en el segundo. El agrupamiento jerärquico (““cluster””) se efectuó por medio de uniones completas y se graficó en dendrogramas.
Sobre cada unidad de muestreo se calculó el índice biológico (IB) (SANDERS, 1960) a las cinco especies más abundantes. El método original toma las 10 primeras especies, sin embargo, debido al bajo número de especies en el presente trabajo, se tomaron sólo 5. Una adaptación similar fue realizada por CACHES (1980). Los puntos obtenidos por cada una son sumados de todas las muestras que integran la asociación, dentro de la cual estas son clasificadas según su IB decreciente, su frecuencia y su dominancia media. La frecuencia se calculó
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La asociación de Laeonereis acuta... 5
como el cociente entre las muestras con la especie sobre el total de muestras x 100; la dominacia es una expresión de la proporción de la especie en la muestra (GUILLE, 1970).
Según los valores obtenidos, ias especies seran clasificadas como Características (=Exclusivas) de ler orden, si están dentro de las diez primeras; de 2do orden, despues del 10mo puesto, y de 3er orden, sin valor de IB; Preferentes, dentro de los diez primeros puestos, pero presentes también en otra asociación; Acompafiantes, despues del puesto 19mo; Accesorias, sin IB, y Accidentales (GUILLE, 1970).
RESULTADOS
Ambos muestreos fueron faunísticamente similares, sin observarse diferencias significativas ano a afio, por lo que fueron reunidos y analizados de conjunto. Sobre un total de 132 unidades de muestreo, no presentaron macrofauna las unidades 3, 4, 39, 40, 51 (afio 1982), 103, 104, 116, 139, 140, 163, 164 y 165 (ano 1983).
En el análisis de agrupamiento en modo Q ambos índices discriminaron 14 grupos independientes y una unidad de muestreo aislada (figs. 2, 3). En lineas generales, pueden distinguirse 2 grandes conjuntos de muestras relacionadas con las dos regiones de la bahia. El grupo de muestras externas (grupos cualitativos 9 a 12 y en menor medida el 13, 14y 15; y los grupos cuantitativos 7 a 14) cuya composición específica se basa en la presencia del poliqueto Axiothella cf. antarctica Monro, 1930. Por otra parte, el grupo de muestras proveniente de la región interna puede ser dividido en dos asociaciones. La primera, desarrollada sobre la franja superior del infralitoral (grupos cualitativos 1 a 4; grupos cuantitativos 1 a4), presentan en común al poliqueto L. acuta; en tanto que en las muestras restantes se alternan en presencia/dominancia los poliquetos Thelepus plagiostoma Schmarda, 1861, Nicolea cf. chilensis (Schmarda, 1861) y Scoloplos (Leodamas) sp. (ELIAS, 1987).
En modo R (fig. 4), los grupos más representativos son los número 2, 4 y 6. Los dos últimos constituyen los nucleos constitutivos de la asociación de Axiothella y de Thelepus - Nicolea. El grupo 2 se halla constituido por L. acuta, Heleobia australis (d’Orb., 1835) y Chasmagnathus granulata.
La asociación de L. acuta. En los grupos cualitativos 1,2 y 3,L. acuta es una especie constante con una frecuencia de 60%, mientras que H. australis es de frecuencia común (40%), presentando ambas elevados valores de IB y una dominancia de 35 y 21, respectivamente. En el grupo 4, L. acuta resultó tercera según su IB y fue de frecuencia común.
Los grupos cuantitativos representan facies de una asociación, entendida como la preponderancia numérica de una o unas pocas especies (ZAIXSO & PASTOR, 1977). El grupo 1 esta dominado numéricamente por Corophium sp.; el 2 por la abundancia de L. acuta y H. australis, aunque ésta en menor frecuencia; el 3 por H. australis y el 4 por la constancia de aparición de Buccinanops globulosum (Kiener, 1834) (tabla I). La especie común a estos grupos es L. acuta.
Para la caracterización de la asociación se utilizaron los grupos determinados por el índice de MORISITA (1959), por expresar sus resultados medidad de cantidad y proporción entre especies. Considerando este conjunto de unidades de muestreo y de la aplicación de la metodología biocenótica se obtuvo el ordenamiento y la clasificación de las 14 especies que integran la asociaciön (tabla II).
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Tabla I. Composición especifica de las unidades de muestreo agrupadas según el índice cuantitativo de MORISITA (1959) en función de la presencia en común de L. acuta.
Unidades de muestreo
Especie 6 5 2 EOS EDS 105 102 Laeonereis acuta 0 0 1 072923553106 1 5 Syllidae 0 O l 0 0 Corophium sp. 42 Be 22 0 0 P. tuberculatospinosus 1 0 Heleobia australis 0 0 0 0 47 26 0 01,58 Chasmagnathus granulata 0 0 0 0 0 1 0 0 0
Unidades de muestreo
Especie 1017521247219 3718025 PIE 19 20 120 Laeonereis acuta 2 0 0 0 0 0 1 \ 0 Buccinanops globulosum 0 0 0 2 2 2 4 1 4 Olivella tehuelchana 0 0 0 4 10 0 0 0 0 P. tuberculatospinosus 0 1 1 0 0 0 0 0 5 Neanthes sp. 0 1 0 0 0 0 0 0 0 Chone sp. 0 0 0 0 1 0 0 0 0 Phylo felix 0 4 1 0 0 0 0 0 1 Ninoe brasiliensis 0 1 0 1 0 0 0 0 0 Heleobia australis 55 2 3 0 0 0 0 0 0 Glyceridae 0 1 0 0 0 0 0 0 0 Eteone sp. 1 0 0 0 0 0 0 0
Distribuciön espacial. L. acuta estuvo restringida a la región interna, donde alcanzó densidades de hasta 1024 ind./m? en su parte media (estación L), disminuyendo hacia ambos extremos. Su último registro corresponde a la estación D que marca el fin aproximado de la región interna. De igual manera, Corophium sp., H. australis y Syllidae se hallaron presentes en esta región. La primera fue exclusiva de la estación A, donde alcanzó densidades de hasta 650 ind./m?, en tanto que las otras dos fueron halladas también en la región externa. Las especies Preferentes, así como las Accidentales, se distribuyeron principalmente en la región externa (fig. 5).
Todas las unidades de muestreo consideradas provienen de los márgenes de los canales de marea, a una profundidad de entre 1 y 2 m en bajamar (franja superior del infralitoral).
El sedimento de estas muestras estuvo constituido por fango (entre un 82 y un 93%), más arenas finas y muy finas. Para el sector entre mareas, la proporción de fango en que
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Tabla II. Ordenaciön y clasificación biocenötica de la comunidad de L. acuta. IB: indice biológico (SANDERS, 1960); f (%): frecuencia; D. M.: Dominancia Media; Clas. Biocenótica: Classificación Biocenótica (GUILLE,
1970).
Especie IB f(%) D.M. Clas. Biocenötica Laeonereis acuta 37 44 3353 Caracteristica ler Orden Heleobia australis 28 43 30,0 Preferente
Buccinanops globulosum 27, 43 2 Preferente
Corophium sp. 20 28 2957 Característica ler Orden P. tuberculatospinosus 17 28 1,1 Característica ler Orden Phylo felix 11 21 0,9 Preferente
Olivella tehuelchana 10 14 1,9 Preferente
Syllidae 8 14 0,3 Preferente
Eteone sp. 6 14 0,4 Preferente
Ninoe brasiliensis 6 14 0,3 Accidental
Glyceridae 3 7 0,1 Accidental
Neanthes sp. 3 7 0,1 Caracteristica 2do Orden Chone sp. 3 2 0,1 Accidental Chasmagnathus granulata 0 7 0,1 Caracteristica 3er Orden
fue hallada L. acuta varió igualmente entre 80 y 92% (ELIAS, 1985). Por otra parte, en la estación A, donde fue dominante Corophium sp., el sedimento estuvo constituido por fango y arenas en partes iguales (44,8 y 44,2%) más gravas (10%).
La salinidad de las estaciones analizadas varió entre 22,2 y 31,9 por mil. En esta última salinidad, correspondiente a la estación L, fue donde se registró la mayor abundancia de L. acuta.
DISCUSION
El agrupamiento de muestras en 2 grupos mayores, responde a la división de la bahia en dos regiones, una interna de salinidad variable (mixohalina) y otra externa, estable en cuanto a la salinidad (euhalina). La distribución de L. acuta coincide con este patrón de distribución, por cuanto se halló restringida a la región interna. Numerosos autores la mencionan como especie estuarial, en aguas de entre O y 30 por mil de salinidad (OLIVIER et al., 1972; CAPITOLLTI et al., 1978; BEMVENUTT etal., 1978; AMARAL, 1979; MARCOVECCHIO et al., 1986).
Durante el relevamiento mediolitoral, ELIAS (1985) halló altas densidades de L. acuta (550 ind./m?) sobre la región externa, en las inmediaciones del Arroyo Parejas. La presencia de esta especie es común frente a la desembocadura de cursos fluviales (L. culveri Webster, 1880, según AMARAL, 1979), por lo que cabe hallarla en esta región asociada a aguas con cierto porcentaje de mezcla.
Unrelevamiento bentónico efectuado en el Arroyo Sauce Chico, que desemboca en laregión interna a la altura de las estaciones B y L, reveló la existencia de altas densidades de L.acutay H. australis (Brizzola, com. pers.). Mientras que la primera disminuye hacia la cabecera del arroyo (de 1200 a 900 ind./m?), la segunda aumenta (de 1070 a 7300 ind./ m?). Esta variaciön es atribuible tanto al gradiente salino (de 1,2 a 31 por mil), como al
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contenido de materia orgánica del sedimento, el cual varió de 23,9% enla cabecera a 8,6% en la desembocadura.
La distribución vertical de L. acuta en la Bahía Blanca, desde el mediolitoral medio hasta 1 m de profundidad, así como el tipo de sustrato en el que habita, concuerdan igualmente con lo hallado por otros estudios similares (OLIVIER et al., 1972; CAPITOLLI et al., 1978; BEMVENUTI et al., 1978).
Un análisis de la variación cuali-cuantitativa de esta comunidad permite verificar un empobrecimiento desde la región interna hacia la externa y, paralelamente, un reemplazo de especies características: L. acuta y Corophium sp. se hallaron exclusiva- mente en la región interna, en tanto que Neanthes sp. y Priapulus tuberculatospinosus Baird, 1866 fueron propias de la externa. H. australis especie Preferente de la asociación fue hallada en grandes abundancias en la región interna, pero tambien estuvo presente en la región externa. mos
L. acuta y la comunidad que caracteriza ha sido citada desde Santos, Brasil, hasta Golfo Nuevo, Argentina (ORENSANZ & GIANUCA, 1974). La estructura comunitaria parece ser la misma para estos ambientes, aunque la fauna acompafiante y sus abundancias relativas difieren latitudinalmente. Así, en la playa de Saco da Rivera, las especies acompafiantes más importantes son los poliquetos Hemipodus rotundus Quatrefagues, 1865, Diopatra cf. cuprea Kinberg, 1865, Neanthes sp. y Glycinde multidens Müller, 1858 (AMARAL, 1979). En Lagoa dos Patos, la comunidad presentó facies de Tagelus plebeius (Solander, 1786) y elevada abundancia de A. australis, Kalliapseudes schubarti Mane-Garzon, 1949 y Heteromastus similis Southern, 1921 (CAPITOLLI et al., 1978; BEMVENUTI et al., 1978). En Mar Chiquita las facies fueron de Tagelus gibbus (Splenger, 1794) y Cyrtograpsus angulatus Dana, 1851, más otras especies importantes como Fl. australis, Neanthes succinea (Frey & Lanckart, 1847), H. similis y Nephtys Jluviatilis Monro, 1937 (ORENSANZ & ESTIVARIZ, 1971; OLIVIER et al., 1972; MARCOVECCHIO et al., 1986). En la Bahía Blanca L. acuta fue hallada sobre el sector entre mareas y sobre la franja superior del infralitoral. En el sector entre mareas, la fauna acompanante estuvo representada por MH. australis, Eteone sp., Cyrtograpsus altimanus Dana, 1851, Scolecolepides sp. y P. tuberculatospinosus, (ELIAS, 1985). En el presente estudio, considerando sólo la franja superior del infralitoral, la fauna acompafiante estuvo representada principalmente por Corophium sp. y H. australis. En la bahia de San Antonio, L. acuta aparece asociada a Malacoceros sp. (ESCOFET et al., 1978), en tanto que en las playas de Puerto Madryn, en el extremo sur de su distribución, la asociación se halló constituida por Darina solenoides (King, 1832) - Boccardia polybranchia (Hasswell, 1885) - L. acuta, y ocupö la franja superior de la región entre mareas (Escofet, com. pers.).
Agradecimientos. A colegas, amigos y autoridades del Instituto Argentino de Oceanografia (IADO, Bahía Blanca) por su constante apoyo, así como al Dr. Mianzan, Dr. Bremec y Dr. Bastida (INIDEP, Mar del Plata) por la lectura crítica de tantos manuscritos. Tambien deseo agradecer a dos árbitros anónimos y en especial al Dr. Paulo Lana, por las críticas realizadas que ayudaron a mejorar este trabajo.
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Recebido em 13.03.1991 (1º versão) e em 8.09.1992 (2º versão); aceito em 24.05.1993.
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Fig. 1. Ubicaciön geogräfica de la Bahia Blanca. Estaciones de muestreo de la comunidad de Laeonereis acuta. A-J, estaciones 1982; K-V, estaciones 1983. Las äreas punteadas representan zonas intermareales.
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Figs. 2-3. Análisis de agrupamiento de la comunidad de L. acuta, en modo Q: 2. según el índice de SORENSEN (1948); 3. según el índice de MORISITA (1959).
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Fig. 4. Análisis de agrupamiento de la comunidad de L. acuta, en modo R, según el índice de DICE (1945).
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ESCALA VERTICAL 10 Fig. 5. Distribución espacial de las principales especies pertenecientes a la comunidad de Laeonereis acuta.
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ESPONJAS DO ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA, BRASIL (PORIFERA, DEMOSPONGIAE)
Beatriz Mothes! Maria Célia K. de A. Bastian?
ABSTRACT
SPONGES FROM THE FERNANDO DE NORONHA ARCHIPELAGO, BRAZIL (PORIFERA, DEMOSPONGIAE). Thirteen species were identified out of sixty two specimens of sponges collected from Fernando de Noronha Archipelago. Plakortis simplex Schulze, 1880, Erylus formosus Sollas, 1886, Cliona carteri (Ridley, 1881), Chondrosia collectrix Schmidt, 1870, Ptilocaulis bistyla (Hechtel, 1983), Lissodendoryx isodictyalis (Carter, 1822), Ircinia felix (Duchassaing & Michelotti, 1864) and Aplysina fulva (Pallas, 1776) are recorded for the first time from Fernando de Noronha. Spirastrella coccinea (Duchassaing & Michelotti, 1864), Tethya aurantium (Pallas, 1776), Chondrilla nucula Schmidt, 1862 and Xestospongia grayi (Hechtel, 1983) are confirmed for this area. Plakinastrella onkodes Uliczka, 1929 is recorded for the first time from brazilian waters.
KEYWORDS. Demospongiae, Brazil, oceanic island, distribution.
INTRODUÇÃO
Os primeiros registros de Demospongiae para o Arquipélago de Fernando de Noronha foram os de HYATT (1877) descrevendo Spongelia cana (=Dysidea cana), S. dubia (=D. dubia), Hippospongia equina, também citando Spongia vermiculata Duchassaing & Michelotti, 1864 (=S. barbara Duchassaing & Michelotti, 1864), e S. officinalis Linnaeus, 1758 (=S. obligua Duchassaing & Michelotti, 1864). RIDLEY & DENDY (1887) citam a ocorrência de Suberites carnosus Johnston, 1842. CARTER (1890) registra Chondrilla phyllodes Schmidt, 1870 (=Spirastrella coccinea (Duchassaing & Michelotti, 1864); Donatia lyncurium (Linnaeus, 1767) (=Tethya aurantium (Pallas, 1776); Chondrilla nucula Schmidt, 1862; Hymeniacidon sanguinea (Grant, 1826)
1. Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, CEP 90.001-970, Porto Alegre, RS, Brasil. (Bolsista do CNPq).
2. Curso de Pós-Graduação em Biociências, área de Zoologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1429, CEP 90.619-900, Porto Alegre, RS, BRASIL.
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(=H.perlevis Montagu, 1818); Chondropsis arenifera Carter, 1886; Craniella cranium (Müller, 1776) e também Suberites massa Nardo, 1847 (=S. carnosus). BOURY- ESNAULT (1973) descreveu Holoxea violacea, Raphidophlus basiarenacea e Aplysina Janusi, citando ainda Agelas dispar Duchassaing & Michelotti, 1864; Spongia virgultosa (Schmidt, 1868) (=Hyattella cavernosa (Pallas, 1766) e Dysidea fragilis (Montagu, 1818). HECHTEL (1983) descreveu Prianus grayi (=Xestospongia grayi). ESTON et al. (1986) registraram os gêneros Callyspongia Duchassaing & Michelotti, 1864; Chelonaplysilla Laubenfels, 1948; Igernella Topsent, 1905; Plakortis Schulze, 1880; Ircinia Nardo, 1833 e Spongia Linnaeus, 1751.
Em 1978, 1985 e 1986 foram realizadas várias coletas no Arquipélago por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMAR-USP) com objetivo de estudar as comunidades bentônicas. Nessa ocasião, foram recolhidas 62 amostras de poríferos que ora são tratadas, visando ampliar o conhecimento das Demospongiae do local.
MATERIAL E MÉTODOS
Os espécimes examinados foram coletados em vários locais do Arquipélago de Fernando de Noronha, Pernambuco, Brasil (03°50’S-32°25’W) desde a zona de marés até 30 metros de profundidade (fig. 1).
As amostras estudadas encontram-se na coleção de Porifera do Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Examinou-se material depositado no “Muséum d’Histoire Naturelle, Genebra (MHNG), da Coleção de O. Schmidt proveniente de “Landes- Museum Joanneum”, Graz (LMJG); “Zoölogisch Museum, Universiteit van Amsterdam, Instituut voor Taxonomische Zoölogie”, Amsterdam (ZMA); “The Natural History Museum”, Londres (BMNH); “Instituto de Investigaciones Marinas de Punta de Betín”, Santa Marta, Colômbia (INVEMAR) e Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN).
O método usado nas preparações espiculares está de acordo com MOTHES-DE-MORAES (1978).
RESULTADOS
Reunindo-se as 13 espécies identificadas com as citadas na literatura, são registradas, até o presente, 28 espécies de Demospongiae para o Arquipélago de Fernando de Noronha. Todas, com exceção de X. grayi e C. carteri, apresentam ampla distribuição na região norte da Província Caribeana (Golfo do México e Mar do Caribe).
As espécies P. simplex, E. formosus, C. carteri, P. bistyla, L. isodictyalis, I. felix e A. fulva são registradas pela primeira vez para o Arquipélago. C. collectrix e P. onkodes são citadas pela primeira vez para o Brasil. P. grayi é até o momento, endêmica para o Arquipélago. T. aurantium, C. nucula e S. coccinea têm registro confirmado para esta área.
HOMOSCLEROPHORIDA, PLAKINIDAE
Plakortis simplex Schulze, 1880 . (Figs. 2,3,36)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando
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de Noronha, Baía dos Golfinhos, 28.X. 1985, A. E. Migotto col., (MCN 1216); Canal da Ilha Cabeluda, 01. IX. 1985, A. E. Migotto col., (MCN 1281); Ponta da Sapata, 29. X. 1985, A. E. Migotto col., (MCN 1218).
Descrição. Esponjas maciças. Dimensões: maior exemplar, comprimento 5,3cm; largura 3,8cm e altura 2,5cm. Superfície irregular, apresentando pequenos lobos. Ósculos não numerosos, circulares a elípticos, alguns situados em pequenas elevações; maior ósculo, diâmetro 0,5cm. Óstios distribuídos irregularmente por toda a superfície. Material fixado de consistência dura ou firme, compressível; castanho-avermelhado externamen- te, bege internamente. O ectossoma diferencia-se do coanossoma pela presença de escleras que formam pequenos feixes. Coanossoma com escleras dispostas irregularmen- te, próximo à superfície observa-se um certo alinhamento.
Escleras: micróxeas de contornos irregulares; ligeiramente curvas; frequentemente infladas na região mediana; extremidades afiladas ou com pequena constrição; compri- mento 111-222 um; largura 2,2-9,8 um. Microtríodos raros; eixos com extremidades afiladas ou arredondadas, algumas vezes com constrição; eixo maior: comprimento 46,5- 71,7 um largura 2,4-6,3 um.
Comentários. A identificação foi realizada por comparação (lâmina BMNH 1948:8:6:54a) procedente das Bermudas. As amostras referidas por LAUBENFELS (1950) apresentam forma incrustante, diferindo dos espécimes estudados. As dimensões do conjunto espicular examinado são maiores do que as referidas por LAUBENFELS (1950), BOURY-ESNAULT (1973)e PULITZER-FINALI (1986). A ocorrênciarara dos microtríodos também foi referida por PULITZER-FINALI (1986) nas amostras de Porto Rico. No Arquipélago, os exemplares foram coletados na zona de marés.
Distribuição geográfica. Bermudas (LAUBENFELS, 1950); República Dominicana, Jamaica e Porto Rico (PULITZER-FINALI, 1986); Brasil: Pernambuco, Fernando de Noronha, primeiro registro; Alagoas (BOURY-ESNAULT,1973).
Plakinastrella onkodes Uliczka, 1929 (Figs. 4-6,37)
Material examinado: BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Baía dos Golfinhos, 28.X. 1985, A. E. Migotto col., (MCN 1209).
Descrição: Esponja incrustante. Dimensão: altura 1,0cm. Superfície irregular. Óculos elípticos a ovais, circundados por discreto colar semi-transparente; maior ósculo, diâmetro 0,2cm. Óstios distribuídos regularmente por toda a superfície. Material fixado de consistência bastante firme; cinza-claro a escuro na superfície e na base, acinzentado. Esqueleto denso, irregular, em algumas regiões há tendência a formar uma reticulação subisodictial.
Escleras: diactinas discreta a pronunciadamente curvas; contornos bastante irregu- lares; frequentemente infladas na região mediana; extremidades afiladas; comprimento 33, 3-140,6 um; largura 0,5-3,3 um. Triactinas com eixos afilados; alguns com discreta curvatura; eixo maior: comprimento 20,0-70,6 um, largura 3, 0-6, 4 um. Caltrops com quatro eixos retos afilados; alguns podem apresentar discreta curvatura; eixo maior:
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comprimento 19,6-58,4 um, largura 1, 5-6,0 um.
Comentários. Através do estudo comparativo com material (fragmento INVEMAR 0382) do Caribe colombiano, foi confirmada a identificação. No arquipélago, o espécime foi coletado na zona de marés.
Distribuição geográfica. Ilhas Virgens (ULICZKA, 1929); Colômbia (ZEA, 1987); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro.
ASTROPHORIDA, GEODIIDAE
Erylus formosus Sollas, 1886 (Figs. 7-12,38)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Baía do Sueste, 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 2439).
Descrição. Esponja maciça. Dimensões: comprimento 9,0cm, largura 6,5cm e altura 4,5cm. Superfície irregular com discretos processos mamiliformes. Osculos numerosos, elípticos ou esféricos, encimados em processos digitiformes atrofiados; maior ósculo, diâmetro 0,3cm. Material fixado de consistência endurecida na zona do córtex e levemente macia no coanossoma; externamente rosado com pigmentações bege, internamente, acinzentado. Córtex formado por camadas compactas de aspidásteres, dispostos tangencialmente à superfície; camada mais externa com micróxeas. Coanossoma com poucas ortotrienas, dispostas radialmente com seus cladomas tangenciando o córtex. Nesta região, também se observa grande número de óxeas agrupadas em feixes radiais, aspidásteres, quiásteres e oxiásteres dispostos irregularmente.
Escleras: óxeas leve a pronunciadamente curvas; extremidades gradualmente aguçadas ou com pequena constrição; comprimento 368,0-828,0 um; largura 4,4-18,5 um. Aspidásteres alongados, superfície microespinhada; comprimeno 128,2-195,0 um; largura 40,0-61,0 um. Ortotrienas com rabdomas curtos a longos; extremidades levemen- te arredondadas a gradualmente afiladas, comprimento 148,0-444,0 um; largura 6,4-12,2 um; cladomas com extremidades gradualmente afiladas a levemente arredondadas, algumas são bifurcadas; largura 122,1-352,6 um. Micróxeas raras, levemente curvas, discretamente centrotilotes; comprimento 39,2-78 um; largura 1,0-3,4 um. Quiásteres com 10 a 14 raios curtos, retos, cônicos microespinhados com extremidades lanceoladas, diâmetro 12,2-23, 5 um. Oxiásteres com 5 a 8raiosretos, longos, cônicos microespinhados com extremidades lanceoladas; diâmetro 28,4-42,0 um.
Comentários. O conjunto espicular e a disposição do esqueleto coincidem com material (fragmento de esponja ZMA 4587) de Curaçao, Caribe e com material (lâmina MCN 193) do Rio Grande do Sul, Brasil. Constatou-se que a espécie apresenta uma variação morfológica de incrustante (ALCOLADO, 1985) a maciça (SOLLAS, 1888; BOURY-ESNAULT, 1973; VOLKMER-RIBEIRO & MOTHES-DE-MORAES, 1975; WIEDENMEYER, 1977 e SOLÉ-CAVA et al., 1981). Os oxiästeres apresentam extre- midades lanceoladas diferindo dos descritos por (VOLKMER-RIBEIRO & MOTHES- DE-MORAES, 1975) com extremidades aguçadas; os quiásteres apresentam extremida-
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des lanceoladas diferindo de truncadas (SOLLAS, 1888), infladas (BOURY-ESNAULT, 1973) e pontiagudas (VOLKMER-RIBEIRO & MOTHES-DE-MORAES, 1975). A espécie tem uma distribuição batimétrica ampla na costa brasileira; de 1-2m no Arquipé- lago de Fernando de Noronha até 165m na costa do Rio Grande do Sul, Brasil (VOLKMER-RIBEIRO & MOTHES-DE-MORAES, 1975).
Distribuição geográfica. Bahamas (WIEDENMAYER, 1977); Cuba (ALCOLADO, 1985); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro; Paraíba (BOURY-ESNAULT, 1973); Bahia (SOLLAS, 1888); Espírito Santo (SOLÉ- CAVA et al., 1981); Rio Grande do Sul (VOLKMER-RIBEIRO e MOTHES-DE- MORAES, 1975)
HADROMERIDA, TETHYIDAE
Tethya auratium (Pallas, 1776) (Figs. 13-16,39)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Praia do Boldró, 08. VI. 1986, D. O. Pires e C. B. Castro col., (MCN 1734); Baía do Sueste, 11.VI. 1986, D.O. Pires e C. B. Castro col., (MCN 1353), 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 750, 1404, 1413, 1419).
Descrição. Esponjas esféricas a hemisféricas. Dimensão, maior exemplar: diäme- tro 2,5cm. Superfície inteiramente coberta de brotos pendunculados. Ósculos elipticos; maior ósculo, diâmetro 0,2cm, situado na porção lateral da esponja. Material fixado de consistência levemente rígida no córtex e maciano coanossoma; externamente acinzentado e inteiramente bege, “in situ” alaranjado. Porção superior do córtex com tilásteres e na zona inferior com esferásteres. Coanossoma com estrongilóxeas dispostas radialmente em feixes, juntamente com micrásteres e esferásteres irregularmente distribuídos.
Escleras: estrongilóxeas robustas, retas com a extremidade distal levemente arre- dondadas, comprimento 368,0-1500,0 um; largura 4,07-29,9 um.Esferásteres com raios cônicos, alguns dicotônicos ou bifurcados; extremidades gradualmente aguçadas, algu- mas com constrição; diâmetro 33,0-69,0 um. Micrásteres com centro pequeno ou ausente, com 6 a 12 raios cônicos com extremidades lanceoladas ou estrongiliformes, microespinhadura ao longo dos raios ou somente nas extremidades; diâmetro 5,7-15,3 um.
Comentários. Os caracteres das esponjas conferem com a descrição de SOLLAS (1888) e PULITZER-FINALI (1986). Está espécie apresenta uma grande distribuição batimétrica, de 1-805m (SARÁ, 1987). No Arquipélago, as amostras foram coletadas na zona de marés.
Distribuição geográfica. Cuba (ALCOLADO, 1985); República Dominicana e Porto Rico (PULITZER-FINALI. 1986); Curaçao (SOEST, 1981); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha (CARTER, 1890).
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20 MOTHES & BASTIAN SPIRASTRELLIDAE
Spirastrella coccinea (Duchassaing & Michelotti, 1864) (Figs. 17,18,40) Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Praia da Atalaia,
26.XIL.1987, A. A. Lise col. (MCN 741, 746, 753); Canal da Ilha Cabeluda, 01. XII. 1985, A. E. Migotto col., (MCN 1432).
Descrição. Esponjas incrustantes. Maior exemplar: altura 0,5cm. Superfície leve- mente ondulada. Ósculos não observados. Material fixado de consistência coriácea, levemente compressível, bege-claro a rosado. Córtex com espirásteres compactadas, medindo 460,0 um de espessura. Coanossoma com tilóstilos dispostos de forma irregular formando, algumas vezes, feixes ascendentes e espirásteres dispostos irregularmente.
Escleras: tilóstilos retos, com extremidade distal gradualmente afilada; cabeça distinta, esférica ou ovalada, às vezes bilobada; dimensões: comprimento 368,0-687,2 um; largura 3,0-9,8 um; diâmetro das cabeças 5,9-16,7 um. Espirásteres contorcidos, com raios cônicos, retos ou levemente curvos, abruptamente pontiagudos; dimensões: diâme- tro 6,9-51,7 um.
Comentários. As amostras foram identificadas conforme DUCHASSAING & MICHELOTTI (1864). Observou-se que as dimensões das escleras examinadas são maiores do que as já citadas para esta espécie. Ocorre em águas rasas, o que confirmamos. No Arquipélago, foi coletada entre 1-2m de profundidade.
Distribuição geográfica. Bermudas (LAUBENFELS, 1950); Bahamas (WIEDENMAYER, 1977; PULITZER-FINALI, 1986); Dry Tortugas (LAUBENFELS, 1936); Cuba (ALCOLADO, 1985); República Dominicana (PULITZER-FINALI, 1986); Jamaica (HECHTEL, 1965); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha (CARTER, 1890).
CLIONIDAE
Cliona carteri (Ridley, 1881) (Figs. 19-24,41)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Baía do Sueste, 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 1408).
Descrição. Esponja incrustante, perfurante em material calcário. Dimensão: altura 0,5cm. Superfície com discretas projeções mamiliformes. Ósculos espalhados irregular- mente pela superfície. Material fixado de consistência compressível; bege com pigmen- tação amarelada Coanossoma com tilóstilos discretamente ordenados em feixes, os quais se abrem no ectossoma, próximo à superfície.
Escleras: tilóstilos leve a pronunciadamente curvos, alguns sinuosos, raros retos; extremidades distais gradualmente aguçadas, algumas arredondadas, outras com cabeça distinta, ovalada, bi- ou trilobada; comprimento 230,0-484,0 um; largura 1,4-9 um;
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Esponjas do arquipélago de Fernando de Noronha... ai
diâmetro das cabeças 3,9-10,8 um. Espirästeres delgados com eixos longos, alguns sinuosos, com espinhos ao longo dos eixos, formando tufos nas extremidades; espinhos cônicos ou truncados; diâmetro 19,6-34,0 um. Espirásteres curtos com eixos grossos, geralmente com espinhos somente nas extremidades; diâmetro 10,8-42,1 um.
Comentários. O espécime é semelhante ao descrito por RIDLEY (1881), diferindo apenas na ocorrência de duas categorias de espirásteres no material estudado. A amostra foi coletada no Arquipélago entre 1-2m de profundidade, enquanto que RIDLEY (1881) faz referência a 72m.
Distribuição geográfica. Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro; Espírito Santo (RIDLEY, 1881). Também registrada para o Mediter- râneo (CRUZ & BACALLADO, 1983).
CHONDROSIIDAE
Chondrilla nucula Schmidt, 1862 (Figs. 25, 42)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Praia da Caieira, 19. VI. 1986, C. B. Castro col., (MCN, 1322); Praia da Atalaia, 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 1414); Baía do Sueste, 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 747, 1409, 1415).
Descrição. Esponjas maciças a incrustantes. Dimensões: maior exemplar, compri- mento 14,0cm, largura 5,5cm e altura 1,5cm. Superfície lobada ou arredondada. Ósculos pouco numerosos, 0,2cm de diâmetro. Material fixado de consistência firme, cartilaginosa, bege com pigmentação marron-escura. Córtex e coanossoma com escleras distribuídas irregularmente.
Escleras: esferásteres com raios cônicos abruptamente pontiagudos; alguns com microespinhadura na extremidade distal; diâmetro 10,8-42,1 um.
Comentário. A identificação foi conferida por comparação (fragmento e lâmina de material tipo LMJG 15678) e (fragmento ZMA 9639). Na costa brasileira esta espécie apresenta uma variação batimétrica de 1-2m no Arquipélago e de 32m conforme BOURY-ESNAULT (1973).
Distribuição geográfica. Bermudas (LAUBENFELS, 1950); Bahamas (WIEDENMAYER, 1977; PULITZER-FINALI, 1986); Jamaica (HECHTEL, 1965; PULITZER-FINALI, 1986); Porto Rico (PULITZER-FINALI, 1986); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha (CARTER, 1890); Alagoas (B OURY-ESNAULT, 1973); Espirito Santo (SOLE-CAVA et al., 1981); Rio de Janeiro (PIRES, 1980). E considerada cosmopolita por BOURY-ESNAULT (1973) e WIEDENMAYER (1977).
Chondrosia collectrix Schmidt, 1870 (Fig.43)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Baía do Sueste, 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 1400, 1406).
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22 MOTHES & BASTIAN
Descrição. Esponjas maciças. Dimensões: comprimento 4,5cm, largura 2,0cm, altura 1,0cm. Superfície lisa. Ósculos elípticos a circulares e encimados em projeções mamiliformes, situados na região superior da esponja, diâmetro 0,1-0,4cm. Material fixado de consistência cartilaginosa, compressivel; preto na região superior e acinzentado na região inferior. Ectossoma meandriforme e muito fino. Coanossoma cavernoso.
Comentários. O exemplar identifica-se com a descrição de WIEDENMA YER (1977). A distribuição batimétrica no Arquipélago é de 1-2m. O material estudado por WIEDENMAYER (1977) foi encontrado a 42m e a amostra de ALCOLADO (1985) em raiz de mangue.
Distribuição geográfica. Bermudas (LAUBENFELS, 1950; PULITZER-FINALI, 1986); Cuba (ALCOLADO, 1985); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro.
HALICHONDRIDA, DESMOXYIDAE
Ptilocaulis bistyla (Hechtel, 1983) (Figs. 26-28,44)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Praia da Atalaia, 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 743).
Descrição. Esponja arborescente. Dimensões: comprimento 3,0cm, largura 1,5cm, altura 2,5cm. Superfície com sulcos meandriformes. Ósculos circulares situados sobre os sulcos: diâmetro de 0,2-0,5cm. Material fixado de consistência compressível, acinzentado. Esqueleto composto de fibras primárias multiespiculares, largura 37,0-129,5 um, forman- do colunas ascendentes interligadas por fibras secundárias uni a triespiculares, largura 11,0-28,9 um.
Escleras: estilos robustos, discretamente encurvados; alguns com constrição próxi- ma à região distal; extremidade distal gradualmente afilada e arredondada ou abruptamen- te pontiaguda; comprimento 246,0-333,0 um, largura 9,8-16,0 um. Estilos delicados, longos e discretamente encurvados; extremidade distal gradualmente afilada; às vezes com constrição; comprimento 658,7-841,8 um, largura 3,9-6,3um.
Comentários. A identificação da esponja foi com base na descrição de HECHTEL (1983) (= Stylaximella bistyla), diferindo apenas na morfologia externa, que segundo o autor é microtuberculada com projeções digitiformes. A batimetria é de 1-2m no Arquipélago, enquanto que os espécimes descritos por HECHTEL (1983) foram coletados a 30m.
Distribuição geográfica. Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro, Recife (HECHTEL, 1983).
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Esponjas do arquipélago de Fernando de Noronha... 23 POECILOSCLERIDA, MYXILLIDAE
Lissodendoryx isodictyalis (Carter, 1882) (Figs. 29-34,45)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Praia da Atalaia, 26.XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 1391); Baía do Sueste, 26. XII. 1978, A. A. Lise col., (MCN 1420).
Descrição. Esponjas incrustantes. Dimensões: o maior exemplar, comprimento 8,0cm e altura 2,5cm. Superfície com circunvoluções pronunciadas; discretas elevações, encimadas por um ósculo; diâmetro do maior ósculo 0,3cm. Nas paredes das elevações observam-se sulcos acentuados semelhantes à “astrorrizas” do esqueleto calcário de alguns membros de esclerospongias. Material fixado de consistência macia, compressível; bege-rosado a marrom-acinzentado. Ectossoma com tilotos dispostos paralelamente à superfície. Coanossoma constituído por uma rede esqueletal do tipo subisodictial de tilotos e estilos, com espaços subdermais. Nesta região ocorrem também isoquelas e sigmas distribuídas irregularmente.
Escleras: tilotos retos, com cabeças ovaladas, comprimento 148,0-205,7 um, largura 1,5-4,8 um; diâmetro das cabeças 2,9-6,4 um. Estilosretos a discretamente curvos, extremidade distal abruptamente pontiaguda a gradualmente afilada; comprimento 131,7- 173,9 um, largura 2,3-4,7 um. Sigmas em forma de “S” ou “C”, comprimento 13,5-29,4 um, espessura 0,1-0,4 um. Isoquelas arqueadas; comprimento 23,0-29,4 um, espessura 0,8-1,5 um.
Comentários. Identificação confirmada pela comparação com material procedente de “Dry Tortugas” (lâmina BMNH 1936.7.8.62). Observou-se, no material estudado, um gradiente de tamanho de sigmas e isoquelas, diferindo de SOEST (1984) que faz referência a duas categorias destes dois tipos de escleras. A espécie pode apresentar uma variação morfológica de maciça HECHTEL (1965), WIEDENMAYER (1977), SOEST (1984) e LAUBENFELS (1950) a incrustante como no material examinado. Os espécimes foram coletados no Arquipélago entre 1-2m.
Distribuição geográfica. Bermudas (VERRIL, 1907); Bahamas (WIEDENMAYER, 1977); Jamaica (HECHTEL, 1965); Curacao (SOEST, 1984); Colômbia (ZEA, 1987); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro; Recife (LAUBENFELS, 1956). É considerada cosmopolita (HOSHINO, 1981).
HAPLOSCLERIDA, PETROSIIDAE
Xestospongia grayi (Hechtel, 1983) (Figs. 35, 46)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha de Fernando de Noronha, Ponta da Sapata, 11. VI. 1986, C. B. Castro e D. O. Pires col., (MCN 1327).
Descrição. Esponja maciça. Dimensões: comprimento 5,0cm, largura 4,5cm, altura 1,0cm. Superfície irregular, com discretos processos mamiliformes. Osculos pouco
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numerosos, diâmetro do maior ósculo 0,3cm. Material fixado de consistência levemente compressível e friável; roxo-escuro. Esqueleto formado por feixes multiespiculares que formam uma rede isodiamétrica; espongina escassa, concentrada principalmente nos pontos de união dos feixes.
Escleras: estrôngilos leve a pronunciadamente curvos, raramente retos, compri- mento 175,4-460,0 um, largura 5,0-13,2 um.
Comentários. O espécime apresenta as mesmas características descritas por HECHTEL (1983). A batimetria da amostra é de 25m. Este é o primeiro registro de profundidade para esta espécie.
Distribuição geográfica. Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha (HECHTEL, 1983).
DICTYOCERATIDA, THORECTIDAE
Ircinia felix (Duchassaing & Michelotti, 1864) (Fig. 47)
Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha Rata, Buraco do Inferno, 30.X. 1985, A. E. Mlgotto col., (MCN 1220).
Descrição. Esponja maciça, globular. Dimensões: comprimento 5,0cm, largura 3,5cm, altura 3,5cm. Superfície conulosa; cônulos com 1,5-2,0cm de altura. Osculos situados em pequenas elevações; maior diâmetro 0,3cm. Material fixado de consistência compressível, difícil de seccionar; marrom-claro na superfície, rosado na região basal, e internamente, ao redor dos ósculos marrom-escuro. Ectossoma constituído por uma derme orgânica. Coanossoma com fibras primárias ascendentes, dispostas em fascículos e fibras secundárias transversais. Nas fibras ocorrem grãos de areia e fragmentos de escleras. Coanossoma e ectossoma com grande quantidade de filamentos de colágeno; fibras primárias, diâmetro 74,0-128,0 um; fibras secundárias, diâmetro 5,6-16,7 um; filamentos de colágeno, diâmetro 2,0-4 An extremidade arredondada das fibras, diämetro 9,8 um.
Comentários. O espécime foi comparado com material procedente de “St. Thomas” (fragmento e lâmina ZMA 1854) e apresenta as características citadas por ZEA (1987). A amostra foi coletada no Arquipélago entre 1-2m de profundidade.
Distribuição geográfica. Bermudas (LAUBENFELS, 1950); Estados Unidos: Florida (STORR, 1964); Golfo do México (LITTLE, 1963); Bahamas (LAUBENFELS, 1949); Cuba (ALCOLADO, 1985); Jamaica (HECHTEL, 1965); Barbados, Curaçao e Venezuela (SOEST, 1984). Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro.
VERONGIDA, APLYSINIDAE
Aplysina fulva (Pallas, 1776) (Fig. 48) Material examinado. BRASIL. Pernambuco: Arquipélago de Fernando de Noronha, Ilha Rata, 12. XI. 1986, C. B. Castro e D. O. Pires Col., (MCN 1324).
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Esponjas do arquipélago de Fernando de Noronha... 25
Descrição. Esponja ramificada, ramos eretos, arredondados que partem de uma base comum. Dimensões: comprimento do maior ramo 7cm, diâmetro 2cm. Superfície conulosa. Ósculos elípticos a esféricos situados na região apical ou lateral dos ramos, maior ósculo diâmetro 0,3cm. Material fixado de consistência bastante compressível; roxa, “in situ” amarelo-ouro. Esqueleto constituído por fibras dispostas em retículo formando uma rede de malhas poligonais. As fibras contém uma medula de colaração amarela; fibras diâmetro 60,0-130,0 um; com 20-66% ocupada pela medula; rede 290,0- 800,0 um.
Comentários. A identificação do espécime foi confirmada por comparação com a lâmina ZMA 3704 e o espécime e lâmina MCN 1034. A amostra foi coletada no Arquipélago a 30m de profundidade.
Distribuição geográfica. Bahamas (WIEDENMAYER, 1977); Dry Tortugas (LAUBENFELS, 1936); Cuba (ALCOLADO, 1985); Porto Rico (WILSON, 1902); Barbados (SOEST, 1978); Colombia (WINTERMANN & KILIAN, 1983; ZEA, 1987); Brasil: Pernambuco, Arquipélago de Fernando de Noronha, primeiro registro; Ceará (JOHNSON, 1971); Pernambuco e Bahia (BOURY-ESNAULT, 1973); Espírito Santo (SOLÉ-CAVA et al., 1981); Santa Catarina (MOTHES-DE-MORAES, 1987).
Agradecimentos. À Professora Dra. Cecília Volkmer Ribeiro (MCN) pelo incentivo, sugestões e críticas. Ao Dr. Amo A. Lise (PUCRS), Dr. Álvaro E. Migotto (CEBIMAR-USP), Dra. Débora de Oliveira Pires e Dr. €C. B. Castro (UFRJ) pelo material amostrado e doado ao MCN. Ao Dr. Rob van Soest (ZMA), Dra. Shirley Stone (BMNH), Dra. Ruth Desqueyroux-Faundez (MNHG) e Dr. Zven Zea (INVEMAR) por terem proporci- onado ce estudo do material depositado em suas Instituições.
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Recebido em 6.12.1991 (1º versão) e 27.06.1993 (22 versão); aceito em 27.05.1993.
IHERINGIA, Ser. Zool., Porto Alegre (75): 15-31, 30 set. 1993
Esponjas do arquipélago de Fernando de Noronha... 27
32°28' 32º26'W =
BURACO DO INFERNO
ARQUIPÉLAGO o DE FERNANDO DE NORONHA
BRASIL \
Dois irmãos O
q oO 9 |. CABELUDA
BAIA DO SUESTE
Fig. 1. Arquipélago de Fernando de Noronha, Pernambuco, Brasil, com a indicação dos locais amostrados.
IHERINGIA, Sér. Zool., Porto Alegre (75): 15-31, 30 set. 1993
MOTHES & BASTIAN
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!
Figs. 2-35. Plakortis simplex: 2. microtríodo; 3. micróxea. Plakinastrella onkodes: 4. diactina; 5. caltrops; 6. triactina. Erylus formosus: 7. ortotriena; 8. óxea; 9. aspidáster; 10. quiáster; 11. oxiáster; 12. micróxea. Tethya auratium: 13. estrongilóxea; 14. esferáster; 15. micráster com extremidades lanceoladas; 16. micráster com extremidades estrongiliformes. Spirastrella coccinea: 17. tilóstilo; 18. espiráster. Cliona carteri: 19. tilóstilo; 20. tilóstilo com cabeça bilobada; 21 tilóstilo com cabeça trilobada; 22. espiráster delgado e sinuoso; 23. espiráster com eixo grosso; 24. espiráster curto com espinhos nas extremidades. Chondrilla nucula: 25. esferäster. Ptilocaulis bistyla 26. estilo; 27. estilo com constrição; 28. estilo fino. Lissodendoryx isodictyalis: 29. estilo; 30. tiloto; 31. sigma em forma de “C”; 32. Sigma em forma de “S”, 33. isoquela vista de perfil; 34. isoquela vista frontal. Xestospongia grayi: 35. estrôngilo. (Escala=50 um).
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Esponjas do arquipélago de Fernando de Noronha... 29
Figs. 36-39. Aspecto geral: 36. Plakortis simplex; 37. Plakinastrella onkodes: 38. Erylus formosus; 39 Tethya aurantium. (Escala=10mm).
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30 MOTHES & BASTIAN
SE gua dO a a e PS A a e e e MO O O
RE
Figs. 40-44. Aspecto geral: 40. Spirastrella coccinea; 41. Cliona carteri; 42. Chondrilla nucula; 43.Chondrosia collectrix; 44. Ptilocaulis bistyla. (Escala=10mm).
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Esponjas do arquipélago de Fernando de Noronha... 31
Figs. 45-48. Aspecto geral: 45. Lissodendoryx isodictyalis; 46. Xestospongia grayi; 47. Ircinia felix, 48. Aplysina fulva. (Escala=10mm).
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gr cal Hure TA
ANALISIS MORFOLOGICO DE TRIOPS LONGICAUDATUS (LE CONTE) (BRANCHIOPODA: NOTOSTRACA) EN ARGENTINA !
Inés I. Cesar ? Emilia P. Hernández ? Alejandra Rumi *
ABSTRACT
MORFOLOGICAL ANALYSIS OF TRIOPS LONGICAUDATUS (LE CONTE) (BRANCHIOPODA: NOTOSTRACA) IN ARGENTINA. The variation of six ectosomatical characteristics of Triops longicaudatus (Le Conte) was studied. The abdominal body rings without legs, telson spinulation pattern, carapace length and the external morphology of the resting eggs presented the highest variability. T. pampeanus Ringuelet, 1944 is considered a junior synonym of T. longicaudatus as demonstrated by multivariate analysis.
KEYWORDS. Notostraca, Triops longicaudatus, morphology, distribution.
INTRODUCCION
El género Triops (Schaeffer), de distribuciön cosmopolita, es de hábitos bentönicos y puebla principalmente las aguas lénticas temporarias. LINDER (1952) en su importante revisiön de los notostracos de Norteamérica, unifica em Triops longicaudatus (Le Conte, 1846) a todas las especies del género descriptas para esa región.
Los principios utilizados para la taxonomia de los Notostraca, han sido discutidos por varios autores (BRAEM, 1893; GURNEY, 1923, 1924; BARNARD, 1929 y GAUTHIER, 1934) y aplicados a las especies europeas, asiáticas y africanas. Seguiendo a LINDER (1952), hemos tomado los caracteres por él recomendados y las variaciones de la cápsula del huevo de resistencia que en muchos casos permite la identificación
1. Contribución Científica Nº 518 del Instituto de Limnologia “Dr. Raúl A. Ringuelet”.
2. Instituto de Limnología “Dr. Raúl A. Ringuelet”, Casilla Correo Nº 712, 1900 La Plata, Argentina. (Investigador CIC).
3. Departamento Zoologia Invertebrados, Museo La Plata, Paseo del Bosque s/nº, 1900 La Plata, Argentina.
4. Instituto de Limnología “Dr. Raúl A. Ringuelet”, Casila Correo nº 712, 1900 La Plata, Argentina. (Investigador CONICET).
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34 CESAR; HERNANDEZ & RUMI
específica (ALONSO & ALCARAZ, 1984).
Elestudio de estos crustáceos en la Argentina ha sido, en general, muy fragmentario, principalmente en aspectos sistemáticos y de distribución; y se carece de información acerca de su biologia y ecologia locales. Lo realizado hasta el momento data de varias décadas atrás (THIELE, 1907; RINGUELET, 1944). Este trabajo es el primero que intenta analizar conjuntamente los aspectos morfológicos y distributivos, en T. longicaudatus.
Los objetivos son: (1) analizar el valor diagnóstico de los caracteres apuntados por LINDER (1952) para T. longicaudatus y el de otros atributos tales como, el número completo de apéndices abdominales y la morfología externa de la cápsula del huevo de resistencia; (2) investigar el status de Triops pampeanus Ringuelet, 1944 y (3) dar a conocer algunos aspectos de la distribución de T. longicaudatus en la Argentina.
MATERIAL Y METODOS
El material estudiado pertenece a la colección del Museo de La Plata (MLP). El cual está integrado por lotes correspondientes a las seguientes provincias: Santiago del Estero, nº 1 (11 ejemplares) sin localidad más específica; La Rioja, nº 2 (6 ejemplares) de Illia; Córdoba, nº 3 (5 ejemplares) de Pampa de San Luis; San Juan, nº 4 (33 ejemplares) de Bermejo; Buenos Aires, nº 5 (21 ejemplares), Capital Federal, Bafiado de Flores; Mendoza, nº 6 (17 ejemplares) sin localidad más específica y nº 7 (1 ejemplar) de su extremo sur; La Pampa, nº 8 (3 ejemplares: holotipo y dos paratipos de Triops pampeanus Ringuelet, 1944) de una laguna, de 10 hectáreas de superficie, de General Acha; Buenos Aires, nº 9 (5 ejemplares) de General Lamadrid; Neuquén, nº 10 (17 ejemplares) de Arroyito y nº 11 (2 ejemplares) de Zapala; Rio Negro, nº 12 (57 ejemplares) y nº 13 (2 ejemplares) de General Conesa.
Lote estudiado, con fines comparativos, MLP nº 14 (11 ejemplares) de Springville, Arizona, U.S.A..
Se analizaron un total de 6 características ectosomáticas y sus estados en 1779 individuos hembras. Los caracteres considerados fueron: 1) longitud del escudo (tomada en la línea media, en sentido antero-posterior; 2) número total de apéndices abdominales, 3) número de anillos abdominales con y sin apéndices; 4) presencia de anillos incompletos o medios anillos (i), que se hallaron entre el telson y el último anillo abdominal; 5) morfología externa de la cápsula del huevo de resistencia, que fueron preparados según CESAR (1990) y observados con el microscopio electrónico de barrido (MEB) JOEL JSM-T100 y 6); número y disposición de las espinas dorsales del telson, que se diferencian en espinas bien desarroladas (sp) y menos desarroladas y cortas (sp II).
No se consideró el número de anillos y apéndices torácicos ya que, éstos son siempre de once y once pares respectivamente.
Análisis con empleo de técnicas numéricas: estas técnicas se implementaron para estimar el valor diagnóstico de los caracteres arriba mencionados e investigar el status de T. pampeanus. Los datos obtenidos a partir de su material tipo, fueron incluidos en la matriz básica de datos. El programa utilizado fue el NT-SYS (Numerical Taxonomic System of Multivariate Statistical Program), disefiado por Rohlf, 1972 y siguiendo a CRISCI & ARMENGOL (1983). Para estos análisis, a partir del total de individuos estudiados se conformó una matriz básica de datos (MBD) de 66 OTU (individuos) x 13 atributos (6 cuantitativos y 7 cualitativos codificados como presencia/ausencia (1 / O respectivamente) que se enumeran y describen en la tabla III. Los atributos 9 a 12 se describen en resultados.
El coeficiente de similitud empleado fue el de distancia taxonómica, cuyos valöres oscilan entre O y ®, siendo ® el que expressa la máxima similitud. A partir de éste se obtuvieron los fenogramas entre OTUs y caracteres (según técnicas Q y R, respectivamente). El análisis de agrupamiento correspondió al UPGMA.
Por último, se efectuó un análisis de componentes principales, para analizar la contribución a la variabilidad total de cada caracter.
RESULTADOS
1) Longitud del escudo: LINDER (1952) dió 14 a 19mm para los machos, no
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Analisis morfologico de Triops longicaudatus... 35
Tabla I. Triops longicaudatus en la Argentina: medidas en mm y sus relaciones (A, ancho; L. longitud; n, número de individuos por lote; R, rangos; x, medias).
LOTE L. ESCUDO L. TELSON A. TELSON L.ESCUDO A. TELSON L. TELSON L. TELSON
l R=10,2-6,69 R=1,05-0,51 R=2,07-1,5 10,66 2,18
n=17 x=8,42 x=0,79 x=1,72
2. 7
n=1 8,94 1,02 1,98 8,76 1,94
3 R=12,72-5,7 R=1,08-0,45 R=2,64-0,93 10,99 2,03
n=57 x=8,35 x=0,76 x=1,54
+ R=15,1-12,72 R=1,33-1,26 R=2,94-2,46 10,69 2,80
n= x=13,90 x=1,30 x=2,70
3 R=11,1-5,85 R=1,11=0,69 R=2,25-1,35 10,21 za
n=17 x=8,88 x=0,87 x=1,84
6
n=1 16,56 1,41 Sl 11,74 2,49
% R=17,85-11,0 R=2,31-1,02 R=3,24-1,17 11,30 2,04
n=31 x=15,6 x=1,38 x=2,83
8 R=12,36-11,2 R=1,20-1,02 R=2,19-1,92 10,71 1,89
n= x=12,10 x=1,13 x=2,14
9 R=11,97-6,93 R=0,93-0,66 R=1,56-1,29 10,57 1,77
n= x=8,67 =0,82 x=1,45
10 R=17,5-13,83 R=1,59-1,20 R=2,88-2,34 11,27 1,89
n=11 x=15,89 x=1,41 x=2,67
11 R=13,53-10,3 R=1,41-1,02 R=2,37-2.017°3553 1979
n=5 x=11,63 x=1,22 x= 2,19
12 R=16,2-11,46 R=1,47-1,11 R=2,64-2,19 11,20 1,87
n=21 x=14,22 x=1,27 x=2,38
13 R=17,7-12,69 R= 1,65-1,26 R=3,57-2,31 10,87 2,09
n= x=15,96 x=1,47 x=3,07
encontrados en nuestro material. Los valores mäximos y minimos obtenidos para las hembras (Tabla I) resultaron algo menores que los ya dados. Al comparar estos resultados con las observaciones tomadas del lote de Arizona, no se apreciaron importantes diferencias. Cabe sefialar, que al correlacionar la longitud del escudo con el número de anillos abdominales sin apéndices, se obtuvo un r=-0,57, altamente significativo (n=179, P > 0,01); lo que significa que existiría una tendencia a que disminuya el número de anillos sin apéndices cuanto mayor es la longitud del escudo.
2) Apéndices abdominales: es muy poca la información existente acerca del número total de apéndices abdominales, si bien LINDER (1952) cita para T. longicaudatus valores entre 43 y 55 pares, o sea, con un rango de variación de 12. En ejemplares de Argentina, hemos podido reconocer una gran variabilidad en el número de estos apéndices, prácticamente duplicada el rango observado en las formas norteamericanas. En la tabla I, puede apreciarse esta variación, el número máximo hallado corresponde a un ejemplar del lote 1 (Santiago del Estero) con 60 pares y el mínimo a otro del lote 12 (Río Negro), 37 pares, con un rango de variación de 23.
Anillos corporales: según LINDER (1952) todas las especies descriptas de Triops, se caracterizan por tener un mayor número de anillos corporales en comparación con el género Lepidurus Leach, 1816. Dicho autor cita para T. longicaudatus, 34 +1-44, variando dentro de esos límites los ejemplares de una misma muestra. En los de Argentina, el
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Tabla II. Triops longicaudatus en la Argentina: medidas en mm y sus relaciones (1, apéndices abdominales; 2, anillos abdominales; 3, con apéndices; 4, sin apéndices; 5, número de individuos con medios anillos; n, número de individuos; R, rangos; X, medias).
LOTE l 2 3) 4 5 l R=46-43 R=27-24 R=18-16 R=9-8 4 n=17 x=43 x=26 X 17 x=8
2 45 DS 19 8 0 nl
3 R=47-37 R=28-20 R=18-12 R=9-7 16 DS] x=44 Ely xl] x=8
4 R=47-46 R=28-27 R=21-19 R=8-7 0 02 x=46,5 EDS) x20 x=1.3
5 R=47-43 R=27-24 R=19-16 R=8-6 1 1==17/ x—48 sell selo x=8
6 43 DS 18 Y 0 nel
7 R=54-38 R=28-20 R=20-16 R=8-5 5 n=31 x=47 x=26 x=19 xl
8 R=53-46 R=27-25 R=21-19 R=6-5 0 n=6 x=48 x=26 x=20 x=6
9 R=44-40 R=27-24 R=20-18 R=7-6 1 n=5 4) xD x=19 x
10 R=60-45 R=27-24 R=22-19 R=6-5 0 mel x=9 x=26 xD x=5
11 x=50-39 R=25-23 R=19-17 R=6 2 = x=46 x=24 x=18 X=
2 R=47-43 R=28-23 R=22-17 R=7-5 3 = x=44 x—25 x=19 x=6
13 R=48-42 R=26 R=18 R=8 2, ES) x=46 x=6 x=18 =
número de anillos corporales ha variado entre 31+1-39 y con las mismas características de variabilidad que para los representantes norteamericanos de la especies.
3) Anillos abdominales con y sin apéndices: en nuestro material, el número total de anillos abdominales varió entre 20 y 28, con promedios variables según los lotes de 24 a 27. Lo mismo ocurrió con los anillos abdominales con apéndices, en los que se halló un rango de variación de 12 a 22 y con promedios variables entre 17 y 21. Los anillos abdominales sin apéndices variaron de 5 a 9 y en general se ajustan a los patrones de variabilidad para la forma norteamericana. 4
4) Anillos incompletos o medios anillos (1): su presencia, en general, fue variable de acuerdo a los lotes y su frecuencia baja; en el lote 12, el 28% de los ejemplares los presentaron; en los demás lotes, si bien se registraron, su frecuencia fue menor. No se encontraron anillos en espiral, ni tampoco una relación con algún tipo particular de modelos de telson.
5) Morfologia externa de la cápsula del huevo de resistencia: hemos encontrado dos variedades principales en cuanto a la estructura de la corteza - a) lisos, representados en la mayoria de los lotes examinados y mamelonados, los lotes de La Rioja (nº 2) y Buenos Aires, General Lamadrid (nº 9) (correspondientes a los atributos 7 y 8 del análisis de
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Analisis morfologico de Triops longicaudatus... 87
técnicas numéricas). El diámetro de los huevos de corteza lisa tuvo escasa variación, con un rango entre 0,305mm y 0,357 mm. Lo mismo ocurre con los huevos de T. longicaudatus de Springville (Arizona), cuyo diämetro promedio es de 0,340mm; en los especímenes mejor conservados, la superficie capsular no tiene aspecto esponjoso; a 200 aumentos se notan muy pocos poros (fig. 2), a más altas magnificaciones puede notarse gran número de poros de diversos tamafios (figs. 3-5); b) mamelonados, presentaron corteza integrada por estructuras en forma de mamelones o domos (fig. 6) que constituyen cámaras en la capa alveolar (fig. 7); con altas magnificaciones, de los mamelones se elevan estructuras de aspecto dentiforme (fig. 8), una o dos por mamelón, que terminan en punta roma o bifurcada; estas midieron 21 um de altura en línea recta desde la zona de emergencia hacia la punta. Este tipo de estructura es singular y hasta el momento no se ha mencionado para el género. No se observaron poros. En los individuos que presentaron huevos mamelonados tampoco se registraron medios anillos.
Espinas del telson: en el material examinado hemos encontrado que, como ocurre en las poblaciones de Norteamérica de T. longicaudatus, no hay un patrón poblacional constante en el número, tamafio y disposiciön de las espinas de la región dorsal del telson y en su márgen porterior. Por ello, es necesario examinar un número alto de especímenes para evaluar la variabilidad. LINDER (1952) considera que dos espinas en el márgen dorsal del telson podrían ser características de T. longicaudatus, aunque aún en este aspecto hay diferentes criterios. Dicho autor, cita unos 15 modelos diferentes de disposiciön de espinas sp y spll.
En nuestro material, y de acuerdo con el modelo de telson básico con 3 sp principales, una central y dos laterales, situadas dorsalmene y por encima o por debajo del margen porterior, expresamos las cuatro variaciones que pudieron ser registradas en nuestras poblaciones (fig. 1): telson 1 (MT 1), apartado del modelo básico con 2 spy varias spII; telson 2 (MT 2), con modelo básico, 3 a 6 sp, sin sp II, se presentan 5 variedades; telson 3 (MT 3), com modelo básico, 3 a 6 sp,con spII por arriba y por debajo dei borde posterior del telson, 5 variedades; telson 4 (MT 4), con modelo básico, 4 sp, las 2 sp laterales se encuentran por debajo del borde posterior del telson, con spII por arriba y/o por debajo del borde posterior.
Algunos de los modelos arriba descriptos (fig.1), se repiten en los dados por LINDER, por ejemplo: el modelo básico, MT 2,, MT 2,y MT 3, aunque, en nuestras poblaciones, las spII por debajo del telson son más numerosas. La frecuencia relativa de aparición de los modelos descriptos por nosotros, se estudiará al analizar los fenogramas.
Resultados del análises de técnicas numéricas: a partir de la interpretación del primer fenograma (fig. 9), en la que se estima la relación entre caracteres: la longitud del escudo y la longitud del telson (caracteres 1 y 2) y elnümero de anillos sin apéndices con el modelo de telson 2 (caracteres 5 y 10), fueron los que demostraron estar más altamente correlacionados.
Con respecto a la similitud entre individuos, en el fenograma obtenido (fig. 10) no se formaron grupos claros. Sin embargo, se puedieron identificar dos grandes grupos más un individuo aislado (OTU 53). Este último se caracterizó por ser único ejemplar con modelo de telson 1. Elprimer grupo (G 1) que presentó huevos de resistencia mamelonados puede dividir-se en dos subgrupos, de los cuales, uno de ellos con modelo de telson 4 (G la), raro en su frecuencia de apariciön y el otro, modelo de telson 3 (G 1b), más frecuente.
En el segundo grupo (G 2), caracterizado por huevos de resistencia lisos, también
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pudieron reconocerse dos subgrupos, el primero (G 2a) con modelo de telson 3 y el segundo (G 2b), con modelo de telson 2.
Con respecto a los ejemplares del lote que RINGUELET (1944) denominó Triops pampeanus, no conformaron un grupo particular intercaländose sus individuos en uno de los grupos más numerosos y de características más frecuentes (G 2b).
Como resultado del análisis de componentes principales (tabla III) se obtuvieron 3 factores que presentaron un porcentaje de variación acumulada de 42,40% para I, 22,65% para II y 16,23% para III y una total de 81,28%. En el factor I los caracteres que más contribuyeron a la variabilidad fueron el número de anillos abdominales sin apendices y el modelo de telson 2. Para el factor II, los que más contribuyeron fueron los dos tipos de huevos, lisos y mamelonados, y por último al factor III, contribuyó principalmente el modelo de telson 3.
En el mapa (fig. 11) se puede observa la distribución geográfica del material examinado.
Tratando de encontrar un gradiente de distribución, regido por las condiciones climáticas, se analizó si los individuos de las localidades de los grupos resultantes y descriptos en el fenograma (fig. 10), se correspondían con un tipo particular de clima. A partir de aqui se obtuvo que el grupo 1 y 2 del fenograma, predominó en los climas árido de las sierras y bolsones y templado pampeano.
En cuanto a los subgrupos, G 2a predominaron en orden decreciente del clima árido de las sierras y bolsones al templado pampeano, serrano y semiárido y G 2b, se localizó mayormente en clima semiárido y en mucha menor proporción en el árido de is sierras y bolsones, árido patagónico y templado de transición.
Tabla III. Triops longicaudatus en la Argentina: aporte de variabilidad de cada caracter a los tres primeros factores resultantes del análisis de componentes principales (I: con mayor aporte de los atributos 5 y 10; al II: contribuyeron el 7 y 8y al III: el 11 y 10). Caracteres: 1) Longitud del escudo (en mm); 2) Longitud del telson (en mm); 3) número de apéndices abdominales; 4) número de anillos abdominales con apéndices; 5) número de anillos abdominales sin apéndices; presencia/ausencia de : 6) medios anillos; 7) huevos lisos; 8) huevos mamelonados; 9) modelo de telson 1 (MT 1); 10) modelo de telson 2 (MT 2); 11) modelo de telson 3 (MT 3); 12) modelo de telson 4 (MT 4) y 13) número de espinas principales del tenson.
COMPONENTES ATRIBUTOS
1 0555 -0,636 -0,402 2 0,599 -0,526 + -0,454 3 0,570 -0,377 -0,074 4 0,611 -0,331 0,236 5 -0,867 0,019 -0,179 6 0,035 0,109 -0,114 7! -0,594 -0,672 0,306 8 0,594 0,672 -0,306 9 -0,109 0,178 0,436 10 -0,763 -0,254 ° -0,514 11 OR 0,017 0,562 12 0237 0,562 -0,428 13 0,522 -0,062 -0,093
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DISCUSION Y CONCLUSIONES
ALONSO & ALCARAZ (1984) han estudiado los huevos de resistencia con el MEB en Lepidurus apus (Linné, 1758), Triops cancriformis simplex (Ghigi) y T. cancriformis mauritanicus (Ghigi). En estas especies no se encuentran estructuras ornamentales características o divisiones de la superficie capsular en celdillas, como sí ocurre en varios anostracos y concostracos. Lepidurus apus presenta una corteza lisa y sin poros. En las dos variedades de T. cancriformis el aspecto de la corteza es esponjoso; con poros en 7. c. simplex y sin ellos en T. c. mauritanicus.
En la mayoría de los especímenes argentinos mejor conservados, la superficie capsular no tiene aspecto esponjoso, como lo descripto para T. cancriformis, sino liso y con poros bien definidos. En cuanto a los huevos de corteza mamelonada, hasta el momento, este tipo característico de cápsula, no ha sido descripta para alguna otra especie de Triops ni Lepidurus.
De acuerdo a lo observado en las características ectosomáticas del material estudiado, se considera que es propia la adscripción del mismo a T. longicaudatus. Además, dado que los ejemplares tipos de T. pampeanus no demostraron tener diferencias relevantes, se considera que T. pampeanus Ringuelet, 1944 es sinónimo de T. longicaudatus.
El grupo que presenta huevos mamelonados (de La Rioja y General Lamadrid, Buenos Aires), y sin variaciones de importancia en el resto de los caracteres estudiados, podría adscribirse a otra categoría taxonómica, quizá inferior a la de especie. Pero, debido a la escasez del material estudiado, se prefiere postergar dicha adscripción hasta que se puedan realizar mayores colectas.
En general, la distribución geográfica de estos notostracos en la Argentina, se encuadró en los climas semiárido, árido de las sierras y bolsones y templados serrano, de transición y pampeano.
Agradecimientos. A la Dra. Analía Lanteri, Investigadora CONICET, por su colaboración y valiosas sugerencias.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
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IHERINGIA, Ser. Zool., Porto Alegre (75): 33-46, 30 set. 1993
40 CESAR; HERNANDEZ & RUMI
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Analisis morfologico de Triops longicaudatus... 41
Fig. 1. Triops longicaudatus: esquemas de los modelos de telson observados, de acuerdo al número y disposición de espinas. BPT, borde posterior del telson; MBT, modelo de telson básico; Sp: espinas principales y Spll: espinas accesorias. Los subíndices corresponden a las variedades que se presentaron en los modelos de telson 2 y 3.
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42 CESAR; HERNANDEZ & RUMI
Mm
Figs. 2-5. Triops longicaudatus: huevos de resitencia de cápsula lisa. Escalas: 100um, 2, 3; 10um, 4; Ium, 5.
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Analisis morfologico de Triops longicaudatus... 43
Figs. 6-8. Triops longicaudatus: huevos de resistencia de cápsula mamelonada. 6. vista general; 7. corte de la pared capsular; 8. detalle de las estructuras piramidales de las espinas de los mamelones capsulares. Escalas: 100um, 6 e 7; 10pm, 8.
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Mn CESAR; HERNANDEZ & RUMI
= PN Sn a (6) [63] O © O —— O cad O cad air it [63] O O) O O a O SER [0 0) (O O1 == md, ST TN a r— ee O fo O [T — | | — r— = IT ad) o | To oO O oO O o Tm — o “ 14 6) ) (6) | O O oO O a “ o oO O Õ O © O N FER == uch pa di cw N o u N O o ES - » wo MN en oO O _ a Go a a ca E na rer =) p O SO O QRO DB O =, VOTES 161) 0 Q1 N N 67) N O [e)) SJ O
Fig. 9. Fenograma que estima la relación entre caracteres de Triops longicaudatus , a partir de la aplicación de un análisis de agrupamientos y de un coeficiente de distancia. Los atributos fueron numerados de acuerdo a como se presentan en la Tabla III.
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Analisis morfologico de Triops longicaudatus... 45
C.Cc.c. = 0.92
Fig. 10. Fenograma que estima el grado de similitud entre los individuos de Triops longicaudatus (G, grupos: 1, huevos mamelonados; 2, huevos lisos; a, modelos de telson 3; b, modelo de telson 2; corresponde a los ejemplares de T. pampeanus.
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= 2 00.2.0 200. gases.
YA,
d
Fig. 11. Distribución de Triops longicaudatus en Argentina. (1. Santiago del Estero; 2. La Rioja; 3. Córdoba; 4. San Juan; 5. Capital Federal; 6. Mendoza; 7. Mendoza Sur; 8. La Pampa; 9. Buenos Aires, General Lamadrid; 10. Neuguén, Arroyito; 11. Neuquen, Zapala; 12 y 13. Rio Negro, General Conesa).
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ANEMONAS DE MAR DEL PLATA Y LOCALIDADES VECINAS. IV. TRICNIDACTIS ERRANS PIRES, 1988 (ACTINIARIA, HALIPLANELLIDAE)
Adriana C. Excoffon ! Mauricio O. Zamponi !?
ABSTRACT
THE SEA ANEMONES OF MAR DEL PLATA AND NEAR AREAS. IV. TRICNIDACTIS ERRANS PIRES, 1988 (ACTINIARIA, HALIPLANELLIDAE). Tricnidactis errans Pires, 1988 is recorded for the first time from intertidal of Mar del Plata (38º 05'S - 57º 32’W). Evaluation of the variability of morphological features used as taxonomic characters is given in adition to general comments on the distribution and ecology of this species.
KEYWORDS. Taxonomy, Acontiaria, Haliplanellidae, Morphology. INTRODUCCION
En Mar del Plata, los actiniarios Acontiaria están representados por dos especies (ZAMPONI, 1979): Ramirezia balsae Zamponi, 1979 (Ramireziidae) y Sagartianthus fasciarum Zamponi, 1979 (Sagartiidae). En el intermareal marplatense fue hallada una anémona acontiária, Tricnidactis errans Pires, 1988, que forma pequefias agregaciones y generalmente es epizoica sobre una amplia variedad de organismos. Esta especie sólo ha sido mencionada para la localidad tipo.
La finalidad de este trabajo es dar a conocer nuevos datos morfológicos de T. errans, ampliando además el rango de distribución de la misma en el Atlántico Sudoccidental.
MATERIALES Y METODOS
Fueron estudiados 300 ejemplares de T. errans procedentes del intermareal de Punta Cantera (38º 05’S, 57º 32’W) y recolectados durante las máximas bajamares mensuales (0,20 m de altitud, aproximadamente) en el período comprendido de Febrero/89 a Julio/91.
El material fue anestesiado con cristales de mentol, fijado en solución salina de formaldehido al 5%. Se realizó la disección de 195 ejemplares para estudios de anatomía, observados bajo estereomicroscópio; se
1. Faculdad de Ciencias Exactas y Naturales (UNMdP). Departamento de Ciencias Marinas. Laboratorio de Biologia de Cnidarios. Funes 3250. (7600) Mar del Plata, Argentina. 2. Carrera del Investigador Cientifico del CONICET.
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efectuaron cortes transversales y longitudinales de 7 um de espesor, los cuales fueron tratados con la tinción clásica de Hematoxilina - Eosina, para su observación en microscopio óptico.
Se analizaron los cnidae en ejemplares vivos y fijados, aplicando la terminologia de SCHMIDT (1969,1972,1974); la media, el rango, y el número total de cnidae medidos (n), asi como también la relación entre el número de ejemplares con determinado tipo de cnida y el número de ejemplares total examinado para ese tipo de tejido (N), fueron analizados según DUNN (1982a); estos valores se comparan con los hallados por PIRES (1988).
RESULTADOS
Aportes al conocimiento morfológico de T. errans. Basado en la descripción original (PIRES, 1988), se mencionan sólo las características más conspicuas o aquéllas en las cuales se registran variaciones.
Disco pedal: base adherente y delicada, circular con numerosas lobulaciones debido a la reproducciön asexual por laceración pedal; diâmetro de 3,0 a 16,5 mm en material fijado.
Columna (fig. 1) dividida en capitulum y scapus; lisa y uniforme en textura, salvo por las cinclides, amenudo observables a 0jo desnudo; usualmente cilíndrica, hemisférica o de cono truncado al estar contraída; en ejemplares pequefios, es translúcida al estar extendida, por lo que las estructuras internas son visibles; altura de 3 a 16 mm.
Coincidente con PIRES (1988), la coloración del scapus es rosada intensa, pero puede ser también verdosa. Las inserciones mesenteriales en ejemplares grandes sólo son visibles en el capitulum que es conspicuo y blanco translúcido.
El número de cínclides, usualmente endocélicas, es variable ( generalmente 2 63, pero hasta 4 ó 5 por endocel); están ubicadas en el tercio medio de la columna, justo debajo del capitulum.
Como lo mencionara PIRES (1988), hay un esfinter mesogleal débil, ubicado bajo los tentáculos marginales y más cercano al ectodermo que al endodermo. El ectodermo es muy rico en nematocistos y la musculatura circular endodermal está bien desarrollada.
Disco oral de 3 a 12 mm; circular, plano y liso; diámetro equivalente al de la columna. La boca presenta labios levemente anaranjados; los endoceles de los mesenterios del primer orden son amarillos, si bien hay variaciones. Rodeando la base de los tentáculos y hacia la boca, hay una mancha marrón en forma de V, característicatde la especie (PIRES, 1988); por detrás de los tentáculos del primer ciclo se prolonga el color amarillo en el disco oral. En algunos, sólo los endoceles de los mesenterios directivos y la mitad o el tercio de los endoceles en los mesenterios restantes, son amarillos; el resto del disco oral es transparente.
Actinofaringe: con características similares a las descriptas originalmente; el número de sifonoglifos varía de 1 a 3, siendo más comunes con dos sifonoglifos.
Tentáculos: lisos, delgados, en ocasiones bifurcados; los internos son más largos que los externos; el número máximo observado fue de 158 tentáculos. Elcolores variable: amarillo, castafio o verdoso, siendo más común el blanco. La musculatura longitudinal es ectodérmica y el ectodermo es muy notorio por su desarrollo. |
No fue observada la formaciön de “catch tentacles” mencionada por PIRES (1988) en algunos ejemplares brasilefios. Sin embargo, WILLIAMS (1991) indica que este tipo de tentáculo no está siempre presente en todos los individuos, ya que la aparición de estas estructuras de agresión es un fenómeno inducido; incluso pueden desaparecer y retornar a las características normales transcurrido un tiempo, al no continuar los contactos
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Anemonas de Mar del Plata ... 49
ocasionales con individuos de otras especies o clones.
Mesenterios: PIRES (1988) indica 24 pares distribuídos hexamericamente en tres órdenes, siendo el primer orden perfecto, y los otros dos imperfectos. Este es el esquema mesenterial o “patrón” normal, que caracteriza a la mayoria de los ejemplares examina- dos. Sin embargo, fueron encontrados individuos con tres y hasta nueve pares de mesenterios perfectos (tabla I) y disposiciön asimétrica. En general, en ejemplares grandes, la fórmula mesenterial varía según el número de pares de mesenterios perfectos, ya que de éstos depende el número de mesenterios imperfectos según la relación n + n + 2n, siendo n el número de pares de mesenterios perfectos. En los ejemplares con 32 y 36 pares de mesenterios (figs. 2,3) dicha fórmula es 8 +8 + 16=32,y9+9+18=36, respectivamente.
El músculo retractor de los mesenterios de primer y segundo orden, difuso a circunscripto-difuso, está bien desarrollado; los retractores de los mesenterios directivos son más fuertes.
Los acontia, similarmente a lo que sucede en Acontiophorum niveum Fautin, Eppard & Mead, 1987, sólo son expulsados (uno por cínclide) cuando los ejemplares son molestados persistentemente, ya que la respuesta inicial es la secreción de mucus (FAUTIN et al., 1987).
La asimetria a ambos lados del axis directivo debe realcionarse, como indicaran MANUEL (1981) y DUNN (1982b), a los mecanismos asexuales involucrados en la formación de esos indivíduos.
Esta especie es dioica; fueron hallados ejemplares machos y hembras con las gónadas ubicadas en el segundo y tercer ciclo de mesenterios, restringidas al tercio proximal de la anémona.
Cnidoma: el tipo de cnidae hallado (tabla II) es coincidente con el descripto por PIRES (1988).
Habitat: En Mar del Plata, es encontrada en sitios protegidos del embate directo del oleaje pero de buena circulación de agua, y tal como lo indica PIRES (1988), en el límite entre el nivel mesolitoral inferior e infralitoral superior. El material examinado se encontró conviviendo con una amplia variedad de organismos, y muchas veces como epizoica de Brachydontes rodriguezi (Orb.), Balanus sp., urocordados coloniales, Hymeniacidon sanguinea Grant, 1827, Corallina sp. y Crepidula sp.
Distribuciön: Bahia da Guanabara, Rio de Janeiro, Brasil (PIRES, 1988). Nueva cita: Mar del Plata (38° 05' S,57° 32’W), Argentina.
Observaciones ecologicas. T. errans, en Mar del Plata, como lo indicado por PIRES (1988), presenta características similares a Haliplanella lineata (Verrill, 1869), que en ocasiones se establece y forma pequenas agregaciones durante un tiempo, para luego desaparecer por otro lapso.
Dentro del celenterón fueron hallados restos de Crustacea, Amphipoda (Caprellidae y Gammaridea), y Decapoda, así como de insectos Hymenoptera y Diptera, por lo que se estima no hay selectividad del alimento, sino que es una especie oportunista.
Frecuentemente fueron hallados en cercanías de los individuos de las agregaciones de T. errans dos especies de nudibranquios, que posiblemente se alimenten de esta anémona. Estos invertebrados han sido mencionados en numerosas oportunidades como uno de los
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principales depredadores de Actiniaria, junto a picnogónidos y asteroideos (OTTAWAY,
1972).
Tabla I: Variación del número de pares de mesenterios perfectos en T. errans. Pares de mesenterios Número de perfectos individuos
3 2 4 2 3 15 6 162 1 9 8 4 9 1 TOTAL 195
Tabla II: Anälisis comparativo entre los cnidae de T. errans de Mar del Plata, Argentina y de la bahia de Guanabara, Rio de Janeiro, Brasil (obtenidos en Pires, 1988).
Tentäculo espirocisto b-rhabdoide p-rhabdoide Blb p-rhabdoide B2a p-rhabdoide C holotrico
coluna b-rhabdoide p-rhabdoide Blb p-rhabdoide B2a holotrico
actinofaringe b-rhabdoide p-rhabdoide B2a
filamento mesenterial b-rhabdoide p-rhabdoide Bla p-rhabdoide Bla p-rhabdoide Blb p-rhabdoide B2a
acontia b-rhabdoide p-rhabdoide Blb p-rhabdoide B2a
Mar del Plata (um)
18,4 (12,8-26,4) x 3,3(1,6-4,4) n=92 N=6/6
15,3 (11,2-19,2) x 1,6(1,6-2,4) n=42 N=3/6
10,1 (8,0-11,2) x 2,7 (2,4-3,2) n= 19 N=2/6
27,5 (14,4-37,4) x 3,9 (2,4-5,5) n=98 N=6/6 no hallado
19,9 (16,5-22,0) x 3,0 (2,2-3,3) n=22 N=3/6
10,7 (8,0-12,8) x 2,0 (1,6-2,4) n=47 N=4/4
17,9 (14,4-23,2) x 3,0 (2,4-4,0) n=48 N=4/4 23,4 (17,6-33,0) x 3,9 (3,2-4,4) n=56 N=4/4 12,7 (11,2-14,4) x 3,1 (2,4-4,0) n=34 a
21,5 (13,6-27,2) x 2,2 (1,9-2,9) n=58 N4/5 23,4 (17,5-29,1) x 4,8 (3,9-5,8) n=78 N=5/5
15,7 (13,6-19,4) x 1,6 (1,5-2,3) n=41 N=3/3
14,0 (11,6-15,5) x 3,7 (1,9-4,9) n=52 N=3/3 no hallado
22,1 (17,5-27,2) x 3,3 (2,9-4,9) n=50 N=3/3
35,7 (27,2-38,8) x 6,2 (4,9-7,8) n=45 N=3/3
26,0 (19,2-35,2) x 2,1 (2,2-3,3) n=99 N=6/6 21,9 (15,4-34,1) x 4,1 (3,8-5,7) n=90 N=6/6 59,9 (46,2-73,1) x 5,8 (5,5-7,7) n=95 N=6/6
Bahia de Guanabara
(um)
16,0 (9,6-24,0) x 2,6(1,5-4,5) 13,3 (8,8-18,4) x 2,2(1,8-3,0) 11,1 (8,8-13,6) x 3,3 (2,0-4,0) 24,7 (15,2-32,8) x 3,5 (2,4-4,8) 34,6 (29,0-43,0) x 4,2 (3,0-6,4) 28,2 (14,4-40,0) x 2,6 (1,6-3,2)
10,1 (8,0-12,0) x 1,3 (1,0-2,0) 13,3 (12,0-15,0)x 3,7 (3,0-5,0) 19,2 (16,8-23,0) x 4,3 (3,0-5,0) 14,6 (11,2-18,4)x 3,1 (2,0-4,0)
15,2 (11,2-18,4)x 1,7 (0,9-2,0) 19,0 (15,2-22,4) x 3,5 (2,5-4,0)
12,5 (11,2-15,2)x 3,5 (2,8-4,3) 13,4 (11,2-15,2)x 3,5 (2,8-4,3) 17,6 (16,0-21,0) x 3,6 (3,0-4,0) 21,3 (18,0-25,5) x 3,6 (2,2-5,0) 31,1 (25,6-39,0) x 4,9 (4,0-6,0)
24,5 (12,8-32,0) x 2,8 (2,0-3,5) 24,1 (16,0-28,8) x 4,4 (4,0-5,0) 53,1 (41,6-68,0) x 6,9 (6,0-7,5)
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DISCUSION
Existe controversia respecto a la existencia y utilización de uno de los tipos de nematocistos que caracteriza a la familia Haliplanellidae, los microbásicos amastigóforos (o p - rhabdoides Blb, según SCHMIDT, 1969). Estos no son realmente amastigóforos ya que presentan un filamento vestigial que generalmente queda dentro de la cápsula cuando el nematocisto es disparado, pero claramente constituyen un tipo diferente de cnida. La presencia de tres tipos de nematocistos en el acontia define a Haliplanellidae, y PIRES (1988) muy criteriosamente mantiene la validez de este taxón al encontrar en la especie T. errans de la bahia de Guanabara la existencia de b-rhabdoides, p-rhabdoides B Ib y B 2a; sugiere también que la supresión o inclusiön del p-rhabdoides B Ib (o amastigóforo) en otra categoria preexistente de nematocistos podría sólo agravar aún más la ya confusa sistemática de las anémonas Acontiaria.
Posteriormente, ENGLAND (1991) recomendó mantener el término amastigóforo para incluir a los rhadboides que carecen de filamento o con uno delgado y relativamente corto que no exceda más de tres veces la longitud del dardo.
El hecho de haber hallado en el acontia de los ejemplares estudiados nematocistos p-rhabdoides B Ib, claramente diferenciados de los p-rhabdoides B 2a y b-rhabdoides, confirma el criterio de PIRES (1988) de mantener la validez de la familia Haliplanellidae.
Los ejemplares encontrados en la costa de la ciudad de Mar del Plata presentan ciertas diferencias con aquellos descriptos por PIRES (1988). Las variaciones anivel del número de cínclides, de tentáculos, y del número de pares de mesenterios perfectos y total deben relacionarse con el tamafio mayor hallado en los ejemplares, y no justifican la creación de un nuevo taxón.
Asimismo, hay similitudes respecto a los cnidae, si bien con valores levemente superiores a los mencionados para los ejemplares brasilefios.
Deben mencionarse además similitudes morfológicas y de habitat; en cuanto a las primeras se pueden indicar la presencia de un esfínter mesogloeal débil y disposición de los ciclos de mesenterios, y columna dividida en capitulum y scapus, si bien M.J. da C. BELEM (com. pers.) no distingue histológicamente la existencia de estas zonas en los ejemplares marplatenses.
En relación a la reprodución, PIRES (1988) menciona dos procesos asexuales (fisión longitudinal y laceración pedal), mientras T. errans en las costas marplatenses exhibió una activa laceración pedal, siendo los ejemplares fértiles, dioicos, con gónadas ubicadas en el segundo y tercer ciclo de mesenterios.
Agradecimientos: A la Dra. Maria Julia da Costa Belém, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, por la realización de fotomicrografias y dibujos, aportando además valiosas sugerencias; al Dr. Haraldo E. Christiansen (Inst. Nac. de Invest. y Desarrollo Pesquero) por la ejecución de cortes histológicos y a Marcela Tobio de la misma institución, por el material fotográfico.
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Anemonas de Mar del Plata ... 53
Figs. 1-3: Tricnidactis errans: 1. ejemplares fotografiados en acuario (2,5 X); esquema de la disposición mesenterial en un ejemplar: 2. con ocho pares de mesenterios perfectos y dos sifonoglifos, 3. con nueve pares de mesenterios perfectos y tres sifonoglifos. (D, mesenterios directivos).
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EN, RL I 1 ni a A ro 7 A Mm no A ! 1 p ps EAD U! ’ / Me Fr ) ] E Tê a ih y r > N 1 ner we ç y é een u, “a o | ) ) y au ee a HZ nr 2 É Cos re sides ge f E R ; Y 5 We ” cad é a et Y Ara aaa É i N En PRA ern RR ao] tues ‚2 | E pe A ee B : Dr As F N nF en!
MORFOLOGIA CRANEANA DE CHAETOPHRACTUS VILLOSUS (DESMAREST, 1804) (MAMMALIA, DASYPODIDAE)
Silvia M. Squarcia ! Emma B. Casanave ! Guillermina R. Cirone !
ABSTRACT
CRANIAL MORPHOLOGY OF CHAETOPHRACTUS VILLOSUS (DESMAREST, 1804) (MAMMALIA, DASYPODIDAE). The morphological features of the skull of Chaetophractus villosus (Desmarest, 1804) are described. Fifteen morphometric characters were measured in 37 animals. Sexual dimorphism was detected from a biometric point of vue. The skull of females are bigger than that of males.
KEYWORDS. Chaetophractus villosus, morphology, skull, anatomy.
INTRODUCCION
Los dasipódidos constituyen un grupo zoológico de gran interés científico, debido a las características particulares de su anatomía, fisiología e historia evolutiva. Con respecto a la craneomorfología, en textos clásicos (GRASSE, 1955; STARCK, 1967; PIVETEAU, 1958) se encuentran referencias generales sobre los mismos. No obstante, el conocimiento de las distintas especies es escaso incompleto. Particularmente con respecto a Chaetophractus villosus (Desmarest, 1804), YEPES (1928) publicó valores craneométricos de siete ejemplares de los que no indica el sexo y de tres ejemplares machos. No hay estudios descriptivos ni morfométricos comparados entre sexos. Esta especie fue propuesta como modelo experimental para investigaciones neurobiológicas (AFFANNI & GARCIA-SAMARTINO, 1984; GARCIA-SAMARTINO et al., 1987). El estudio de su anatomia craneana es, en consecuencia, información básica de gran interés.
MATERIALES Y METODOS
Se utilizaron 20 hembras y 17 machos adultos de C. villosus procedentes del partido de Bahía Blanca, Provincia de Buenos Aires, Argentina. Se midieron 15 caracteres morfométricos del cráneo. Las medidas están expresadas en milimetros. Mediante el test de F se investigó la homogeneidad de varianzas para los distintos caracteres en ambos sexos; se compararon los valores medios de machos y hembras empleando el test de t (SOKAL & ROHLF, 1969).
1. Departamento de Biologia, Universidad Nacional del Sur. San Juan 670, (8000) Bahia Blanca, Argentina.
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RESULTADOS
Cráneo. Dorsal (fig. 1): borde lateral de los nasales articula en toda su extensión con maxilares y premaxilares. Borde anterior de los nasales y premaxilares libre y redondeado. Frontales con convexidades a nivel de los senos, descendiendo lateralmente para articularse con el borde medial de la porción facial de los lagrimales. Posteriormente se estrechan a nivel de la constricción postorbitaria, representando el ancho interorbitario, ensanchándose luego hacia atrás. Parietales cuadrangulares, abovedados, articulan entre sí en la línea media sin formar cresta sagital evidente. Ancho bicigomático corresponde al nivel de la sutura témporo-yugal.
Ventral (fig. 2): agujero magno subcircular, con diámetro transverso ligeramente mayor que el longitudinal. Si se traza una línea imaginaria que una los extremos internos de los cóndilos, resulta dividido en dos porciones de tamafio similar, una ventral y otra occipital. La primera de contorno triangular, con vértice en la línea media orientado hacia adelante. Cóndilos subcuadrangulares. Por delante y hacia afuera de los mismos la bula timpánica, hipertrofiada (ROIG, 1971), de tamafio aproximadamente el doble del correspondiente a los cóndilos. En la zona pósterointerna de la bula, por delante del agujero condilar, se encuentra el agujero rasgado posterior. A nivel ánterointerno, el agujero rasgado medio. Anterior a este último, en el extremo proximal de la bula, sobre el basiesfenoides, se abre el orificio de la trompa de Eustaquio. Sobre la base del aliesfenoides se ubica el agujero oval; en la unión del aliesfenoides con el orbitoesfenoides el agujero rasgado anterior (agujero esfenoidal) que incluye el agujero redondo. Un poco más dorsal sobre el orbitoesfenoides el agujero óptico. Zona esfenoccipital plana, trapezoidal, con longitud ánteroposterior mayor que el ancho; parte ánterolateral con pterigoides en forma de lámina vertical. Basioccipital, basiesfenoides, aliesfenoides y orbitoesfenoides íntimamente soldados. Por delante de la región orbitoesfenoidal una prolongación laminar, probablemente el mesetmoides. Esta última, vómer y turbinales no visibles exteriormente. Paladar un poco más de la mitad de la longitud total del cráneo (57,7%). Sutura palatina transversa a la altura del borde posterior del sexto diente. Fórmula dentaria 9/10. Homodoncia. Dientes molariformes, bicúspides, cilindricos y aplanados lateralmente. Alvéolos subcirculares y diámetro ánteroposterior máximo a la altura del quinto diente. Primer diente ubicado en el premaxilar, justo por delante de la sutura entre este hueso y el maxilar. Series dentarias convergen hacia adelante. Agujeros incisivos pequefios y alargados. Medialmente a los premaxilares, en el orifício nasal externo, los huesos nariales en forma de dos pequefios cuernos.
Lateral (figs. 3, 4): agujero infraorbitario sobre la base de la apófisis piramidal del maxilar, a la altura del sexto diente. Región posterior de la fosa témporo-orbital algo más larga y estrecha que la anterior; sin separación entre ambas, solamente esbozos de los procesos postorbitales superior (proceso yugal del frontal) e inferior (proceso frontal del yugal). Arco cigomático conformado por el proceso cigomático del temporal; lateralmen- te como una barra delgada casi horizontal, articulada al borde superior de la parte posterior del yugal, a través de una sutura horizontal. Adelante el yugal se estrecha y desciende, sin sobrepasar el plano que pasa por el extremo de las apófisis pterigoides; en seguida asciende articulándose al proceso cigomático del maxilar y parte del contorno del lagrimal. Zona posterior del yugal con aspecto de lámina vertical. Timpánico en forma de
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tubo, ventralmente soldado a la bula. Meato auditivo externo orientado hacia arriba.
Occipital (fig. 5): constituída principalmente por gran parte del hueso occipital (supraoccipital y parte posterior de los cóndilos de los exoccipitales), de contorno cuadrangular. Lateralmente se completa con la zona posterior de la porción petrosa del temporal, donde se distingue el agujero mastoideo. No hay apófisis paraoccipital. Dorsalmente, la cresta nucal, prominente como es característico en Euphractini (WETZEL, 1985), lateralmente convexa y en su parte central cóncava, configura una V abierta e invertida. Ventralmente se dispone la porción posterior del agujero magno, de contorno suave y redondeado.
Mandibula (figs. 6, 7): formada por dos huesos dentarios, derecho e izquierdo, unidos en su extremo anterior por tejido fibroso. Cada dentario con una rama horizontal y una ascendente. Esta última con proceso coronoides ánterosuperior, cóndilo articular pósterosuperior y proceso angular redondeado. Borde superior de la porción horizontal con diez dientes similares a los de la serie dentaria superior. Alvéolos subcirculares, diámetro anteroposterior máximo a la altura del séptimo diente. Canal mandibular comienza internamente por detrás, en el agujero dentario y termina por delante externa- mente, en el agujero mentoniano.
Morfometría (tabla I): para todos los caracteres morfométricos considerados, los dos sexos variaron en forma similar. Se detectaron diferencias en las longitudes: total, cóndilobasal y basal; los anchos: cefálico e interorbitario siendo, en todos los casos, mayores los valores correspondientes a las hembras.
TABLA I: Dimensiones generales del cráneo de Chaetophractus villosus (Desmarest, 1804). (X . media; s., desvío standard; Min. valor mínimo; Max. valor máximo; **. p<0,01; *. p<0,05.
SEXO MACHOS (n=17) HEMBRAS (n=20)
t Dimensiones (mm) Min. Max. REES Min. Max. Es Longitud total 86,3 92,8 89,8 + 1,7 89,0 96,4 94+1,9 AB Longitud basal 73,4 79,7 MASI, 75,0 SAO TT dE 4,9 ** Longitud condilobasal 78,6 86,3 81,8 + 1,9 80,4 88,9 84,6+1,9 e Longitud palatal Se 55,4 SEE? 49,6 Sl eia saio Hal Longitud nasales 30,6 37,0 33,4 + 1,8 30,5 37,0 33,9+1,8 0,8 Longitud agujero magno 9,4 13,2 10,5 + 0,8 9,4 1252 OSSOS 0,0 Ancho bicigomatico Sal 62,3 58,3 42,4 52 63.4.1 59/7-62:0 1,9 Ancho rostral 11,2 14,8 IES ERRO 11,8 15.02 132&0'8 153 Ancho interorbitario 203 24,9 24,0 + 0,7 PDAS 26,22 24,6+0,9 2 Ancho cefalico 30,2 Sa 34,8 + 1,7 3003 38.4” “SIE 157 15 Ancho nasal 5,1 7,6 6,2+0,7 571 8,9 6,9+0,9 DE Ancho palatal 11,0 14,5 2 9: 1,0 11,9 14,5 33303 153 Ancho agujero magno 12,5 1553 14,1 + 0,9 12,7 15,1 14,2 £ 0,6 0,4 Ancho extracondilar 26.1 29,9 276 110 26,8 313 288 E10 1,5 Altura maxima 29,1 333 31,4 +1,0 29,5 35,4 320214 5
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DISCUSION
Como es característico en dasipódidos (FRECHKOP & YEPES, 1949; ENGELMANN, 1985; GRASSÉ, 1955), hemos corroborado que en C. villosus los lagrimales participan en la formación de los arcos cigomáticos, el agujero óptico se ubica próximo al agujero rasgado anterior, no hay apófisis paraoccipital y el canal infraorbitario es totalmente lateral al cuerpo del maxilar.
GRASSÉ (1955) menciona que en Dasypus (Linnaeus, 1758) los pterigoides participan en una pequefia proporciön en la constitución del paladar öseo. En C. villosus los pterigoides no forman parte de la constitución del mismo, contribuyendo sólo a la formación de la pared lateral de las coanas. Articulan con la apófisis pterigoides del maxilar siendo visibles lateralmente.
En relación al mesetmoides, en dos ejemplares juveniles de C. villosus hemos constatado la presencia de una osificaciön que correspondería a ese hueso. La misma, ubicada por delante de los orbitoesfenoides ya fusionados, está separada de estos últimos por tejido cartilaginoso. Esta observación coincide con lo descripto por FERIGOLO (1981), para Euphractus sexcinctus (Linnaeus, 1758). En los cráneos de ejemplares adultos de C. villosus, el mesetmoides estaría fusionado con los huesos de la base craneana.
Con respecto a la ubicación de los dientes, en Dasypus éstos se sitúan sobre la mandíbula y sobre el maxilar, todos por delante del inicio del arco cigomático. En este género no hay diente sobre el premaxilar (GRASSÉ, 1955). En C. villosus los dos últimos dientes de la mandíbula se disponen por detrás del início del arco cigomätico, ocurriendo lo mismo con los tres últimos dientes de la serie dentaria superior. Con respecto a esta última, el primer diente se ubica sobre el extremo posterior del premaxilar y los ocho restantes sobre el maxilar.
Conreferencia a la conformación del arco postorbitario, observamos queC. villosus presenta rudimentos de los procesos postorbitales superior e inferior, necesitándose estudio comparativo más profundo dado que la bibliografía al respecto es confusa. En efecto según STARCK (1967), los Xenartros presentan ambos procesos sin reunirse, los dasipódidos poseen solamente los procesos postorbitales inferiores y Dasypus sólo los superiores.
Las diferencias determinadas en el cráneo de C. villosus para las longitudes total, basal y cóndilobasal y para los anchos interorbitario y nasal, indican dimorfismo sexual en esta especie, siendo en todos los casos los cräneos de las hembras de mayor tamafio que los correspondientes a los machos. Hasta donde sabemos, no parece probable la existencia de una relación ecofisiológica con las diferencias de tamafio craneano obser- vadas.
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REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
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Recebido em 24.11.1992; aceito em 27.05.1993.
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Figs. 1-2. Chaetophractus villosus. Cráneo: 1. dorsal; 2. ventral. (ac. agujero condilar; ai, agujero incisivo; aior, agujero infraorbitario; amg, agujero magno; ao, agurejo oval; ara, agujero rasgado anterior; arm, agurejo rasgado medio; arp, agujero rasgado posterior; bo, basioccipital; bs, basiesfenoides; bt, bula timpánica; cn, cresta nucal; co, cöndilo del occipital; f, frontal; 1, lacrimal; ma, meato auditivo externo; mx, maxilar; n, nasal; nr, narial; ote, orificio de la trompa de Eustaquio; p. parietal; pa, palatino; pmx, premaxilar; pzt, proceso cigomático del temporal; so, supraoccipital; t, temporal; y, yugal.
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pzmx pzt yet so cn am ma
aop or ara als ao
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Figs. 3-7. Chaetophractus villosus. Cräneo: 3. lateral; 4. lateral sin arco cigomätico; 5. occipital. Mandíbula: 6. vista externa; 7. vista interna. (ad, agujero dentario; aior, agujero infraorbitario; als, aliesfenoides; am, agujero mastoideo; ame, agujero mentoniano; amg, agujero magno; ao, agujero oval; aop, agujero óptico; ara, agujero rasgado anterior; bt, bula timpänica; ca, cöndilo articular; cn, cresta nucal; co, cöndilo del occipital; eo, exoccipital; f, frontal; ma, meato auditivo; mx, maxilar; n, nasal; or, orbitoesfenoides; p, parietal; pan, proceso angular; pc, proceso coronoides; pmx, premaxilar; pt, pterigoides; pzmx, processo cigomätico del maxilar; pzt, proceso cigomätico del temporal; so, supraocipital; t, temporal; ti, timpänico; y, yugal.
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REVISÃO DO GÊNERO ISCHNOLEA THOMSON, 1860 (COLEOPTERA, CERAMBYCIDAE, LAMIINAE, DESMIPHORINI)
Maria Helena M. Galileo "° Ubirajara R. Martins *º
ABSTRACT
REVISION OF THE GENUS ISCHNOLEA THOMSON, 1860 (COLEOPTERA, CERAMBYCIDAE, LAMIINAE, DESMIPHORIND. The genus /schnolea includes 13 species, 9 previously known and 5 new ones herein described from Brazil: 7. oculata (Minas Gerais to Paraná); /. inexpectata (Espírito Santo); I. singularis (Pará); 1. modesta (Goiás, São Paulo) and /. flavinota from Paraguay and Brazil (São Paulo). /schnolea circunspecta Lane, 1973, is tranferred to Desmiphora A. -Serville, 1835. 7. obliquelineata Breuning, 1943 is considered a synonym of 7. crinita Thomson, 1860. The genus Euchaestes Chevrolat, 1861 is considered a Junior objetive synonym of Desmiphora A. -Serville, 1835.
KEYWORDS. Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Desmiphorini, /schnolea, taxonomy. INTRODUÇÃO
A interpretação correta de Ischnolea Thomson, 1860, concretizou-se somente após o trabalho de BREUNING (1963); entre 1860 e 1963 teve interpretações diferentes e/ou equivocadas.
A origem dessas interpretações remonta aos catálogos de DEJEAN (1835, 1837) onde apareceu o nome genérico Euchaetes. DEJEAN (Ed. 2, 1835: 340) arrola o gênero Euchaetes Dejean, com única espécie, E. crinitus Dejean, e sua variedade hirtellus (Dejean Ed. 3, 1837: 366) tem as mesmas citações. Todos esses nomes são nomina nuda.
THOMSON (1860: 347) estabeleceu Ischnolea com a seguinte anotação: “Syn.: Euchaetes DEJ., Cat., 1837, p. 366. (Nom déja employé deux fois en zoologie)”. Esta sinonimia, embora envolva um nomem nudum, foi a causa de grandes confusões e foi posteriormente corrigida pelo próprio THOMSON (1868). A espécie-tipo de /schnolea, por monotipia, é 7. crinita Thomson, 1860, publicada com a seguinte observação: (“DEJ., Cat., 1837, P. 366, Euchaetes”).
1. Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, C.P. 1188, 90001-970 Porto Alegre RS, Brasil. 2. Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, C.P. 7172, 01064-970 São Paulo SP, Brasil. 3. Pesquisador do CNPq.
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CHEVROLAT (1861) publicou sinonimias, correções e considerações sobre o trabalho de THOMSON (1860); indicou (1. c., p. 251), corretamente, que a interpretação de THOMSON (1860) sobre Euchaetes crinitus Dejean, estava equivocada: “Page 347. - 197. Ischnolea crinita. Th, (nec Dejean)”. Portanto, concluímos que /schnolea crinita Thomson, 1860 é espécie distinta de Euchaetes crinitus Dejean, 1835.
Na mesma página (CHEVROLAT, 1861: 251) aparece a descrição original, em latim, de Ischnolea pallidipennis, proveniente do Brasil. Logo a seguir (1. c., p. 252) aparece a descrição, em francês, de Euchaestes crinitus Dej. Cat. 3 éd., p. 366. Anotamos que foi acrescentado um “s” ao nome original de Dejean. Esta nova grafia elimina a homonímia com Euchaetes e, desde que, a espécie-tipo está formalmente descrita, a autoria de Euchaestes é de Chevrolat, 1861.
Ao final do seu trabalho, CHEVROLAT (1. c. p. 254) publicou uma errata na qual indica que /schnolea pallidipennis Chevrolat, 1861 e Euchaestes crinitus Dejean, 1837, são sinönimas e que a descrição em francês de E. crinitus também corresponde a T. pallidipennis. Esta errata passou despercebida a alguns autores (por exemplo LACORDAIRE, 1872) enos permite observar: (1) A descrição de Ischnolea pallidipennis poderia ter sido proposta para escapar à homonímia entre Ischnolea crinita Thomson, 1860 e /. crinita (Dejean), pois, nessa época, Ischnolea Thomson e Euchaetes Dejean eram considerados sinônimos (THOMSON, 1860). (2) A descrição formal de Euchaestes crinitus Dejean, valida o nome in Chevrolat (1861), muito embora seja sinônimo de Ischnolea pallidipennis.
Portanto, concluímos que a espécie-tipo de Euchaestes Chevrolat, 1861, é, por prioridade de página, Ischnolea pallidipennis Chevrolat, 1861, enão Euchaestes crinitus Dejean in Chevrolat, 1861: 252.
THOMSON (1868: 107) ao descrever o gênero Therchaetes, indicou claramente que interpretou erroneamente Euchaetes Dejean nos seus trabalhos anteriores. (THOMSON, 1860; 1864): “G. THERCHAETES, Th., N. G. (...). - Euchaetes De)., Cat., 1887, p. 366. nom préocc. (Nec Th., Ess., etc., p. 347, et Syst. Cer., p. 112, 399).”
Therchaetes foi criado para única espécie, Lamia intonsa Germar, 1824. As referências que THOMSON (1868: 108) incluiu para esta espécie também indicam que suas interpretações anteriores (THOMSON, 1860, 1864) sobre Euchaetes crinitus Dejean, estavam equivocadas: “T. intonsa, Germar, Ins. Spec. (Lamia), p. 484, 641. - T. pallidipennis, Chevrt., Journ. Ent., I. p. 251 (Ischnolea (par erreur), Euchaetes crinitus, Dej., Cat., 1837, p. 366).”
Nesse trabalho parece claro que THOMSON (1868) demonstrou que os gêneros Ischnolea Thomson, 1860 e Euchaetes Dejean eram completamente diversos; apesar disso, as interpretações equivocadas tiveram curso.
LACORDAIRE (1872: 623,nota2) considerou sinônimos de Therchaetes Thomson, 1868: Euchaetes Dej., 1837 e Ischnolea Chevrolat, 1861. Esta nota de LACORDAIRE atribui, impropriamente, a autoria de Ischnolea a Chevrolat e não a Thomson e não foi observada a grafia Euchaestes (com “s”). A seguir, LACORDAIRE (1872, nota 3), indica que a única espécie do gênero Therchaetes é T. intonsa (Germar, 1824), citada como segue: “(3) Lam. intonsa, Germar, Ins. Spec. nov. p. 484 (Euchet. crinitus Dej., loc. cit.; Isch. pallidipennis, Chevrol. loc. cit.). J'’emprunte cette synonymie aM. J. Thomson. M. Chevrolat regard comme distincte son Ischn. pallidipennis de l’Euchaet. crinitus, qu'il décrit également”.
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Revisão do gênero Ischnolea... 65
Constatamos, portanto, que LACORDAIRE (1972) não observou a errata do trabalho de CHEVROLAT (1861) já discutida anteriormente.
Desde que /schnolea pallidipennis Chevrolat, 1861 (= Euchaestes crinitus Dejean in Chevrolat, 1861), espécie-tipo de Euchaestes Chevrolat, foi considerada sinönima de Therchaetes intonsa (Germar), automaticamente os nomes genéricos passam a ser sinônimos e Euchaestes Chevrolat, 1861 tem prioridade sobre Therchaetes Thomson, 1868.
Anotamos ainda que /schnolea Thomson, 1860 e T. crinita Thomson, 1860, foram omitidos na obra de LACORDAIRE (1872).
O catálogo de GEMMINGER & HAROLD (1875: 3107) restabeleceu, erronea- mente, a identidade entre Euchaetes Dejean e Ischnolea Thomson, porque tanto Euchaetes Dejean, como Therchaetes Thomson, 1868, foram considerados sinônimos de /schnolea Thomson, 1860. Estão arroladas na sinonímia de T. intonsa: E. crinitus De). e 1. pallidipennis Chevr. Observamos que nesta obra reapareceram Ischnolea Thomson, 1860 e I. crinita Thomson, 1860, omitidos por LACORDAIRE (1872), mas desapareceu Euchaestes Chevrolat, 1861.
AURIVILLIUS (1921: 305) eliminou do seu catálogo os nomes propostos por DEJEAN (1835, 1837), provavelmente por considerá-los, todos, nomina nuda. Como em GEMMINGER & HAROLD (1875), Therchaetes Thomson, 1868, foi considerado, impropriamente, sinônimo de /schnolea Thomson, 1860. Este gênero reunia então três espécies: 7. bimaculata Chevrolat, 1861; /. crinita Thomson, 1860 e /. intonsa (Germar, 1824).17. pallidipennis Chevrolat, 1861, for inserida na sinonimia de 7. intonsa. Euchaestes Chevrolat, 1861, não foi mencionado.
A inclusão de Lamia intonsa Germar, 1824, no gênero Ischnolea, desde LACORDAIRE (1872, que o considerou sinônimo de Therchaetes), até AURIVILLIUS (1921), fez com que os autores seguintes incorporassem ao gênero, espécies com ela relacionadas (7. longipilis Fisher, 1926; I. decora Melzer, 1928; I. lenkoi Lane, 1959; 7. niveocincta Lane, 1959), mas não congenéricas com /. crinita Thomson, 1860.
BREUNING (1963: 511), corretamente, passou Therchaetes Thomson, 1868, à sinonimia de Desmiphora A. -Serville, 1835. Não mencionou Euchaestes Chevrolat, 1861, mas como Therchaetes e Euchaetes são sinônimos objetivos, este gênero também deve, obrigatoriamente, passar à sinonímia de Desmiphora. Nesse catálogo (BREUNING, 1963), I. intonsa (Germar) e I. decora Melzer foram incluídas em Desmiphora, contudo, I. longipilis Fisher, I. niveocincta Lane e T. lenkoi Lane, desapareceram, já que não foram inseridas nem em Ischnolea (BREUNING, 1963: 510), nemem Desmiphora (1. c.,p.511), nem no índice geral (BREUNING, 1969: 865).
Ainda nesse catálogo (BREUNING, 1963: 510), /schnolea Thomson, 1860, reúne, além de 7. crinita Thomson, 1860, e 7. bimaculata Chevrolat, 1861, outras sete espécies descritas por BREUNING (1942, 1943).
Em 1973, LANE, desconsiderando a catalogação correta de BREUNING (1963), publicou a descrição de Ischnolea circunspecta, espécie semelhante a Desmiphora intonsa (Germar), mas não congenérica com Ischnolea crinita. Portanto, I. circunspecta deve ser transferida para Desmiphora.
Finalmente, em 1974, BREUNING publicou uma revisão do gênero Ischnolea Thomson, 1860, onde tratou das nove espécies então conhecidas. Nossa identificação dessas espécies tornou-se viável à luz do estudo dos diapositivos dos tipos (coleção do
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Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná) e permitiu correções e acréscimos ao trabalho revisivo de BREUNING (1974).
Em resumo, os nomes genéricos mencionados no histórico apresentado acima, ficam assim organizados:
Ischnolea Thomson, 1860; espécie-tipo, 7. crinita Thomson, 1860, por monotipia.
Desmiphora A. -Serville, 1835; espécie-tipo, Saperda hirticollis Olivier, 1795, indicação de THOMSON (1864: 105);
= Euchaestes Chevrolat, 1861; espécie-tipo, Ischnolea. pallidipenis Chevrolat, 1861 (= Euchaestes crinitus Dejean in Chevrolat, 1861; = Lamia intonsa Germar, 1824);
= Therchaetes Thomson, 1868; espécie-tipo, Lamia intonsa Germar, 1824, por monotipia.
Comentários. Embora não pudessemos encontrar dentre o material estudado algumas das espécies descritas por BREUNING, (1942, 1943), constatamos caracteres nunca utilizados como, por exemplo, depressões e orifícios na face central dos metafêmures dos machos. A função dos orifícios e depressões recobertos por densa e longa pilosidade nos metafêmures dos machos não pode ser interpretada; é provável que estejam relacio- nadas com a etologia da cópula e talvez sejam sensoriais.
Siglas adotadas. AMNH, American Museum of Natural History, New York; BMNH, The Natural History Museum, Londres; CEPEC, Centro de Pesquisas do Cacau, Itabuna; DZUP, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Curitiba; DZVU, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, Botucatu; MCNZ, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; MZSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo; MNRJ, Museu Nacional, Rio de Janeiro; USMN, National Museum of Natural History, Washington.
Ischnolea Thomson, 1860
Ischnolea THOMSON, 1860: 347; BREUNING, 1963: 510 (cat.); 1974: 128.
Espécie-tipo, Ischnolea crinita Thomson, 1860 (monotipia).
Aspecto geral alongado. Comprimento corporal ao redor de 10mm. Colorido geral acastanhado, sem ornamentação cromática viva.
Cabeça projetada, mais larga que o protórax. Fronte vertical, convexa. Mandíbulas com ápice bífido e dimorfismo sexual: nos machos robustas, com acentuada elevação longitudinal junto à margem dorsal externa. Tubérculos anteníferos projetados, separados por depressão larga. Olhos profundamente emarginados, não divididos; comprimento dos lobos inferiores variável em relação ao comprimento das genas; lobos oculares superiores com 4 a 8 fileiras de omatídios; distância interocular dorsal variável.
Antenas geralmente mais longas que o corpo (mais curtas na q de 7. flavofemorata). Escapo cilíndrico, atinge aproximadamente o meio do protórax, tão longo quanto o antenômero III. Comprimento dos antenômeros III e IV subigual (3) ou II apenas mais longo do que IV (9). Demais flagelômeros com comprimentos subiguais.
Protórax mais largo do que longo; lados com tubérculo agudo central. Pronoto convexo, com duas gibosidades anteriores em algumas espécies. Processo prosternal levemente convexo. Processo mesosternal sem tubérculo, tão largo quanto a região mais estreita do processo prosternal.
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Revisão do gênero Ischnolea... 67
Base dos élitros com pontos simples ou tuberculados; ápice elitral desarmado ou com espículo na margem externa.
Fêmures fusiformes. Face inferior dos metafêmures dos machos densamente pilosa com sulco longitudinal profundo ou orifício, igualmente profundo, perto do meio. Mesotíbias profundamente sulcadas na metade apical da margem externa.
Discussão. Dentre os gêneros de Desmiphorini aquele que mais se assemelha a Ischnolea, pelo aspecto geral, é Ischnoleomimus Breuning, 1940, até o momento representado pela espécie-tipo, 7. excavatus Breuning, 1940, originalmente descrita do Peru. Em Ischnoleomimus o mesosterno é tuberculado e em /schnolea regularmente convexo, sem tubérculo.
A presença de sulcos e depressões nos metafêmures dos machos ainda não foi constatada nos outros gêneros de Desmiphorini.
Chave para as espécies de Ischnolea
e Élitros (figs. 1,3) com faixa de pubescência estreita, compacta, amarelada ou 3 esbranquiçada, oblíqua, dorsal, do ümero ao meio..................2220002020senneeeeeennnn % Eliseosisemiessalaixa (fies. DO) PER RR A 4
2 (1). Região dorso-basal dos élitros com faixa oblíqua do escutelo em direção à margem (fig. 2); ápice com espinho externo desenvolvido; mesepimeros pontuados.
Ecagi (cSQL nennen I. spinipennis Breuning Elitros sem faixa obliqua na regiäo dorso-basal (figs. 1,3); äpices com espinho
curto
SMIEINOHMESEDIMMELOSUSOS. .. enueenonseeerenereentücsennsnnne OO nee enanneneen 3
3 (2). Presença de faixa de pubescência branca entre os tubérculos anteníferos; cabeça esparsamente pubescente; mancha elitral lateral escura recoberta por pubescência castanho-clara (fig. 1); pontos da região basal dos élitros simples; metafêmures ($, fig. 15), sulcados ventralmente em toda extensão. Brasil ARG So ee o ans annelusseln sank I. crinita Thomson
Toda região dorsal da cabeça com densa pubescência esbranquiçada; mancha elitral lateral escura recoberta por pilosidade alaranjada (fig. 3); pontos da região basal dos élitros tuberculados; metafêmures (3 ) com orificio no meio da face ventral (como na fig. 14). Brasil (ES).................... I. inexpectata, sp.n.
E Exiremidades elitraíis desarmadas (figs. 4,5)...............nenneeeennneeeennnen 5 Extremidades elitrais com espículo externo (figs. 6-9).................ss is 8
5 (4). Pubescência branca dos élitros concentrada em pequenas manchas espalhadas por kadlaralsupetticie. Brasil (RD)... I. longeantennata Breuning Pubescência branca dos élitros com outros padrões de distribuicäo.................... 6
6 (4). Antenas (9) mais curtas que o corpo; coxas e fêmures amarelados; élitros com pubescência acinzentada quase uniforme, exceto mancha castanho-escura gentro-lateral-Brasil (ES) Hana ER I.flavofemorata Breuning
Antenas (9) mais longas que o corpo; coxas e fêmures vermelho-acastanhados, não contrastantes com o restante do corpo; a pubescência clara dos élitros constitui desenhoslentiteen nichts RR PRO ERES ERREI PETER PODRES RE 7
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68 GALILEO & MARTINS
7(6). Lobos oculares superiores (fig. 13) grandes, tão distantes entre si quanto a lar- gura de um lobo; fêmures com pontos contrastantes; pro- e mesofêmures não pedunculados; face ventral dos metafêmures (6 ) com orifício (como na fio: 14): Brasil(MG a PR). ss Les 2 ee PER RR T.oculata, sp.n.
Lobos oculares superiores (fig. 12), pequenos, tão distantes entre si quanto o dobro da largura de um lobo; fêmures com pubescência uniforme, sem pontos contrastantes; pro- e mesofêmures pedunculados; face ventral dos metafêmures (6 ) com sulco profundo em toda extensão (como na fig. 15). Brasil (PE a SC. er ra asa E NE I. indistincta Breuning
8(4). Elitros sem mancha lateral escura ao nível de meio, com máculas brancas dispersas em toda a superfície (BREUNING, 1974). Brasil (SC)................ sa aeniobin je pad serien? ca N RD I. strandi Breuning
Élitros com banda ou mancha lateral escura ao nível do meio; a pubescência clara com outros padrões de distribuicäo....... nee en ER g
9 (8). ' Escutelorecoberto por pubescência amarelada, contrastante com a da declividade basal dos élitros; pronoto com faixa longitudinal central amarelada. Peru...
Sn O CURAR DÃO lab ON SR 55&echhannäähe I. peruana Breuning Pubescência do escutelo não contrastante; quando amarelada, a pubescência do
pronoto/é uniforme e recobre toda aisuperkiciem re. 10 10 (9). " Mesepimerospontuados...........cnne nme ee RR NEE 11 Mesepimeros lisos...........:.2n2.. RER 12
11 (10). Pronoto com pubescência amarelada quase uniforme, recobre toda a super fície; distância entre lobos oculares superiores igual à largura de um lobo; pontos da base dos élitros não tuberculados. Brasil (SP), Paraguai............. ELTERN Pa a UN O A RR RES SARA NR I. flavinota,sp.n.
Pronoto subglabro com faixa branca estreita, centro-longitudinal e, a cada lado, com pequena mancha clara ao nível do meio; distância entre os lobos oculares superiores maior do que o dobro da largura de um lobo; pontos da base dos élitros tuberculados. Brasil (GO, MG a SC). Paraguai, Argentina (Misiones) canas sa Lara e DC ern I. bimaculata Chevrolat
12 (10). Lobos oculares inferiores (fig. 11) mais longos do que as genas; bases dos élitros com pontos tuberculados; centro do metasterno ($ ) com pêlos longos e
densos Brasil (PAM en Dita EE ane a ARER EN I. singularis, sp. n.
Lobos oculares inferiores (fig. 10) mais curtos do que as genas; base dos élitros
com pontos simples; pilosidade do centro do metasterno (6 ) não diferen-
cilada, Brasil (GO! SB) 5.2... goi a DU o AEE I. modesta, sp.n.
Ischnolea crinita Thomson, 1860 (Figs. 1, 15)
Ischnolea crinita THOMSON, 1860: 347; BREUNING, 1974: 129. Ischnolea obliquelineata BREUNING, 1943: 47; 1974: 131. Syn. n.
Tegumento castanho-avermelhado. Pubescência castanho-amarelada levemente iridescente; branco-acinzentada nos lados do pronoto e na região elitral à frente da banda
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Revisão do gênero Ischnolea... 69
oblíqua anterior. Pubescência branco-amarelada: faixa transversal estreita entre os tubérculos anteníferos; faixa longitudinal no meio do pronoto; faixa lateral no pronoto da base ao meio; faixa oblíqua que se inicia no úmero e alcança a sutura pouco atrás do meio (fig. 1). Faixa de pubescência esbranquiçada rala, oblíqua, ao nível do terço apical dos élitros e pubescência branca perto do ápice elitral. Face ventral e pernas com pubescência acinzentada uniforme.
Antenas atingem o ápice elitral aproximadamente na extremidade do antenômero V(8) ou VIII (2). Bases dos antenömeros apicais com pubescência esbranquiçada. Lobos oculares inferiores com o dobro do comprimento das genas; os superiores tão distantes entre si quanto o dobro da largura de um lobo. Escapo, fêmures, tíbias e urosternitos com pontos glabros contrastantes. Tubérculos pronotais não aparentes. Pontos da base dos élitros não tuberculados. Extremidades elitrais com espinho externo curto. Mesepimeros lisos. Lados do metasterno esparsamente pontuados. Metafêmures (6 ) fusiformes; face ventral (fig. 15) com pêlos longos e depressão longitudinal em toda extensão.
Dimensões, em mm, respectivamente $/9. Comprimento total, 10,6-11, 4/8,1; comprimento do protórax, 1,9-2,0/1,4; maior largura do protórax, 2,5-2,5/1,3; compri- mento do élitro, 7,3-7,7/5,9; largura umeral, 3,1-3,2/2,2.
Tipos, localidade-tipo. /. crinita foi descrita com base numa fêmea procedente do Brasil e fotografada por Moure no MNHN. /. obliquelineata fundamentou-se num macho procedente do Brasil, Espírito Santo, fotografado por Moure no BMNH. No holótipo de I. obliquelineata faltam a antena e perna anterior direitas; antena esquerda colada ao nível do escapo; cabeça e protórax colados.
Material examinado. BRASIL. Espírito Santo: Alegre (Fazenda Jeruzalém) & , 20.X.1912,J. F. Zikán col. (MZSP); Rio Itabapoana, & , 18.X1.1908, J. F. Zikán col. (MZSP). Minas Gerais: SSVIE 1925 Col E. Moreira (MZSP).
Discussão. /. crinita, pela presença de faixa estreita oblíqua de pubescência branco- amarelada na metade anterior dos élitros, assemelha-se mais a /. spinipennis e 1. inexpectata que também apresentam essa faixa (figs. 1-3). As espécies distinguem-se pelos caracteres mencionados na chave.
Ischnolea spinipennis Breuning, 1943 (Fig. 2)
Ischnolea spinipennis BREUNING, 1943: 48; 1974: 133, fig. 14.
O único exemplar que examinamos está muito danificado; faltam: cabeça, antenas, protórax e pernas anteriores. A redescrição baseia-se no diapositivo do holótipo e nos caracteres observáveis nesse exemplar danificado.
Tegumento castanho-avermelhado; flagelômeros basais mais avermelhados. Pubescência castanho-amarelada; na metade basal dos élitros não oblitera o tegumento. Pubescência branca: faixa longitudinal no meio do pronoto; faixa lateral no pronoto da base ao meio; escutelo; faixa oblíqua estreita que se inicia no úmero e alcança a sutura um pouco atrás do meio (fig. 2); curta faixa dorsal, oblíqua que se inicia perto do escutelo no quinto anterior; duas faixas oblíquas, subparalelas, no quarto apical. Face ventral (mesosterno, metasterno) com pubescência branco-amarelada uniforme.
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Antenas (6 ) atingem a extremidade elitral aproximadamente na base do antenômero VII. Lobos oculares superiores tão distantes entre si quanto o dobro da largura de um lobo. Lado interno do escapo, fêmures (médios e posteriores) e urosternitos com pontos glabros contrastantes. Tubérculos pronotais visíveis. Bases dos élitros com pontos não tuberculados. Extremidades elitrais com espinho longo no lado externo. Mesepimeros pontuados. Lados do metasterno densamente pontuados.
Dimensões, em mm, 9. Comprimento do élitro, 6,1; largura umeral, 2,2.
Tipos, localidade-tipo. Holótipo 3, procedente do Brasil, Espírito Santo, original- mente depositado na coleção Le Moult, hoje no MNHN, onde foi fotografado por Moure.
Material examinado. BRASIL. Santa Catarina: Corupá, 9, XI.1930, A. Maller col., ex-col. Melzer (MZSP).
Discussão. Além dos caracteres mencionados na chave, 7. spinipennis distingue-se de 1. crinita pela pubescência que recobre o corpo mais esparsa e pelas áreas mais nítidas de pubescência branca no quarto apical dos élitros (figs. 1,2).
A espécie ilustrada por BREUNING (1974: 125, fig. 14) é, na realidade, 7. spinipennis e não I. obliquelineata como consta da legenda e do texto (1. c., p. 131).
Ischnolea inexpectata, sp. n. (Fig. 3)
Tegumento avermelhado, mais escuro na cabeça, no escapo, e em grande área triangular comum aos élitros na metade basal (prolonga-se estreitamente para trás junto da sutura até quase o ápice). Pubescência esbranquiçada: mais esparsa na fronte e conspícua no dorso da cabeça; estreita faixa no centro do pronoto que emite ao nível do meio dois ramos laterais e volta-se lateralmente em direção à base (o conjunto lembra uma letra “M”); numa estreita faixa oblíqua do úmero até pouco além do meio dos élitros onde termina em mancha irregular; faixa irregular, transversal, antes do ápice (fig. 3).
Lobos oculares inferiores mais longos do que as genas; lobos superiores com cinco fileiras de omatídios, mais distantes entre si do que a largura de um lobo. Antenas atingem o ápice elitral no meio do antenômero VI ($) ou do VII (2). Escapo robusto, sem pontos nitidamente contrastantes. Pronoto densamente pontuado, sem gibosidades. Terço basal dorsal dos élitros pontuado; pontos basais tuberculados. Extremidades elitrais transver- salmente truncadas com espículo externo. Fêmures com pontos contrastantes; posteriores (S), engrossados, fusiformes, com pêlos ventrais restritos à região central que recobrem pequeno orifício circular (como na fig. 14); (2) alongados, mais lineares, sem pêlos na face ventral. Mesepimeros lisos.
Dimensões, em mm ‚respectivamente ó /9. Comprimento total, 6,5/7,6-7,9; compri- mento do protórax, 1,3/1,4-1,5; maior largura do protórax, 1,5/1,8-2,0; comprimento do élitro, 4,5/5,4-5,5; largura umeral, 1,9/2,3-2,4.
Material-tipo. BRASIL. Espírito Santo: Linhares, parátipo 2, XI1.1973, B. Silva col. (MZSP); holótipo S , parátipo o, X.1976, B. Silva col. (MNRJ); (Parque Sooretama), parátipo 9, XII.1962, F. M. Oliveira col. (MNRJ).
Discussão. /. inexpectata assemelha-se mais al. crinita e 1. spinipennis pelo padrão do colorido elitral com faixa estreita oblíqua de pubescência clara dos úmeros até perto
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Revisão do gênero Ischnolea... 71
do meio (figs. 1-3). A distinção entre essas espécies encontra-se na chave.
Ischnolea longeantennata Breuning, 1942
Ischnolea longeantennata BREUNING, 1942: 158; 1974: 130.
BREUNING (1974) mencionou exemplares dos dois sexos e cita a localidade-tipo (Brasil, Rio de Janeiro, Nova Friburgo) como única procedência da espécie. Examinamos o diapositivo do holötipo q depositado no MNHN.
Pela redescrição (BREUNING (1974), verifica-se que os lobos oculares inferiores têm mais do que o dobro do comprimento das genas. O diapositivo do holótipo, em vista dorsal, nos permite acrescentar: lobos oculares superiores pouco mais distantes entre si do que a largura de um lobo; escapo com pontos contrastantes; faixa longitudinal de pubescência branca do meio do pronoto restrita à metade posterior; escutelo coberto por pubescência branca; toda superfície elitral com pequenas manchas de pubescência branca, aparentemente mais conspícuas na metade apical; ápices dos élitros obliquamente truncados, arredondados no ângulo externo.
Discussão. Dentre as espécies do gênero com extremidades elitrais destituídas de espículo, 7. longeantennata é a única que apresenta élitros salpicados de manchas brancas em toda extensão. Esse padrão de colorido é semelhante ao de algumas espécies de Estola Fairmaire & Germain, 1859.
Ischnolea flavofemorata Breuning, 1943
Ischnolea flavofemorata BREUNING, 1943: 47; 1974: 130.
O holótipo q, único exemplar conhecido da espécie, foi originalmente descrito do Espírito Santo e depositado na coleção Le Moult, atualmente pertencente ao MNHN onde foi fotografado por Moure em 1972.
Apesar de apresentar padrão de colorido geral semelhante ao da maioria das espécies do gênero, com mancha acastanhada lateral nos élitros, /. flavofemorata tem antenas curtas (o ápice alcança a declividade apical dos élitros). O escapo ultrapassa a borda anterior do protórax, mas não atinge o meio. Faixa central do pronoto difusa. Escutelo com pubescência branca. Pubescência elitral acinzentada, bem uniforme; áreas laterais castanhas mais transversais. Ápices dos élitros arredondados e desarmados. Fêmures, especialmente anteriores e médios, vermelho-amarelados, mais claros que a face dorsal do corpo, sem pontos contrastantes.
Ischnolea oculata, sp. n. (Figs. 4, 13)
Tegumento castanho escuro, mais avermelhado nos élitros. Pubescência corporal de maneira geral amarelo-acinzentada. Pubescência esbranquiçada: faixa no centro do disco do pronoto (não acentuadamente contrastante); nos élitros (fig. 4) numa faixa larga que se inicia nos ombros e contorna interna e inteiramente a área acastanhada lateral; no sexto apical dos élitros. Face ventral e pernas com pubescência branco-amarelada.
IHERINGIA, Sér. Zool., Porto Alegre (75): 63-79, 30 set. 1993
7 GALILEO & MARTINS
Antenas atingem a ponta dos élitros na base ou no meio do antenômero VI ($) ou na base do VIII (9). Escapo alcança ou ultrapassa o meio do protórax. Flagelômeros basais com pêlos internos densos e mais longos do que a largura dos artículos. Lobos oculares inferiores desenvolvidos com ca. dobro do comprimento das genas; os superiores (fig. 13) tão distantes entre si quanto a largura de um lobo. Pronoto fina e densamente pontuado; gibosidades anteriores apenas indicadas, pouco projetadas. Pontos da região centro-basal dos élitros simples. Extremidades elitrais arredondadas, desarmadas. Mesepimeros com pontos rasos, às vezes pouco visíveis. Metasterno, urostenitos e fêmures com pontos contrastantes. Metafêmures (6), robustos, fusiformes, densamente pilosos na face ven- tral; região centro-interior com orifício circular profundo; ou (9) esbeltos, sem pubescência longa ou orifício na face ventral.
Dimensões, em mm, respectivamente 6 /?. Comprimento total, 8,4-10,4/9,5-12,6; comprimento do protórax, 1,8-1,8/1,6-2,0; maior largura do protórax, 1,7-2,3/2,1-2,7; comprimento do élitro, 5,9-7,3/6,7-9,2; largura umeral, 2,3-3,0/2,8-3,8.
Material-tipo. BRASIL. São Paulo: Itu (Fazenda Pau d'Alho), holótipo S, 5.XI. 1960, U. Martins col. (MZSP). Parátipos - BRASIL. Minas Gerais: Caldas, 2, I. 1915 (MZSP); Mar de Espanha,®, 16.X.1908,J. F. Zikán col. (MZSP);2, 17.X.1910,J.F. Zikan col. (MZSP). Santa Bárbara (Serra do Caraça, 1380m), 2, XI.1961, Kloss, Lenko, Martins & Silva col. (MZSP). Rio de Janeiro: Itatiaia (700m),& ,X.1925,J.F. Zikáncol. (MZSP). São Paulo: Amparo, 9, Col. Navarro de Andrade (MZSP); Barueri, 6, 9, XII.1965, K. Lenko col. (MZSP); 8, XII. 1965, K. Lenko col. (MCNZ). Botucatu, 2, 26.XI.1991, A. Scivittaro col. (DZVU); Itu (Fazenda Pau d Alho), 6, 6.X1.1960, U. Martins col. (MZSP); 2, 15-20.X.1961, U. Martins col. (MZSP);9, 28-29.X.1965, Martins & Biasi col. (MZSP); 9, 29.X.1965, U. Martins col. (MZSP); 2, 18.XI.1978, Curso Ent. col. (MZSP); São Carlos,9,27.X.1974,M.M. Dias col. (MZSP). Paraná: Cachoeirinha, 2, X. A. Maller col. (MZSP).
Discussão. 7. oculata, sp. n., I. longeantennata, I. flavofemorata e I. indistincta possuem extremidades elitrais desarmadas. /. oculata é mais semelhante a 7. indistincta da qual difere pelos caracteres mencionados na chave. Nas outras espécies do gênero com padrão de colorido semelhante, as extremidades elitrais apresentam espículo no lado externo.
Ischnolea indistincta Breuning, 1942. (Figs. 5,12)
Ischnolea indistincta BREUNING, 1942: 158; 1974: 132.
Tegumento castanho-avermelhado ou avermelhado. Pubescência castanho-amare- lada mais concentrada no dorso da cabeça e na faixa longitudinal do centro do pronoto. Pubescência branco-acinzentada no terço anterior dos élitros estendendo-se pela borda interna da mancha castanha lateral (fig. 5); no quarto apical entremeada por áreas de pilosidade castanha. Face ventral e pernas recobertas por pubescência castanho-amarela- da, sem pontos contrastantes.
Antenas atingem o ápice dos élitros aproximadamente na extremidade do antenômero VII (6) ou VII (9). Bases dos flagelômeros com pubescência esbranquiçada. Lobos
IHERINGIA, Sér. Zool., Porto Alegre (75): 63-79, 30 set. 1993
Revisão do gênero Ischnolea... 73
oculares inferiores tão ou pouco mais longos que a genas; os superiores (fig. 5) tão distantes entre si quanto o dobro da largura de um lobo. Tubérculos pronotais indicados. Pontos da base dos élitros não tuberculados. Extremidades elitrais obliquamente trunca- das e desarmadas. Mesepimeros lisos. Lados do metasterno muito esparsamente pontu- ados. Metafêmures (3) pedunculados e clavados; face ventral densamente pubescente com depressão em toda extensão.
Dimensões, em mm, respectivamente ö /9. Comprimento total, 8,0-9,6/8,5; compri- mento do protórax, 1,6-2,0/1,6; maior largura do protórax, 1,8-1,9/2,0; comprimento do élitro, 5,3-6,3/5; largura umeral, 2,3-2,8/2,5.
Tipos, localidade-tipo. Embora BREUNING (1974) tenha mencionado material dos dois sexos, a espécie foi originalmente descrita com base numa fêmea, fotografada por Moure no MNHN e procedente da Serra de Comunati, Pernambuco, Brasil.
Material examinado. BRASIL. Bahia: 5, Bondar col. (MZSP); Camaça (Fazenda Santa Úrsula), 9, 11.11.1969, Ventocilla col. (CEPEC); Ilhéus, É, VI.1957, Dirings (MZSP); (Centro de Pesquisas do Cacau) 6,
1965 (MZSP). Espírito Santo: Alegre (Fazenda Jeruzalém), 2, 11.X,1913, J. F. Zikán col. (MZSP); Linhares,
9, XII.1973,B. Silva col., Col. Campos Seabra (MNRJ). Rio de Janeiro: Teresópolis (Fazenda Alpina, 1000m), 2,11.X1.1945, Wygodzinski col. (MZSP). São Paulo: São Paulo (Saúde), S, 1.X1.1916, J. Melzer col. (MZSP). Santa Catarina: Corupá (=Hansa Humboldt), 2, X. 1930, A. Maller col. (MZSP); Rio Vermelho, 9,1. 1958, Dirings (MZSP).
Ischnolea strandi Breuning, 1942
Ischnolea strandi BREUNING, 1942: 158; 1974: 132.
Examinamos esta espécie apenas pelo diapositivo do holötipo (9, metafêmures não engrossados) feito por Moure no USNM (Coleção Tippmann). Segundo anotações de Moure, o exemplar na coleção Tippmann tem o nome “Ischnolea albostictica”, mas corresponde ao holótipo de /. strandi e provém de Mafra, Santa Catarina, a localidade-tipo de acordo com a descrição original (BREUNING, 1942). Este exemplar corresponde perfeitamente às descrições de BREUNING (1942, 1974). Segundo a redescrição (BREUNING, 1974) os lobos oculares inferiores são pouco mais longos do que as genas.
No diapositivo os lobos oculares superiores são tão distantes entre si quanto a largura de um lobo. As antenas atingem o ápice elitral no meio do antenômero VII. Faixa branca do meio do pronoto algo difusa. As manchas brancas mencionadas em BREUNING (1974) como dispersas nos élitros, parecem mais visíveis apenas no terço apical. Extremidades dos élitros com espinho externo bem desenvolvido.
Ischnolea peruana Breuning, 1943
Ischnolea peruana BREUNING, 1943: 48; 1974; 130.
Não examinada, exceto pelo diapositivo do holótipo, que pelas antenas relativa- mente curtas e metafêmures não espessados, deve ser uma fêmea. O holótipo pertence ao USNM (ex-coleção Tippmann) e a espécie foi originalmente descrita de Aina, Peru.
Esta localidade-tipo é difícil de interpretar. Segundo STIGLICH (1922), existem três localidades peruanas com essa denominação: (1) “Aina. - (Etim.: Florido). El cerro más elevado del Dist. de Pampamarca, Prov. de Canchis” [Cuzco]. (2) “Aina. - Montana,
IHERINGIA, Sér. Zool., Porto Alegre (75): 63-79, 30 set. 1993
74 GALILEO & MARTINS
Dist. de Tambo, Prov. de La Mar. Regada por el rio del mismo nombre” [Ayacucho]. (3) “Aina. - Cas., Prov. Huamanga, Dist. Quinua. Habs. 100” [Ayacucho]. Como os dois primeiros nomes referem-se a elevações, é mais provável que a localidade-tipo seja esta última.
A redescrição de BREUNING (1974) não menciona a relação de comprimento do lobo ocular inferior com relação ao comprimento da gena. No diapositivo do holótipo os lobos oculares superiores são mais distantes entre si do que o dobro da largura de um lobo. As antenas alcançam as pontas dos élitros aproximadamente no ápice do antenômero VIII. Padrão geral de colorido como em 7. bimaculata e I. singularis. Faixa clara central de pubescência no pronoto estreito e nítida. Escutelo com pubescência clara. Mancha castanha lateral dos élitros inicia-se perto do meio da margem. Extremidades elitrais com espinho externo evidente. Fêmures aparentemente sem pontos contrastantes.
Ischnolea flavinota, sp. n. (Fig. 6)
Tegumento castanho-avermelhado escuro. Pubescência amarelada mais compacta na cabeça, na face ventral e no pronoto onde é quase uniforme e não constitui faixas. Face ventral e pernas com pontos glabros contrastantes. Pubescência branco-acinzentada difusa no dorso da base elitral e concentrada em faixa oblíqua dos úmeros à sutura ao nível do meio; faixa diagonal no terço apical e manchas indistintas na região pré-apical.
Antenas ultrapassam a extremidade dos élitros a partir do meio de antenômeros VI (S) ou do VIII (9). Lobos oculares inferiores tão longos quanto as genas; lobos superiores tão distantes entre si quanto a largura de um lobo. Tubérculos pronotais visíveis. Pontos da base dos élitros não tuberculados. Ápices elitrais com espinho manifesto no ângulo externo. Mesepimeros e lados do metasterno pontuados. Metafêmures (S ) pedunculados e clavados; face ventral pilosa com sulco longitudinal em toda extensão.
Dimensões, em mm, respectivamente $/9. Comprimento total, 8,5/10,1-10,2; comprimento do protórax, 1,6/1,7-1,8; maior largura do protórax, 2,0/2,3-2,4; compri- mento do élitro, 5,9/7,0-7,4; largura umeral, 2,4/2,9-3,1.
Material-tipo. PARAGUAI. Central: Aregua, holótipo 9, 17.11.1939, A. Schulze
col. (AMNH). Parátipos: 2, mesma procedência e coletor, 26.11.1939 (MZSP). BRASIL. São Paulo: Marília, $, X1.1945, Nick col., ex-col. Dirings (MZSP).
Discussão. Esta espécie caracteriza-se pela pubescência pronotal muito uniforme que reveste praticamente toda a superfície e pelo espinho desenvolvido nas extremidades elitrais.
Ischnolea bimaculata Chevrolat, 1861 (Figs. 7, 10)
Ischnolea bimaculata CHEVROLAT, 1861: 252; BREUNING, 1974: 131. Tegumento castanho-averinelhado. Pubescência castanho-amarelada mais com-
pacta na cabeça. Faixa centro-longitudinal do pronoto amarelo-esbranquiçada, estreita; lados do pronoto com faixa delgada na metade basal. Mancha castanha lateral dos élitos
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bordejada internamente por pubescência branca nítida (fig. 7); manchas irregulares de pubescência branca no quarto apical e faixa oblíqua ante-apical nos élitros. Escapo, fêmures e tíbias com pontos contrastantes. Mesepimeros, metasterno e urosternitos basais densamente pontuados.
Antenas atingem o ápice dos élitros na extremidade do artículo VI ($) ou VIII (9). Bases dos flagelômeros aneladas de pubescência branca. Lobos oculares inferiores (fig. 10) mais curtos que as genas; os superiores mais distantes entre si que o dobro da largura de um lobo. Tubérculos pronotais indicados. Pontos da base dos élitros tuberculados. Extremidades elitrais entalhadas com espículo externo. Metafêmures (S ) pendunculados; face ventral pilosa, com orifício profundo ao nível do meio.
Dimensões, em mm, respectivamente é /9. Comprimento total, 5,8-9,6/8,0-10,0; comprimento do protórax, 1,2-2,0/1,6-3,1; maior largura do protórax, 1,4-2,4/2,0-2,5; comprimento do élitro 3,9-6,2/5,5-6,9; largura umeral, 1,5-2,9/2,3-3,0.
Tipos, localidade-tipo. Descrita com base em único exemplar, muito provavelmen- te uma fêmea (metafêmures não engrossados), fotografado por Moure no BMNH. Localidade-tipo, Brasil; exemplar da ex-Coleção Sommer.
Material examinado. BRASIL. Goiás: Campinas, 9, XII. 1935, Borgmeier & Lopes col. (MZSP). Minas Gerais: Cambuquira, 9, 11.1931, A. Marques col. (MZSP); Sete Lagoas, S, III. 1963, F. Werner, U. Martins
& L. Silva col. (MZSP); Viçosa, 9, 16.XIL.1958, E. Amante col. (MZSP). Espírito Santo: Alegre (Fazenda Jeruzalém), 6 , 29.V.1912,J. F. Zikán col. (MZSP); Guandu, G , 4.X11.1920, F. Hoffmann col. (MZSP); Santa
Leopoldina, 6, 9, 30.1.1965, H. Britski & I. Dias col. (MZSP). Rio de Janeiro: Angra dos Reis (Fazenda Japuhyba), 2, XI. 1945, L. Travassos Filho col. (MZSP); Itatiaia (700m), 6, 6.V.1926, J. F. Zikán col. (MZSP); km 47 rodovia Rio-São Paulo, G ‚II. 1943, Wygodzinsky col. (MZSP); 9 XII.1943, Wygodzisky col. (MZSP); 6 ‚9, 111.1945, Wygodzinsky col. (MZSP). São Paulo: Amparo,9, N. Andrade col. (MZSP); Botucatu, 6 , 9, II. 1974, A. Scivittaro col. (MZSP); Itapira, 2, E. Dente col. (MZSP); Itu (Fazenda Pau d'Alho), 8, VI.1956, U. Martins col. (MZSP); 29,1. 1959, U. Martins col. (MZSP); Pirassununga (Cachoeira), S, IV.1945, Schubart col. (MZSP); São Paulo (Jabaquara), 2, 11.1947, Nick col. (MZSP). Paraná. Rolandia, 2 6, II. 1946, Nick col. (MZSP). Santa Catarina: Corupá, 6, II. 1954, Dirings (MZSP); Nova Teutônia, 9, VI. 1967, F. Plaumann col. (MZSP); Rio Vermelho, 26, I. 1952, Dirings (MZSP); 9, II. 1952, Dirings (MZSP). PARAGUAI. Villeta (Nueva Italia), 2, XI-XII.1963, Williner col. (MZSP). ARGENTINA. Misiones: Iguazú, 26 ‚II. 1976, Foerster col. (MZSP).
Discussão. Machos de /. bimaculata diferem dos de T. singularis, sp. n., pelos mesepimeros pontuados; pelos lobos oculares inferiores mais curtos que as genas; pelos lados do metasterno e dos urosternitos grosseiramente pontuados; pela ausência de pêlos longos no centro do metasterno e no processo intercoxal do urosternito 1.
Ischnolea singularis, sp. n. (Figs. 8, 11)
8. Tegumento acastanhado mais claro principalmente na região centro-anterior dos élitros. Pubescência castanho-amarelada uniforme, mais densa na cabeça. Centro do pronoto com faixa longitudinal estreita de pubescência branco-amarelada. Escutelo com pubescência esparsa, esbranquiçada. Pubescência esbranquiçada ao redor da mancha castanha lateral dos élitros (fig. 8) e faixa oblíqua ante-apical. Pubescência da face ventral branco-amarelada, mais longa no meio do metasterno e no processo intercoxal. Escapo,
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fêmures, tíbias e lados dos urosternitos com pontos contrastantes. Mesepimeros lisos. Lados do metasterno e dos urosternitos esparsamente pontuados.
Antenas atingem o ápice dos élitros na base do antenômero VII. Bases dos flagelômeros com pubescência esbranquiçada. Lobos oculares inferiores (fig. 11) com o dobro do comprimento das genas; os superiores apenas mais distantes entre si do que a largura de um lobo. Tubérculos pronotais indicados. Élitros com alguns pontos tubercu- lados pronotais indicados. Élitros com alguns pontos tuberculados na declividade basal; extremidades levemente emarginadas com espículo externo. Metafêmures fusiformes, robustos; face ventral com pêlos longos e orifícios ao nível do meio.
Dimensões, em mm, holótipo S . Comprimento total, 10,0; comprimento do protórax, 2,0; maior largura do protórax, 2,4; comprimento do élitro, 6,8; largura umeral, 2,9.
Material-tipo. BRASIL. Pará: Km 103 rodovia Transamazônica, holötipo 6, 20.1.1971, Bicelli col. (MZSP).
Discussão. Esta espécie é semelhante a /. peruana da qual difere, principalmente pela ausência de pubescência amarelada sobre o escutelo e pelos espinhos marginais do ápice elitral menos desenvolvidos. Vide também discussão em /. bimaculata.
Ischnolea modesta, sp. n. (Figs. 9,14)
Tegumento castanho-avermelhado Pubescência castanho-amarelada uniforme. Faixa centro-longitudinal do pronoto estreita e faixas laterais pouco distintas da base ao meio onde terminam em mácula. Pubescência esbranquiçada sutil ao redor da mancha acastanhada lateral dos élitros (fig. 9) e em pequenas máculas ante-apicais. Escapo, fêmures, tíbias e lados dos urosternitos com pontos contrastantes. Mesepimeros lisos. Lados do metasterno com alguns pontos profundos.
Antenas atingem o ápice alitral na base do antenömero VI (S) ou do VII (9). Bases dos flagelômeros com pubescência esbranquiçada. Lobos oculares inferiores mais curtos que as genas; os superiores tão distantes entre si quanto o triplo da largura de um lobo. Elitros sem pontos tuberculados; extremidades obliquamente truncadas com espículo externo. Metafêmures (6) fusiformes; face ventral pubescente, com orifício ao nível do meio (fig. 14).
Dimensões, em mm, respectivamente 8/9. Comprimento total, 9,0-10,1/9,5-10,2; comprimento do protórax, 1,7-1,9/1,8-1,9; maior largura do protörax, 1,9-2,3/2,1-2,4; comprimento do élitro, 6,2-6,9/6,7-6,8; largura umeral, 1,9-2,9/2,6-3,0.
Material-tipo. BRASIL. São Paulo: Ribeirão Preto (Faculdade de Medicina), holótipo é I. 1955, Barretto col. (MZSP). Parátipos - BRASIL. Goiás: Aruanã (Rio Araguaia), 6, 2, V.1960, Dirings (MZSP); Campinas, 6, I. 1934, R. Spitz col. (MZSP); Dianópolis, $, 11-14.1.1962, J. Bechyné col. (MZSP). São Paulo: Batatais, S, XII.1943, F.S. Pereira col. (MZSP). Ibirá, 26, X. 1953, Dirings (MZSP, MCNZ). Itu (Fazenda Pau d' Alho), 6, I. 1959, U. R. Martins col. (MZSP); 6, XII.1960, U. R. Martins col. (MZSP); Ribeirão Preto, 8, VI[.1955, E. Rabello col. (MZSP); Rio Claro, 2, 18.1.1962, Reichardt col. (MZSP); São Roque, 8, 2.1.1972, F. Lane col. (MZSP).
Discussão. /. modesta, sp. n., separa-se de 1. bimaculata pela ausência de pontos tuberculados na base dos élitros; pelos mesepimeros lisos; pelos lados do metasterno e dos
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urosternitos esparsamente pontuados.
Desmiphora circunspecta (Lane, 1973), comb. n. Ischnolea circunspecta LANE, 1973: 383.
Impropriamente inserida por LANE (1973) em Ischnolea; vide introdução.
Agradecimentos. As colegas Dilma Solange Napp e Erica H. Buckup pelas correções e críticas ao manuscrito. A Miguel A. Monné pelo empréstimo de material e a Renato C. Marinoni pelo empréstimo dos diapositivos dos tipos.
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Recebido em 27.12.1992; aceito em 31.03.1993.
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Figs. 1-9. Élitro esquerdo: 1. Ischnolea crinita Thomson; 2.1. spinipennis Breuning; 3.]. inexpectata, Sp. 1.; 4. I. oculata, sp. n.; 5.1. indistincta, sp. n.; 6. I. flavinota, sp. n.; 7. 1. bimaculata Chevrolat; 8. 1. singularis, sp. n.; 9. I. modesta, sp. n. Figs. 1, 8; 2, 5-7, 9; 3; 4, respectivamente na mesma escala. Barra = Imm.
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Figs. 10-15. Cabeça lateral: 10. /schnolea bimaculata Chevrolat; 11. 1. singularis, sp. n. Cabeça, dorsal: 12.17.
indistincta Breuning; 13.1. oculata, sp. n. Metafêmur, G, ventral: 14.7. modesta, sp.n.; 15.17. crinita Thomson. Figs. 10-13; 14, 15, respectivamente na mesma escala. Barra = Imm.
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DADOS MORFOLÓGICOS DE HELEOBIA PARCHAPPEI (ORBIGNY, 1835) (PROSOBRANCHIA, HYDROBIIDAE, LITTORIDININAE)
Maria Cristina Pons da Silva!
ABSTRACT
MORPHOLOGICAL DATA OF HELEOBIA PARCHAPPEI (ORBIGNY, 1835) (PROSOBRANCHIA, HYDROBIIDAE, LITTORIDININAE). The shell, radula and female and male reproductive systems are presented for Heleobia parchappei (Orbigny, 1835) upon specimens from the Taim Ecological Station, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brazil. It is the first record of this species to Brazil.
KEYWORDS. Heleobia parchappei, Littoridininae, Hydrobiidae, morphology, Brazil. INTRODUÇÃO
A sucinta diagnose conquiliológica de ORBIGNY (1835) propõe Paludina parchapii (sic) para a Argentina.
Posteriormente, ORBIGNY (1840) apresenta uma descrição mais detalhada da concha, transferindo a espécie para o gênero Paludestrina Orbigny, 1840. SILVA & DAVIS (1983) removem-na para Heleobia Stimpson, 1865 com base em DAVIS et. al. (1982).
A concha de Heleobia parchappei também foi descrita por DOERING (1885), FIGUEIRAS (1964), GAILLARD & CASTELLANOS (1976) e SILVA & DAVIS (1983).
Além da descrição da concha e do pênis, GAILLARD & CASTELLANOS (1976) apresentam ilustração da rádula.
Nenhuma outra estrutura morfológica de H. parchappei é, até o momento, conhe- cida.
1. Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1188, 90.690-000, Porto Alegre, RS, Brasil. (Bolsista da FAPERGS, Proc. nº 92.6047-4).
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82 SILVA
A espécie foi registrada para a Argentina e Uruguai (ORBIGNY, 1835, 1840; STROBEL, 1874; DOERING, 1881, 1885; PILSBRY, 1911; BARATTINI, 1951; FIGUEIRAS, 1964; GAILLARD & CASTELLANOS, 1976; CAZZANIGA,1982).
Objetiva-se fornecer dados morfolögicos dos sistemas reprodutores feminino e masculino de H. parchappei, comparar as características conquiliológicas e radulares dos . espécimes procedentes da Estação Ecológica do Taim, Rio Grande do Sul, com aquelas da literatura e de registrar nova ocorrência para a espécie.
MATERIAL E MÉTODO
O material estudado foi coletado seguindo VEITENHEIMER-MENDES et. al. (1992), na Estação Ecológica do Taim (32°32' - 32º50' S e 52º23' - 52°32' W), município de Rio Grande, Rio Grande do Sul, e incluído na coleção do Museu de Ciências Naturais (MCN), Fundação Zoobotância do Rio Grande do Sul, recebendo a seguinte numeração: 8655, 8660, 8681, 9223-9230, 9278, 9279, 9317-9335, 9351-9356. Foram examinados também lotes dos municípios de São Lourenço do Sul (MCN - 33130); Viamão, Praia da Pedreira, (MCN-6328) e Torres, Colônia de São Pedro, (MCN-4451), todos no Rio Grande do Sul.
O perióstraco do espécime jovem (figs. 3,4) foi removido segundo HERSHLER & DAVIS (1980). As conchas foram fotografadas ao estereomicroscópio Zeiss.
Nas dissecações empregou-se o método descrito em DAVIS (1967). Foram ee tanto individuos vivos como conservados em álcool a 70%, previamente fixados em formol a 10%. A técnica utilizada na preparação da rádula, para fotografia ao microscópio eletrônico de varredura, é a de HERSHLER & DAVIS (1980).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Concha (figs. 1-4). A convexidade das voltas e a projeção da abertura para fora da base da concha, acentua-se durante o crescimento. Em decorrência do afastamento gradativo das voltas da concha em relação ao eixo central, na fase de crescimento, surge a estreita depressão umbilical. Deste modo, quanto mais voltas a concha apresentar, mais marcantes serão os caracteres que melhor definem a espécie: (1) aspecto turriforme; (2) suturas marcadas; (3) lábio interno refletido; (4) estreita depressão umbilical e (5) projeção da abertura para fora da base da concha. Estes caracteres foram assinalados para a espécie por ORBIGNY (1835; 1840), DOERING (1885), FIGUEIRAS (1964), GAILLARD & CASTELLANOS (1976) e SILVA & DAVIS (1983).
Na amostra de H.parchappei da Estação Ecológica do Taim, verifica-se que as conchas em torno de 6 voltas ainda não apresentam a depressão umbilical estreita nem o lábio refletido. Nestas conchas, inclusive, a convexidade das voltas, a linha de sutura e a projeção da abertura para fora da base são bem mais sutís do que em formas maiores (figs. 1-4). Os dados conquiliométricos (tab. I) são compatíveis com aqueles fornecidos para a espécie nas descrições dos autores citados.
DOERING (1885) apresenta a excepcional medida de 9mm de comprimento e 4mm de largura da concha de H. parchappei, procedente do sul da Província de Buenos Aires, Argentina. A maior medida assinalada para a espécie por GAILLARD & CASTELLANOS (1976), com base em material procedente da Província de Entre Rios, Argentina, é de 8,/mm de comprimento e 3,9mm de largura. O maior exemplar, dentre os 934 amostrados e medidos por CAZZANIGA (1982), procedentes da Província de Buenos Aires, mede 7,6mm de comprimento. A maior concha examinada, coletada na Praia da Pedreira, rio
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Dados morfológicos de Heleobia parchappei... 83 Tabela I. Conquiliometria de Heleobia parchappei (Orbigny, 1835) da Estação Ecológica do Taim, Rio Grande, Rio Grande do Sul. X, média; s, desvio padrão; (medidas em mm).
Fêmeas (N=10) Machos (N=10)
ans Intervalo epa sas intervalo Comprimento 5:67 210,62 4,55 - 7,05 joio) == (0/7) 4,95 - 7,10 Largura 28022 2,45 - 3,30 2,80 + 0,33 2,30 - 3,20 Comprimento da volta do corpo 326 = 0/32 2,15 - 3,90 SUAS 2,75 - 3,80 Comprimento da abertura 2,19 +0,21 1,80 - 2,60 2,23 + 0,26 1,85 - 2,56 Largura da abertura 1,49 + 0,17 1,25 - 1,90 1,49 + 0,23 1,15 - 1,80 Nº de voltas 6,90 + 0,24 6,50 - 7,25 7,02 + 0,40 6,25 - 7,50
Guaíba, Viamão, mede 8,5mm de comprimento e 3,6mm de largura. Essas conchas de tamanhos excepcionais tratam-se certamente de formas gerônticas.
Rádula. O dente raquidiano (fig. 5), com 4 cúspides ladeando a cúspide central e um dentículo basal de cada lado, como assinalado por GAILLARD & CASTELLANOS (1976). Porém, GAILLARD (Com. pes.) observou o surgimento de um dentículo eventual ao lado do único dentículo basal, o que não foi observado nos exemplares estudados.
O dente lateral tem de 7 a 8 cúspides, sendo respectivamente a terceira ou quarta interna a mais proeminente.
Além da diferença do número de cúspides nos dentes da rádula, verificou-se que o formato destas cúspides também distingue espécies em Heleobia. A cúspide central do dente raquidiano, observado ao miscroscópio eletrônico de varredura, diferencia-se consideravelmente daquela em outras espécies do gênero por apresentar a mesma largura desde a base até a metade de seu comprimento e a partir daí afilar-se até a extremidade. Referida cüspide, em H.davisi Silva & Thomé, 1985 e H. australis nana (Marcus & Marcus, 1963) (fig. 6) afila-se progressivamente ao longo de seu comprimento.
Sistema reprodutor feminino. O ovário apresenta-se como em H. davisi, conforme descrito por SILVA & THOMÉ (1985).
O início do duto do receptáculo seminal, justamente na união deste com o duto espermático, é muito intumescido e curvado sobre si, formando um “S”, antes do seu prolongamento posterior. Esta intumescência foi registrada para H. davisi por SILVA & THOME (1985), os quais consideraram-na como sendo uma dilatação do duto espermático, denominando-a câmara de fertilização. MARCUS & MARCUS (1963), ao descreverem H. australis nana, ilustram o duto do receptáculo seminal originando-se diretamente da bolsa copuladora, o que foi contestado por DAVIS et. al. (1982) e com os quais concordo plenamente. Ao estudar a anatomia de H. australis australis (Orbigny, 1835) do Rio Grande do Sul, constatou-se que o duto da bolsa é proporcionalmente mais curto do que o observado nas outras Heleobia anatomicamente conhecidas.
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O oviduto, em seu percurso até o oviduto palial posterior, une-se por um curto espermioduto, ao duto do receptáculo seminal, logo após sua curvatura intumescida. Essa união em H.davisi ocorre justamente no intumescimento do duto do receptáculo seminal (SILVA & THOME, 1985).
Nas espécies européias, H. dalmatica (= Semisalsa dalmatica Radoman, 1974) e H. stagnorum (Gmelin, 1791), embora o duto do receptáculo seminal seja retilíneo e não intumecido, o oviduto também se conecta a ele justamente no seu início, como é figurado em CHUKHCHIN (1976) e GIUSTI & PEZZOLI (1984) respectivamente.
A bolsa copuladora saculiforme (figs. 7,8) não se apoia sobre o duto da bolsa como em H. davisi, descrita e figurada em SILVA & THOME (1985).
Como as demais espécies do gênero, conhecidas anatômicamente, o duto espermático comunica-se com o exterior através de uma abertura na parede posterior da cavidade do manto, do lado direito do oviduto palial.
Ao longo do oviduto palial, distingue-se 3 ou 4 regiões com diferentes tonalidades, do branco ao amarelo pardo. O oviduto palial posterior sempre apresenta tonalidade mais clara, branca ou creme.
Sistema reprodutor masculino. O testículo e o vaso eferente apresentam-se como descrito para H. davisi por SILVA & THOMÉ (1985).
A vesícula seminal inicia-se na extremidade anterior do vaso eferente, como uma continuação deste, dilata-se e dobra-se imediatamente para trás. Ao atingir a terceira volta da massa visceral gira 180º e, completamente enovelada, estende-se até a face ventral da parte posterior do estômago. O vaso deferente posterior parte da vesícula seminal e segue até a próstata (fig.9). A próstata mede aproximadamente 1 mm de comprimento e 0,5mm de largura e encontra-se em posição látero-ventral direita, parte sobre a cavidade do manto e parte atrás desta. O vaso deferente anterior deixa a próstata, passa pela base do músculo columelar, percorre a região nucal e penetra no pênis.
O pênis (fig. 10) apresenta, em sua face convexa, 4 a 12 papilas pedunculadas, e em sua face côncava, única papila de base mais alargada. GAILLARD & CASTELLANOS (1976) mencionam a variação de 5 a 9 papilas na face convexa do pênis desta espécie.
Nova ocorrência e häbitat. Registra-se H. parchappei pela primeira vez para o Brasil. A ocorrência em Torres, situada no extremo norte do litoral do Rio Grande do Sul, trata-se do registro mais setentrional para a espécie.
Estes caracóis são encontrados em fundo arenoso ou na vegetação representada por Eichhornia crassipes, E. azurea, Ceratophylum demersum e Lugwigia sp.
Agradecimentos. À FINEP pelo financiamento desse projeto. Ao CNPq pela Bolsa de Pesquisa
concedida. A RIOCEL pelas fotografias das rädulas ao microscópio eletrônico de varredura. Ao Cláudio Ricardo Dentziem pela arte final dos desenhos.
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Recebido em 14.01.1993; aceito em 31.05.1993
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86 SILVA
Figs. 1-6. Concha: 1-4. Heleobia parchappei (Orbigny, 1835), Rio Grande, Rio Grande do Sul (escala=Imm). Adulto com 7,5 voltas: 1. vista frontal; 2. vista lateral. Jovem com 6,25 voltas: 3. vista frontal; 4. vista lateral. Dente raquidiano da rádula: 5. H. parchappei: 6. H. australis nana.
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Dados morfológicos de Heleobia parchappei... 87
Pa
dd 10 O,6mm
Figs. 7-10. Sistema reprodutor de Heleobia parchappei (Orbigny, 1835). Feminino: 7. Posigäo da bolsa copuladora e do oviduto palial em relação à extremidade posterior da cavidade do manto; 8. Complexo da bolsa copuladora com a porção posterior do oviduto palial removida. Masculino: 9. Posição da próstata em relação à extremidade posterior da cavidade do manto e ao músculo columelar; 10. Pênis. BC, bolsa copuladora; DB, duto da bolsa copuladora; DE, duto espermático; DRS, duto do receptáculo seminal; E, esôfago; EPCM, extremidade posterior da cavidade do manto; MC, músculo columelar; Ov, oviduto; OP, oviduto palial; P, próstata; PA, papila; RS, receptáculo seminal; VDA, vaso deferente anterior; VDP, vaso deferente posterior.
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REVISÃO DO GÊNERO PANEGYRTES THOMSON, 1868 (COLEOPTERA, CERAMBYCIDAE, LAMIINAE, DESMIPHORIN])
Maria Helena M. Galileo »º Ubirajara R. Martins *º
ABSTRACT
REVISION OF THE GENUS PANEGYRTES THOMSON, 1868 (COLEOPTERA, CERAMBYCIDAE, LAMIINAE, DESMIPHORINT). The genus Panegyrtes Thomson, 1868 is revised and a key to the seven species is presented. P. porosus, sp. n., is described from Colômbia (Magdalena).
KEYWORDS. Cerambycidae, Coleoptera, Desmiphorini, Lamiinae, Panegyrtes.
INTRODUÇÃO
THOMSON (1868: 133) estabeleceu Panegyrtes para única espécie, P. lactescens, do Brasil; relacionou-o com Graminea Thomson, gênero cujas espécies apresentam garras tarsais apendiculadas, hoje inserido em Calliini e, portanto, muito diferente de Panegyrtes que apresenta garras tarsais inteiras e divaricadas.
LACORDAIRE (1872: 637) incluiu Panegyrtes em Estolini (= Desmiphorini), entre os gêneros com escapo cilíndrico e alongado (Grupo A) e o separou de todos os demais pela presença de cicatriz no escapo.
BREUNING (1940) incorporou ao gênero mais quatro espécies do Brasil (P. varicornis, Amazonas; P. sparsepunctatus e P. striatopunctatus, Goiás; P. bifasciatus, Rio de Janeiro). O mesmo autor (1974) publicou uma revisão do gênero e descreveu P. pseudolactescens também do Brasil (São Paulo). Sinonimizou, indevidamente, P. sparsepunctatus e P. lactescens, espécies muito distintas. MONNÉ & GIESBERT (no prelo), revalidaram apropriadamente P. sparsepunctatus.
Exemplares das espécies deste gênero são muito raros em coleções. BREUNING (1974) estudou poucos exemplares e o material, que tivemos à disposição, é extremamen- te exíguo. Dentre os espécimens do “Canadian Museum of Nature”, Ottawa (CMNC),
1. Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, 90001-970 Porto Alegre, RS, Brasil. 2. Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 7172, 01064-970 São Paulo, SP, Brasil. 3. Pesquisador do CNPq.
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recebidos para identificação, detectamos uma nova espécie, P. porosus, proveniente do extremo norte da Colômbia (Magdalena), o que amplia consideravelmente a distribuição conhecida do gênero.
O exame da coleção de diapositivos de tipos pertencente ao Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (DZUP) nos permitiu reconhecer as espécies com segurança; propusemo-nos então a rever o gênero para incluir caracteres morfológicos ainda não avaliados e mencionar novos dados de ocorrência das espécies.
Outras siglas arroladas ao longo do texto são: MNHN “Muséum National d' Histoire Naturelle”, Paris; MNRJ, Museu Nacional, Rio de Janeiro; MZSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo; NHRS, “Naturhistoriska Riksmusset”, Estocolmo.
Panegyrtes Thomson, 1868
Panegyrtes THOMSON, 1868: 133; LACORDAIRE, 1872; 637, 639; BREUNING, 1974: 187 (revisão).
Espécie-tipo, Panegyrtes lactescens Thomson, 1868, monotipia.
Fronte levemente convexa, mais longa do que larga; sutura frontal evidente, prolonga-se até o occipício. Tubérculos anteníferos projetados. Olhos grosseiramente facetados; lobos inferiores com cerca do dobro do comprimento da gena; lobos superiores com 5-7 fileiras de omatídios, geralmente tão distantes entre si quanto o dobro da largura de um lobo. Antenas tão ou pouco mais longas que o corpo. Escapo (figs. 1, 2) cilíndrico com cicatriz no lado externo do ápice, pouco mais curto que o antenômero III. Flagelômeros com pêlos internos de comprimento variável. Antenômero III tão longo quanto o IV; do V em diante com comprimentos decrescentes. Protórax mais largo do que longo; lados arredondados ou com gibosidade central, sem espinho lateral. Pronoto convexo; gibosidades dorsais, quando presentes, pouco manifestas (duas anteriores e uma central); de cada lado do meio com um ponto glabro onde se insere apenas sensila alongada. Cavidades coxais anteriores angulosas no lado externo e fechadas atrás. Prosterno muito mais curto que o processo prosternal. Processo prosternal levemente arqueado entre as procoxas, com um terço ou menos da largura de uma procoxa. Processo mesosternal com o dobro da largura do processo prosternal, subplano (giboso em P. bifasciatus), transversalmente truncado no ápice. Mesepimeros, metepisternos e lados do metasterno sem pontuação. Ultimo urosternito levemente emarginado na borda apical. Élitros (figs. 3-5, 7-10) desarmados no ápice, com pêlos de comprimento variável, na maioria das espécies com pontos contrastantes (figs. 6, 11-13). Metafêmures levemente engrossados para o ápice ou subclavados, nunca ultrapassam a extremidade do abdômen. Mesotíbias sulcadas no terço apical. Primeiro metatarsômero tão longo quanto os dois seguintes reunidos.
Discussão. Panegyrtes separa-se dos demais gêneros de Desmiphorini pela presen- ça de cicatriz no ápice do escapo. O aspecto geral das espécies é moderadamente alongado eos élitros geralmente apresentam pontos ou manchas escuras abundantes e contrastantes. Antenas curtas, alcançam ou apenas ultrapassam as extremidades elitrais.
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Revisão do gênero Panegyrtes... 91
Chave para as espécies de Panegyrtes
Il. Pontos elitrais do dorso no terço mediano próximos e organizados em fileiras longitudinais (fig. 3). Brasil (Minas Gerais, GoiäS)................2uuuer2snnne ernennen dh a REISEN HEN ER EBERLE... P. striatopunctatus Breuning Eeskersselitraisınao alinhadoser......=...........2..20 Ran Mal. 2 2(1). Elitros (fig. 4) com pubescência amarelo-esbranquicada, com uma faixa transversal irregular no quinto apical e extremidades recobertas por pubescência castanha; processo mesosternal giboso; urosternitos com manchas circulares castanhas e pêlos pretos. Brasil (Minas Gerais, Rio de Janeiro)... P. bifasciatus Breuning. Élitros (figs. 5, 7-10) sem faixas transversais castanhas, com extremidades da mesma cor que orestante da superfície; processo mesosternal plano; urosternitos Rembmanthase semipelos ca sapato Eu 3 3(2). Escapo (fig. 1) robusto com cicatriz projetada no lado externo do ápice; pêlos elitrais (fig. 6) como triplo do comprimento do pedicelo; metatíbias com pêlos longos. Erasili(São Paulo) 2......002%%:.5..J0Rl8eea P. pseudolactescens Breuning Escapo (fig. 2) cilíndrico, alongado, com cicatriz não projetada; pêlos elitrais aproximadamente tão longos quanto o pedicelo; metatíbias sem pêlos ou com PRIOR CUTOS Lam + ernennen lee ae 4 4(3). Lados do protórax arredondados, sem gibosidade central; flagelömeros IV-XI com anel basal de pubescência branca. Brasil (Amazonas).... P.varicornis Breuning. Lados do protórax com gibosidade central; flagelômeros com pubescência BERG DE Re. nn ea RR PR PR 5) 5(4). Pontos elitrais (fig. 11) circundados por área glabra; comprimento corporal, 6,0-6,4 mmaColômbia (Magdalena) ...... cessa se rusassrecapenveecer cesto P.porosus, sp. n. Pontos elitrais não circundados por área glabra; comprimento corporal maior que RS bo comerem ca ua ls soprar «QD era da ends aca es ease s doando omnes 6 6(5). Pontos elitrais (fig. 12) circundados por mancha circular de pubescência castanho- escura; antenas (g ) tão longas quanto o corpo; pêlos do antenömero III mais curtos que a largura de um artículo. Brasil (Goiás, São Paulo) ....................... EEE PR E P. sparsepunctatus Breuning Pontos elitrais (fig. 13) não circundados por manchas; antenas (6 ) mais longas que o corpo; pêlos do antenômero III mais longos que a largura de um artículo. Brasikasiorde Janeiro)... ee P. lactescens Thomson
Panegyrtes striatopunctatus Breuning, 1940 (Fig. 3)
Panegyrtes striatopunctatus BREUNING, 1940: 179; 1974: 190.
Examinamos apenas o diapositivo do holötipo fotografado por Moure no MNHN (Colegäo Gounelle), procedente de Jatai, Goiäs, Brasil.
Caracteriza-se por apresentar os pontos elitrais (fig. 3) castanhos organizados em fileiras longitudinais, principalmente no dorso do terço central. Os pêlos elitrais são | aproximadamente tão longos quanto o pedicelo.
Lobos oculares superiores tão distantes entre si quanto o dobro da largura de um
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lobo. Antenas atingem o ápice elitral aproximadamente na ponta do antenômero IX. Escapo com cicatriz não projetada no ângulo apical externo. Pêlos da margem interna dos flagelômeros tão longos quanto a largura de um artículo. Ápice elitral obliquamente truncado com projeção externa curta.
Dimensões, em mm, segundo BREUNING (1974). Comprimento, 9,5-10; largura umeral, 2,6.
Esta espécie foi assinalada por BREUNING (1974) para Minas Gerais: Sertão de Diamantina.
Panegyrtes bifasciatus Breuning, 1940 (Fig. 4) Panegyrtes bifasciatus BREUNING, 1940: 178; 1974: 190.
2. Tegumento vermelho-acastanhado. Cabeça com pubescência amarelo- esbranquiçada. Lobos inferiores dos olhos com o dobro do comprimento da gena; os superiores com cinco fileiras de omatídios, tão distantes entre si quanto a largura de um lobo. Antenas atingem o ápice elitral na extremidade do antenômero IX. Escapo cilíndrico; cicatriz apical não projetada para o lado externo. Flagelômeros III-IX com pêlos escuros, esparsos no lado interior. Protórax com gibosidade lateral ao nível do meio; pubescência amarelo-esbranquiçada entremeada por pontos castanhos, principalmente nos lados. Pronoto com duas manchas de pubescência acastanhada nos lados do terço anterior. Élitros (fig. 4) com pubescência amarelo-esbranquiçada e pontos pilíferos circundados por pubescência castanha, não organizados em fileira longitudinais; pubescência castanho-clara; mancha irregular ao nível do meio, faixa transversal de bordas irregulares no quinto apical e extremidade elitrais. Ápices dos élitros de per si estreitados com ponta arredondada. Pêlos elitrais castanhos com comprimento igual ao dobro do comprimento do pedicelo. Processo mesosternal projetado, arredondado no topo, com extremidade posterior transversalmente truncada. Metafêmures com clava pouco engrossada. Lados dos urosternitos I-IV com setas escuras, esparsas, circundadas por pubescência acastanhada, tão longas quanto os pêlos elitrais.
Dimensões, em mm, q. Comprimento total, 11,2; comprimento do protórax, 1,7; maior largura do protórax, 2,5; comprimento do élitro, 8,6; largura umeral, 3,4.
Material examinado. BRASIL. Minas Gerais: Santa Bárbara (Peti), 9, 6.XII. 1986, A. Machado col. (MZSP).
Discussão. P. bifasciatus caracteriza-se pela presença de faixas castanhas no quinto apical dos élitros, pelas extremidades elitrais ocupadas por pubescência castanha, pelo processo mesosternal acentuadamente intumescido e pela presença de manchas circulares castanhas nos urosternitos basais.
Panegyrtes pseudolactescens Breuning, 1974 (Figs. 1, 5, 6) Panegyrtes pseudolactescens BREUNING, 1974: 188.
9. Tegumento castanho; nas antenas e pernas mais avermelhado. Pubescência de maneira geral amarelada. Lobos oculares inferiores com o dobro do comprimento das genas; os superiores mais afastados entre si do que o dobro da largura de um lobo. Antenas
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atingem o ápice elitral na extremidade do antenômero X. Escapo (fig. 1) robusto, com cicatriz apical demarcada, projetada no lado externo do ápice. Flagelômeros abundante- mente pilosos no lado interno. Protórax com gibosidade lateral arredondada ao nível do meio; regiões látero-posteriores com alguns pontos acastanhados providos de pêlos longos. Elitros (fig. 5) com pubescência amarelada, densamente salpicados de manchas castanho-escuras; setas longas, pretas, circundadas por tegumento preto (fig. 6); pontos da região mais basal dos élitros tuberculados. Extremidades elitrais obliquamente truncadas. Processo mesosternal plano. Metafêmures com clava pouco pronunciada. Tíbias e lados dos urosternitos com pêlos longos.
Dimensões, em mm, q. Comprimento total, 9,1; comprimento do protórax, 1,6; maior largura do protórax, 2,1; comprimento do élitro, 6,7; largura umeral, 2,5.
Material examinado. BRASIL. São Paulo: São Roque, 2,25.X1.1971, F. Lane col. (MZSP).
Discussão. Esta espécie caracteriza-se pelo escapo (fig. 1) robusto, com cicatriz projetada no lado externo da extremidade; pelos élitros (fig. 5) densamente salpicados de manchas pretas em toda extensão e pelas tíbias com pêlos longos.
Panegyrtes varicornis Breuning, 1940 (Fig. 7)
Panegyrtes varicornis BREUNING, 1940: 430; 1974: 189.
Examinamos o diapositivo do holótipo (fotografado por Moure no NHRS), proce- dente de Manaus, Amazonas, Brasil. A pubescência está mal conservada, principalmente nos élitros.
Aspecto geral compacto, com comprimento elitral igual a 3,5 vezes a largura do protórax. Pubescência de maneira geral branco-amarelada. Região dorsal da cabeça, entre os lobos oculares com pequena mancha castanha. Élitros (fig. 7): extremidades obliqua- mente truncadas com ângulo externo pouco projetado e arredondado.
Dimensões, em mm, segundo BREUNING (1974). Comprimento total, 9; largura umeral, 3.
Discussão. P. varicornis é até o momento a única espécie registrada para a Hiléia amazônica e apresenta aspecto geral compacto, com élitros (fig. 7) relativamente curtos. Caracteriza-se principalmente pelas antenas com as bases dos flagelômeros aneladas de pubescência clara. Os pontos dos élitros não são muito abundantes e, até onde se pode observar pelo diapositivo do holótipo, não se apresentam circundados por manchas castanhas ou glabras.
Panegyrtes porosus, sp. n. (Figs. 8, 11)
9. Tegumento avermelhado. Pubescência de maneira geral branco-amarelada. Lobos oculares inferiores mais longos que o dobro do comprimento das genas; os superiores com sete fileiras de omatídios, pouco mais distantes entre si que a largura de um lobo. Antenas atingem o ápice elitral na extremidade do antenômero VIII. Escapo cilíndrico, esbelto, com cicatriz apical não projetada para o lado externo. Lado inferior dos flagelômeros com pêlos longos, esparsos, pretos; pubescência dos flagelômeros unifor-
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me. Protórax constrito anterior e posteriormente com gibosidade látero-mediana volumo- sa e pronunciada; pontos glabros, principalmente nos lados do protórax, com apenas uma sensila. Élitros (fig. 8) salpicados de pontos glabros (fig. 11); pêlos tão longos quanto o pedicelo, inseridos à frente dos pontos; extremidades obliquamente truncadas. Processo mesosternal plano. Metafêmures fusiformes.
Dimensões, em mm, q. Comprimento total, 8,6-8,9; comprimento do protórax, 1,5- 1,6; maior largura do protórax, 2,3-2,4; comprimento do élitro, 6,0-6,4; largura umeral, 2,5-2,6.
Material-tipo. COLÔMBIA. Magdalena: Santa Marta (12 mi W), holótipo q, 15.V.1973, Howden & Campbell col. (CMNC); parätipo q, 17.V.1973, Howden & Campbell col. (MZSP).
Discussão. Pelo aspecto geral compacto (comprimento elitral cerca de quatro vezes o do protórax), P. porosus assemelha-se mais a P. varicornis que apresenta na base dos flagelômeros anel de pubescência clara e número consideravelmente inferior de pontos nos élitros. Além disso, a distribuição geográfica conhecida das duas espécies é muito diversa.
Panegyrtes sparsepunctatus Breuning, 1940 (Figs. 9, 12)
Panegyrtes sparsepunctatus BREUNING, 1940: 179, MONNE & GIESBERT, 1992: 252, reval). Panegyrtes lactescens; BREUNING, 1974: 163, fig. 20 non THOMSON, 1868.
BREUNING (1974: 189) considerou, equivocadamente, P. sparsepunctatus sinö- nima de P. lactescens e ilustrou (l. c., p. 163, fig. 20) P. sparsepunctatus sob a denominação de P. lactescens.
Tegumento preto-avermelhado; nos élitros avermelhado escuro. Pubescência ama- relada, muito densa, inclusive na face ventral. Lobos oculares inferiores com mais do que o dobro do comprimento das genas; os superiores com cinco fileiras de omatídios, mais distantes entre si do que o dobro da largura de um lobo. Antenas (6 ) atingem o ápice elitral na extremidade do antenômero XI. Escapo cilíndrico com cicatriz apical não projetada no lado externo. Extremidade dos flagelômeros enegrecida em pequena extensão. Lado inferior dos flagelômeros basais com pêlos pretos tão longos quanto a largura de um artículo. Protórax com gibosidade látero-central moderadamente projetada; sensilas na metade látero-basal circundadas por pubescência castanha. Pronoto com gibosidades pouco pronunciadas. Elitros (fig. 9) densamente salpicados por manchas circulares de pubescência castanha, com pêlos curtos (comprimento menor que o do pedicelo), inseridos no centro (fig. 12). Extremidades elitrais obliquamente truncadas. Processo mesosternal plano. Metafêmures subclavados. Urosternitos sem manchas castanhas.
Dimensões, em mm, é. Comprimento total, 13,2; comprimento do protórax, 2,2;
maior largura do protórax, 3,3; comprimento do élitro, 10,2; largura umeral, 3,9.
Material examinado. BRASIL. São Paulo: Igarapava (Ilhinhas), É, 31.X.1988, coletado à luz negra (MZSP).
Discussão. As manchas escuras dos élitros (fig. 12) constituídas por pubescência, são mais semelhantes às de P. lactescens (fig. 13). P. sparsepunctatus difere: pelas antenas do macho tão longas quanto o corpo; pelos pêlos dos flagelômeros basais curtos, tão longos quanto a largura dos artículos; pela ausência de pêlos longos nas metatíbias e pela pubescência muito densa na face ventral. Vide discussão em P. lactescens.
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Panegyrtes lactescens Thomson, 1868 (Figs. 2, 10, 13)
Panegyrtes lactescens THOMSON, 1868: 133; LACORDAIRE, 1872: 639; BREUNING, 1974: 189.
A espécie ilustrada por BREUNING (1974: 163, fig. 20), sob a denominação de P. lactescens é, na realidade, P. sparsepunctatus discutida anteriormente.
Tegumento avermelhado. Pubescência branco-amarelada na cabeça, pronoto e bases dos élitros; restante dos élitros com pubescência branco-acinzentada e mancha longitudinal, pouco contrastante, castanho-clara, lateral, ao nível do meio. Pubescência da face ventral densa, branco-acinzentada. Lobos oculares inferiores com o triplo do comprimento das genas; os superiores com seis fileiras de omatídios, apenas mais distantes entre si do que a largura de um lobo. Antenas (6) atingem o ápice elitral na extremidade do antenômero IX. Escapo (fig. 2) subcilíndrico com cicatriz apical não projetada. Flagelômeros com pubescência uniforme; lado interno com pêlos mais longos que a largura dos artículos. Protórax com gibosidade látero-central pronunciada; pêlos longos nos lados da base não circundados por pubescência castanha. Pronoto com três gibosidades pouco manifestas. Élitros (fig. 10) com pontos escuros e profundos principalmente na metade anterior, não circundados por pubescência castanha; pêlos elitrais curtos (comprimento menor que o do pedicelo, fig. 13); extremidades obliquamen- te truncadas com ângulo externo projetado. Processo mesosternal plano. Urosternitos sem pêlos longos. Metafêmures subclavados, atingem a borda posterior do urosternito III.
Dimensões, em mm, é. Comprimento total, 12,2: comprimento do protórax, 2,0; maior largura do protórax, 3,1; comprimento do élitro, 9,0; largura umeral, 3,6.
Material examinado. BRASIL. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Corcovado), 6 , 8.X.1985, Alvarenga & Seabra col. (MNRJ).
Discussão. Além dos caracteres mencionados na chave, P. lactescens difere de P. sparsepunctatus: pubescência geral dos élitros não uniforme, com área indistinta mais escura no meio dos lados (fig. 10); metafêmures mais longos, atingem a borda posterior do urosternito III; extremidades elitrais fortemente oblíquas no lado interno; tegumento de maneira geral mais claro, avermelhado; lobos oculares superiores com seis fileiras de omatídios; regiões látero-posteriores do pronoto sem máculas castanhas.
Agradecimento. A Renato C. Marinoni pelo empréstimo dos diapositivos dos tipos.
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Recebido em 16.03.1993; aceito em 28.05.1993.
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Figs. 1-13. Escapo: 1, Panegyrtes pseudolactescens Breuning; 2, P. lactescens Thomson. Esquemas do élitro direito; 3, P. striatopunctatus Breuning (com base no diapositivo do holótipo); 4, P. bifasciatus Breuning (MG, Santa Bärbara); 5, P. pseudolactescens Breuning (SP, Säo Roque); 7, P. varicornis Breuning (com base no diapositivo do holötipo); 8, P. porosus, sp. n. (Colömbia, Magdalena); 9, P. sparsepunctatus Breuning (SP, Igarapava); 10, P. lactescens Thomson (RJ, Rio de Janeiro). Detalhe da pubescência e da pontuação elitral: 6, P. pseudolactescens; 11, P. porosus; 12, P. sparsepunctatus; 13, P. lactescens. Barra = 1 mm.
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DESCRIÇÃO DE GLABROGYRA SUBGEN. N,, RECARACTERIZAÇÃO DE AUSTRODISCUS TWOMEYI (PARODIZ, 1954) E RECLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES SULAMERICANAS DOS GÉNEROS AUSTRODISCUS PARODIZ, 1957, RADIOCONUS BAKER, 1927, RADIODOMUS BAKER, 1930 E TROCHOGYRA WEYRAUCH, 1965 (CHAROPIDAE) E ZILCHOGYRA WEYRAUCH, 1965 (HELICODISCIDAE) (GASTROPODA, STYLOMMATOPHORA, ENDODONTOIDEA)!
Álvaro L. Müller da Fonseca >? José W. Thomé **
ABSTRACT
THE DESCRIPTION OF GLABROGYRA SUBGEN. N., RECHARACTERIZATION OF AUSTRODISCUS TWOMEYI(PARODIZ, 1954) AND RECLASSIFICATION OF THE SOUTH AMERICAN SPECIES OF THE GENERA AUSTRODISCUS PARODIZ, 1957, RADIOCONUS BAKER, 1927, RADIODOMUS BAKER, 1930 AND TROCHOGYRA WEYRAUCH, 1965 (CHAROPIDAE) AND ZILCHOGYRA WEYRAUCH, 1965 (HELICODISCIDAE) (GASTROPODA, STYLOMMATOPHORA, ENDODONTOIDEA) A new classification for the South American Endodontoids is proposed. Trochogyra (Glabrogyra) subgen. n. is described. Austrodiscus twomeyi (Parodiz, 1954) is recharacterized. Species of Austrodiscus, Radioconus, Radiodomus and Trochogyra are transferred to Charopidae and species of Zilchogyra to Helicodiscidae.
KEYWORDS Glabrogyra subgen. n., reclassification, Charopidae, Helicodiscidae. INTRODUÇÃO
Dentro do complexo endodontóide sulamericano, as espécies de Austrodiscus, Radiodiscus Pilsbry & Ferris, 1906, Trochogyra e Zilchogyra têm sido classificadas em Endodontidae; PILSBRY (1896/7, 1900, 1911,1921, 1946/48), BAKER (1927), THIELE (1927), SCOTT (1948, 1957a, 1957b, 1963a, 1963b, 1964, 1970, 1972, 1980, 1981),
1. Trabalho apresentado e debatido em parte no “11th International Malacological Congress, Siena, Italia, com auxilios do CNPq, CAPES, FAPERGS.
2. Laboratório de Malacologia, Instituto de Biociências da Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Av. Ipiranga, 6681, prédio 12, BR-90619.900, Porto Alegre, RS, Brasil.
3. Bolsista de Mestrado da CAPES
4. Bolsista do CNPq.
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PARODIZ (1954, 1957), WEYRAUCH (1958, 1965a, 1965b, 1966), FERNANDEZ & CASTELLANOS (1973), VAZ (1987a, 1987b, 1991), VALDOVINOS & STUARDO (1989). Anteriormente, ORBIGNY (1835/46) e MORICAND (1846), classificavam-nas em Helicidae.
Recentemente PARKINSON et. al. (1987) e ABBOTT (1989) classificaram aqueles 4 gêneros em Helicodiscidae, embora sem qualquer justificativa; sendo que nesta família, SOLEM (1975) incluiu somente os gêneros Helicodiscus Morse, 1864, Polygyriscus Pilsbry, 1948 e Stenopylis Fulton, 1814. SOLEM (1975, 1976, 1977, 1983) classificou os gêneros Radiodiscus, Amphidoxa Albers, 1850, Stephanoda Albers, 1860 e Flammulina Martens, 1873 em Charopidae. Zilchogyra era considerado subgênero de Austrodiscus segundo SCOTT (1970), FERNANDEZ & CASTELLANOS (1973), VALDOVINOS & STUARDO (1989), VAZ (1987a, 1987b, 1991) divergindo com as afirmações de WEYRAUCH (1965a) e SCOTT (1980, 1981); Trochogyra era conside- rado subgênero de Zilchogyra (WEYRAUCH, 1965a), mas propomos elevä-lo à catego- ria de gênero.
SOLEM (1975, 1976, 1977, 1983) apresentou critérios para a classificação desses gêneros, que envolvem característicos conquiliomorfológicos e de anatomia interna, baseados nas descrições de BAKER (1927), Baker, 1930 apud e PILSBRY (1948), SCOTT (1964, 1970) e VAZ (1991), os quais são comentados adiante. Os critérios utilizados, até então, não permitiam uma classificação coerente. A descrição conquiliomorfolögica de Austrodiscus era insuficiente para precisar a que família o gênero pertencia, gerando a contestação de WEYRAUCH (1965) e SCOTT (1981), que não o consideraram como Endodontidae e também não propuseram a sua inclusão em nenhuma outra família. Baseado em novos critérios, propomos sua inclusão em Charopidae.
Os característicos conquiliomorfológicos, como esculturações e dimensões são bastante peculiares entre os gêneros de Endodontoidea (SOLEM, 1976, 1983), permitin- do também a distinção entre as famílias. SOLEM (1976) demonstrou que o diâmetro máximo (D) da concha para os Endodontidae é de 12mm com até 5,5 voltas. Desta forma, o gênero Austrodiscus, com D=15mm e 5,5 voltas, não se encaixaria na família, apesar de satisfazer os demais parâmetros e relações de conquiliometria. Por motivo idêntico, também não se enquadraria em Helicodiscidae, para a qual SOLEM (1975) atribui um D= Smm, cujos exemplares raramente excedem 5 voltas. O exame do holótipo e parátipo da espécie tipo de Austrodiscus (CMP, 43100) demonstrou que o gênero possui afinidades com Stephanoda como observou PARODIZ (1954). Além do que, a esculturação da protoconcha, apesar de não servir como característica determinante da família, apresenta uma conformação padrão para cada gênero, bem como a esculturação das demais voltas. A descrição conquiliomorfológica de PARODIZ (1954) para Austrodiscus é insuficiente para uma correta caracterização do gênero. Apesar de afirmar que a protoconcha seria lisa, o exame do holótipo indica que é esculturada por estriações.
Tais argumentos invalidam as considerações de VALDOVINOS & STUARDO (1989), SCOTT (1970) e VAZ (1991), que propuzeram a manutenção de Austrodiscus em Endodontidae, reforçando as afirmações de WEYRAUCH (1965) e SCOTT (1980, 1981), de que as dimensões e outros característicos conquiliomorfológicos de Austrodiscus não se adequam a Endodontidae. Devido a isto WEYRAUCH (1965) estabeleceu o gênero Zilchogyra para as espécies de protoconcha completamente lisa e de menor diâmetro. Os característicos conquiliomorfológicos de Austrodiscus permitem a sua
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Descrição de Glabogyra subgen. n., recaracterização... 99
classificação em Charopidae, na subfamília Amphidoxinae, juntamente com Stephanoda e Steophadiscus Scott, 1981.
Austrodiscus twomeyi, espécie tipo e monotípica do gênero, foi inicialmente descrita em Araucania (PARODIZ, 1954), mas recebeu novo nome genérico (PARODIZ, 1957) por estar pré-ocupado por Araucania Pate, 1946 (Hymenoptera).
O gênero Radiodiscus inclui o maior número de espécies de endodontóides americanos. Caracteriza-se por possuir concha de tamanho reduzido, em torno de 2mm, espira baixa, mas destaca da última volta, protoconcha esculturada por finas estrias espirais, voltas pós-embrionárias com densa costelação radial, composta de costelas laminares baixas e de traçado sigmóide e estrias radiais e/ou espirais; umbílico aberto, variando em torno de 1/4 do diâmetro máximo da concha, abertura reniforme. O gênero Radioconus Baker, 1927 possui esculturação semelhante, mas as estrias da protoconcha são mais espaçadas entre si e contínuas, enquanto que em Radiodiscus são muito juntas e seriadas devido a sulcos transversais que aparecem a intervalos regulares. As costelas de Radioconus são mais robustas, ripiformes ou laminares mais altas, afinadas e inclinadas. O gênero Radiodomus Baker, 1927, possui esculturação típica, secção lateral do contorno das voltas obliquamente deprimida, espira também deprimida, as costelas mais curvadas do que sigmódes e o umbílico é menor, cerca de 1/6 do diâmetro máximo da concha (BAKER, 1927; PILSBRY, 1948; SCOTT, 1957a).
BAKER (1927) e Baker, 1930 apud PILSBRY, 1948) apresentaram a anatomia interna de Radiodiscus millecostatus, Radioconus bactricolus, Radiodomus abietum. Os sistemas excretor e reprodutor são os mais significativos para a classificação (PILSBRY, 1948; SOLEM, 1975, 1976, 1983). BAKER (1927) mencionou que o uréter da espécie tipo do gênero, Radiodiscus millecostatus, é curto, com sua porção ventral (basal) formando uma curva (dobra), refletindo-se sobre a parte apical do rim (nefrídio) e continuando num uréter secundário até a porção mediana do pulmão (parede da cavidade palial), onde se abre um canal que segue até o pneumostömio. Segundo SOLEM (1976, 1983) esta seria uma típica condição dos Sigmurethra Aulacopoda e bastante caracterís- tico de Charopidae. O ovariotestis (ovotestis, glândula hermafrodita) é mais larga do que nos outros gêneros, com dois lobos dotados de ramos claviformes e acinosos. Esta condição, ainda de acordo com SOLEM (1976, 1983), também seria característica de Charopidae. O epifalo é fusiforme e dotado de um “botão” (ceco) apical, o qual é bastante alargado abaixo de sua porção mediana. A papila faliana é baixa e rombuda. O falo é maior do que o das outras duas espécies, cônico-alongado, de paredes muito grossas próximas ao ápice. Esta complexidade da porção terminal do sistema reprodutor, aproximaria Radiodiscus millecostatus de Charopidae e de Helicodiscidae (SOLEM, 1976, 1983), já que em Endodontidae essa região do sistema reprodutor é estruturalmente bem mais simples, sem papila faliana e ceco apical.
No gênero Radioconus, BAKER (1927) descreveu R. bactricolus, que apresenta sistema excretor muito semelhante ao da espécie anterior. O sistema reprodutor possui ovariotestis mais simples, mas igualmente bilobulado. O epifalo é bem mais longo que o falo e destituído de papila faliana e ceco apical. Sua estrutura menos complexa assemelha- se aquela de alguns poucos gêneros de Charopidae, como Ptychodon Ancey, 1888 e de gêneros de Endodontidae.
Em Radiodomus, Baker, 1930 apud PILSBRY (1948) descreveu R. abietum, o qual também apresenta sistema excretor típico, muito semelhante ao da espécie tipo do gênero.
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O ovariotestis é igualmente lobulado, com poucos lobos longos, largos e claviformes. O epifalo é elipsóide, de parede grossa e glandular, dotado de papila faliana curta e cônica. O falo é relativamente largo e grande, com dois apêndices apicais (“flagelos”). Esta conformação também assemelha-se à condição observada em Charopopidae e Helicodiscidae.
Estes dois últimos gêneros, Radioconus e Radiodomus, já eram tratados por SOLEM (1976, 1983) como gêneros mas sem justificativas e sem determinar com segurança sua inclusão em Charopidae.
No subgênero nominal de Trochogyra são incluídas aquelas espécies com concha de diâmetro reduzido, em torno de 3mm, espira geralmente alta, protoconcha aparente- mente lisa, mas dotada de microestrias finas e de difícil percepção, voltas pós-embrioná- rias com costelas radiais robustas, espaçadas e estrias espirais e/ou radiais, periostraco comumente apresentando bandas (faixas) escuras, umbílico aberto, profundo.
As únicas descrições anatômicas de espécies deste gênero são de SCOTT (1970), para T. leptotera e VAZ (1991), para T. pleurophora. Conquiliomorfologicamente são espécies muito semelhantes, contudo diferem muito na conformação do sistema reprodutor. O falo e epifalo de T. leptotera são bem mais simples que os de T. pleurophora. O ovariotestis bilobado e lobulado (VAZ, 1991, fig. 4) é peculiar à Charopidae (SOLEM, 1976, 1983). A conformação do sistema excretor de T. leptotera, assemelha-se muito à dos Endodontidae, indicando que talvez esta espécie pertença excepcionalmente a esta família. Fazem-se necessários estudos anatômicos mais detalhados para sua confirmação.
O gênero Trochogyra comporta ainda outro desdobramento e, portanto, é proposto e descrito, Glabrogyra subgen. n.
O gênero Zilchogyra, conforme WEYRAUCH (1965), compreende espécies de endodontóides que apresentam diâmetro máximo em torno de 3mm, protoconcha com- pletamente lisa (sem qualquer estriação), voltas pós-embrionárias com costelação radial e estriação radial e/ou espiral, espira baixa, mas bem destacada da última volta, umbílico aberto.
Os característicos anatômicos fornecidos por SCOTT (1963a) para Zilchogyra costellata são insuficientes para uma precisa determinação da família em que o gênero se enquadraria. Os característicos conquiliomorfológicos e a complexidade da porção terminal do sistema reprodutor (falo e epifalo) aproximam esta espécie de Charopidae e Helicodiscidae. Entretanto, a ausência de dados acerca do tipo de ovariotestis e sistema excretor impede a confirmação dessa premissa. Preferimos manter a classificação do gênero em Helicodiscidae, conforme PARKINSON et al. (1987) e ABBOTT (1989), juntamente com Lilloiconcha Weyrauch, 1965 e Hirtudiscus Scott, 1973.
Foram examinados exemplares de endodontóides de coleção malacológica do Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (dezenas de lotes) e material tipo: Endodonta amoenus Thiele, 1927 (BRASIL: 1 síntipo MNHB, sem número), Endodonta goeldii Thiele, 1927 (BRASIL: 1 síntipo MNHB, sem número), Endodontia clara Thiele, 1927 (BRASIL: 1 síntipo MNHB, sem número), Endodonta superba Thiele, 1927 (BRASIL: Rio de Janeiro, Teresópolis, 1 síntipo MNHB, sem número), Austrodiscus (Zilchogyra) paulistana Scott, 1973 (Brasil: Paraná, Cerro Azul. 3 parátipos MCNZ 2616), Radiodiscus thomei Weyrauch, 1965 (BRASIL: Rio Grande do Sul, Cambará do Sul, Holótipo MCNZ 1073a e 2 parátipos MCNZ 1073b), Zilchogyra cleliae Weyrauch, 1965 (BRASIL; Rio Grande do Sul, Gramado, 16 parätipos MCNZ
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Descrição de Glabogyra subgen. n., recaracterizagäo... 101 e SOUSA ti nn
1645), Endodonta jheringi Thiele, 1927 (BRASIL: Rio Grande do Sul, Rio Grande, Bolacha, 1 síntipo MNHB, sem número), Endodonta gordurasensis Thiele, 1927 (BRA- SIL: Minas Gerais, Gorduras, 1 síntipo MNHB, sem número), Radioconus pilsbryi Scott, 1957 (ARGENTINA: Misiones, Seandro Alem, 2 parátipos, MCNZ 2044), Austrodiscus golbachi Scott, 1963 (ARGENTINA: Tucumán, Quebrada de la Caiza, 3 parátipos MCNZ 2355, MCNZ 2045), Araucania twomeyi Parodiz, 1954 (CHILE: Aysen, Rio de la Pascua, holötipo CMP 43100 e parätipo CMP sem nümero).
Os tipos das espécies de THIELE (1927) são designados como síntipos, apesar de WEYRAUCH (1965a) indicar indevidamente holótipo e parátipo para Endodontia superba. Para determinação dos lectótipos e parátipos é necessário examinar todas as séries síntipicas, o que não foi possível.
As abreviaturas usadas correspondem: MCNZ, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; CMP, Carnegie Museum of
Natural History, Pittsburgh; MNHB, Museum für Naturkunde der Humboldt - Universität, Berlin.
Austrodiscus twomeyi (Parodiz, 1954) (Figs. 1-3)
Araucania twomeyi PARODIZ, 1954: 17 Austrodiscus twomeyi; PARODIZ, 1957: 131 Austrodiscus (Austrodiscus) twomeyi; SCOTT, 1970: 286
Material-tipo. CHILE. Aysen: Rio de La Pascua. Holötipo (CMP 43100), parätipo (CMP sem nümero), danificado.
Localidade-tipo. Rio de la Pascua, entre o Lago San Martín e o golfo de Pena (49° lat. Sul), extremo sul da província de Aysén, próximo à Cerro Melligro Sur.
Diagnose. Gênero com espécie monotípica. Concha grande em relação às demais espécies da família (figs. 1,3), com D= 14,2mm e até 5,5 voltas; periostraco fino, semitransparente e brilhoso, ostraco e hipostraco opacos; com bandas escuras (ambarinas) irregularmente distribuídas e sinuosas, recobrindo a superfície externa e contrastando com a cor geral bege da concha; costelação radial ou espiral ausente; microestrias radiais e espirais, onduladas, entrecruzadas por linhas de crescimento e estrias radiais, de aspecto serpenteante devido às ondulações do periostraco; protoconcha com microestrias espirais e radiais entrecruzadas. O limite entre a esculturação embrionária e a das voltas pós- embrionárias não é nítido, contudo há uma calosidade bem marcada no final da segunda volta da concha. Ondulações radiais mais salientes na protoconcha, menos salientes e mais irregularmente dispostas nas voltas pós-embrionárias e praticamente desaparecem na última volta. Umbílico muito aberto, pouco mais de 1/3 do diâmetro máximo da concha e pouco profundo. Abertura da concha, mais circular do que reniforme, levemente
deprimida látero-dorsalmente, peristômio relativamente espesso, com borda palatal ondulada e um calo parietal saliente.
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102
n
A A
FONSECA & THOME
Trochogyra (Glabrogyra), subgen. n.
(Figs. 1-3)
Espécie-tipo. Radiodiscus kuscheli Scott, 1957. Diagnose. Diferencia-se do subgênero nominal especialmente pela falta de costelagäo
as voltas pós-embrionárias.
Caracterização. Concha pequena em relação às outras espécies do gênero, com cerca de 3mm de diâmetro máximo e altura de 2mm, com até 4 voltas de crescimento regular; espira proeminente; umbílico reduzido, estreito e perspectivo, entre 1/4 e 1/6 do diâmetro máximo da concha; protoconcha com finas e tênues microestrias espirais contínuas, apertadamente espaçadas ou esparsas, ausência de costelação radial ou espiral nas voltas pós-embrionárias e presença de linhas de crescimento e pregas radiais salientes, cruzadas por estrias espirais onduladas e paralelas.
ELENCO
Charopidae Amphidoxinae
ustrodiscus Parodiz, 1957 .twomeyi (Parodiz, 1954) Araucania twomeyi Parodiz, 1954,
Austrodiscus twomeyi; Parodiz, 1957, Austrodiscus (Zilchogyra) twomeyi; Scott,
1970
Rotadiscinae Radiodiscus Pilsbry & Ferris, 1906
DI
R.
R.
R R
R R R R R R
. magellanicus (Smith, 1881)
Helix (Patula) magellanica Smith, 1881
coppingeri (Smith, 1881)
. millecostatus Pilsbry & Ferris, 1906
corticaria (Philippi, 1855) Helix corticaria Philippi, 1855 . muscicola (Philippi, 1855) Helix muscicola Philippi, 1855 . bryophila (Philippi, 1855) Helix bryophila Philippi, 1855 exigua (Philippi, 1855) Helix exigua Philippi, 1855 hypholoea (Philippi, 1855) Helix hypholoea Philippi, 1855 . mariae Pilsbry, 1921 . Jheringi (Thiele, 1927) Endodonta jheringi Thiele, 1927 . peruvianus Pilsbry, 1944 . katiae Scott, 1948 . tenellus Scott, 1957 . titicacensis Scott, 1957 . thomei Weyrauch, 1965